segunda-feira, maio 08, 2006

Vejamos o caso da China

O que a China está fazendo com toda a tecnologia existente no mundo? Copiar/colar.

Podemos também dizer "aprendendo por exemplo". Todos temem a chegada dos chineses no mercado de trabalho. Eles podem cobrar muito menos, e viver (muito bem, às vezes) com isso. Na verdade, o primeiro mundo teme a emergência do terceiro. E todos temem a China. Lá, antigamente, era uma terra com pessoas miseráveis. Muito digno de George Orwell, um país fechado, onde o cidadão comum não sabia o que acontecia do lado de fora. Até hoje não são muitos os que sabem. Mas este número está mudando, rapidamente e numa taxa constante.

Como assim é possível que os engenheiros chineses vivam muito bem com muito menos do que os engenheiros americanos? O terceiro mundo, e principalmente a Índia e a China, nivelarão o mercado de trabalho. Infelizmente, para baixo, no início. Não há demanda que não possa ser provida por um chinês baratinho. Pensem bem: metade do mundo (quase 3 bilhões de pessoas) têm finalmente a chance de entrar e competir no cenário global. Onde não havia força produtiva, estão sendo despertados verdadeiros gigantes. Digamos que 1 bilhão de pessoas seja a massa das pessoas do primeiro mundo. O que acontece quando outros 3 bilhões passam a fazer a exatamente a mesma coisa, por um preço mínimo? Teremos uma explosão de produtividade. Dessa vez, ou o planetinha acaba, ou a gente aprende a consumir.

Existe alguma maneira de impedir que os países emergentes copiem os métodos de produção e energia de países desenvolvidos? Royalties e patentes. Pasmem, pra impedir que o topo da pirâmide fique largo, existe até gente querendo limitar o número de países a usar energia nuclear em apenas 8. E as crianças que estão crescendo, que se danem.

Mas... Por que a Índia afinal vende serviços para os EUA com muito menos custo que os próprios americanos? A resposta está na maneira como "flui" a informação. Os espaços virtuais são tão etéreos que o tempo de tráfego dos dados é praticamente zero. Comparando as economias, é óbvio que a Índia tem um custo de vida menor. Mas a entrega do produto não seria possível, se não fossem as redes. Tanto a Índia quanto a China se tornam praticamente territórios dentro do próprio quintal dos americanos.

Isso me lembra Duna, de Frank Herbert: "the spice must flow". E há quem queira impedir que a informação flua. A correnteza das nossas abstrações mentais é uma forma de se criar riquezas infinitamente. O custo em matéria prima é quase zero. Gente, não tentem vender um software achando que você tá vendendo um carro. Pra ter novos carros, eu preciso de uma linha de montagem. Pra ter novos softwares, eu preciso de um copiar/colar.

Quanto aos serviços "criminosos" de compartilhamento de músicas e arquivos, eis a minha indagação: quando você tem uma tecnologia que fere legalmente os interesses de algumas dezenas mas facilita a vida de bilhões, quem está errado? A tecnologia ou a lei?

Post meio difuso, mas tem lá seus pontos de discussão.

5 comentários:

Emmanuele disse...

Interessanteeeeeeee...
Já disse que vc escreve muito bem!!!
beijinhosssssss

Mauro disse...

E os mods, e se começarmos a falar dos mods? Cara, li num artigo o quanto se pode fazer mexendo um pouquinho no sistema operacional de um PSP, fiquei louco. Pensei, putz aí sim valeria a pena desembolsar toda essa grana por um PSP, e o que a sony faz a respeito? Você já sabe...
A seleção natural vai cuidar disso.
Tenha medo da China

Emmanuele again disse...

Lindooooooooooooooooo, cadê aquele texto que vc fezzzzzzzzz?!!?!?!?!
cadÊ?!?!?!?!?!?!!
beijos

Rodrigo Santiago disse...

Calma, garouta :)
Tudo em seu devido tempo ;D

Nina Thunder disse...

MEDO da China ! Muito ! Hehehehe

Vc falando de copiar/colar e eu lembrei do projeto de uma nova usina nuclear na China. Tsc tsc tsc.

E vc condensou isso aqui...muito, até. *Uma pena que sejamos engolidos pelo tempo ! Arrrgh estou derretendo.*

Bjssssss