terça-feira, janeiro 29, 2008

Prática da Fotografia

A cada cem cliques, um presta.
A cada mil cliques, um presta MUITO.
A cada dez mil cliques, um deles merece um prêmio.

Dentro de dez mil cliques,
Achar o premiado é um problema sério.

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Odisséia Além-Mar

No voar da onça feroz
Que roubou asas de avião
Nos sinais da nova estação

Não sei se castigar resolve não
Não sei onde encontrar um coração
Não sei onde guardar meu coração
Que se feriu pelos limites da paixão

Não sei se acabou a solidão febril
Do morno sossego que se instalou

No além-mar só navego a voz
Que gritou "cauda de pavão"
Das reais senhoras de um tostão

Não tento arruinar esta monção
Nem faço seca num breve sertão
Ao menos me vestir de pai-joão
Teu Carnaval, onde pierrot não vale não

Não há parafernália de condão anil
Nos ventos de gelo que me soprou

Se vieres ver como cresci
Além dos postes que te iluminavam também
Será, meu bem, o meu prazer
De ver como te deixo louca

Mas, do cais,
Eu verso para este além-mar
Onde se foi buscar alguém
Que bem outrora quis zelar
Este contrato que ninguém quer assinar

Nos sinais
Que configuram meu serão
Jamais retornarei audaz

Serei mordaz no teu verão
E tempestades jorrarão
E arco-íris saltarão do céu
Imaculando o meu perdão




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Essa foi uma feliz coincidência. Eu estava tentando fazer uma melodia pra uma outra letra. Consegui uma bonitinha, mas não tinha muito a ver com o que estava escrito. Daí eu escrevi uma letra mais apropriada pra música. A anterior ficou guardada.

Tem muitos momentos nos quais eu só arrumo uma palavra que encaixa, e que seja "da família" do assunto. Aí a letra ganha um sentido abstrato, abrangente. É um truque possível, e esse truque, ironicamente, eu uso quando não sei muito bem o que vou escrever. Aí, pincelo palavras, no acaso, mais ou menos, e a letra acaba crescendo. Essa é uma técnica boa, porque dá resultados bem subjetivos na hora de interpretar. É a tal da "letra viajante".

Lótus

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
Retinta dos bons jardins Edênicos!
Perfeitas, maliciosas e virgens brumas
Guardam-te, sequestrando-me do desejo!

Me fazem conter-me ao vê-la só tez,
Cravando em minhas pestanas, alvura,
Mas na alma, satânico bem do querer,
Do véu santo e dos espinhos cegos, nua

Contento-me de, inocente, deixá-la!
Paro a deliciosa pré-luta de órbitas vis e rasas
Apagando sozinho as chamas do Eros que afagavas

Mas se, palatado o teu néctar por minha gula,
Aproveita o inseto que tua lótus cala!
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!



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quinta-feira, janeiro 24, 2008

Samba do Trabalhador

Abram passagem
Pra grande emoção entrar, ô ô ô
A boa luz do samba, la laiá
Acabou de chegar

Trazendo a sensação
De antigamente
Belas poesias
Simplesmente diferente

Depois de tempos hostis
Muda o palco num clarão
Aqui se faz samba
É na palma da mão

Os versos do Renascer
São na raiz Vila Isabel
Universo do samba
Terra de Noel

Segunda de bambas
Terreiro, pés no chão
Um chope às quinze
É tudo de bom
No aeroporto
Feito avião
Daqui para o mundo
Todo mundo notou

O mais lindo
Samba do Trabalhador



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terça-feira, janeiro 15, 2008

Os Filhos de Eleonor

Eleonor teve dois filhos que ama, mas que contra sua vontade não têm metade da normalidade das crianças dos vizinhos. E nem um centésimo disso.

O primeiro deles, Medhros, tem a boca completamente nua; e no lugar dos cabelos possui longos e finos dentes, apontados para cima, como se houvesse uma enorme boca perenamente aberta, cuja circunferência segue a coroa de sua cabeça. Essas pinçudas presas permanecem em um lento movimento, como o de uma respiração, dando ao garoto mais velho uma aparência simplesmente arrepiante. Apesar de seus 15 anos, seu falar mais parece o de um velho que colocou uma esponja bem macia na boca. Tem um estômago poderoso, uma traquéia elástica, um esôfago que mais parece uma cobra de tão controlado, sendo capaz de engolir as coisas mais duvidosas.

Em certa feita, enquanto fazia graça para que sua mãe não insistisse que comesse brócolis, Medhros subiu em uma mangueira e comeu folha por folha. Passou dez horas catando cada um dos brincos verdes da árvore, deixando os galhos e os frutos intactos. Ao ver seu filho preso na árvore, com a cintura da largura de um fusca sem pneus, Eleonor decidiu que nunca mais pediria que comesse, porque comia bem demais quando queria.

A mangueira, com medo de sofrer um novo assalto do garoto, nunca mais deu uma folhinha. Nem um único e pequenino brotinho verde lhe saiu da ponta do galho mais fino da parte mais alta da árvore. Estava apavorada. Seus frutos ressecaram, não era mais capaz de se sustentar. Secou e se tornou uma árvore assustadora (mais assustada do que assustadora, na verdade).

Uma outra vez, durante uma briga com um de seus vizinhos, Nestor, Medhros arremessou-se de cabeça contra o rapazinho. Ele recebeu tantas dentadas na região pélvica que nunca mais pensaria em sexualidade na sua vida. Medhros arrancou as bolinhas do garotinho com muita acuidade, guardando-as nos bolsos para mais tarde montar um bate-bolinhas, envoltando-as com resina e pendurando ambas nas pontas de uma cordinha. Prendeu um anel de ferro na metade do comprimento da fina corda, e então punha-se a segurar o anel de ferro, balançando as bolinhas-de-garoto-de-resina uma contra a outra. Toda vez que brincava com o objeto, Nestorzinho sofria dores terríveis, tais que não conseguia levantar-se de onde estivesse, e nem mesmo deixar sua posição fetal característica, na qual passava a maior parte do tempo, vide seu trauma anterior.

O segundo filho de Eleonor eu não ouso descrever, e acho melhor parar a história por aqui, antes que ele descubra que estou pensando nele.


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A Ruiva do Saulo

(Partido Alto)

Encontrei o amigo Saulo
Com um tremendo mulherão
Cabelões muito vermelhos
Boca cheia de batom

Salto alto, saia curta
Nos mostrando tantos dotes
Meus botões, pensando bem,

Tem alguma coisa errada
Porque a fama desse cara
É de não pegar ninguém

Eu falei
Que a fama do Saulo
É de não pegar ninguém

Aí que eu descobri
Saulo de bobo é quase nada
À espreita nas noitadas
Deu o tiro bem no alvo

A preferência do nosso colega
Era só de ruivas
Esperou feito coruja
De olho grande na irmã do parceiro Araquém

A garotinha que já debutava lá pros seus dezoito
Chegou bonitinha, toda arrumadinha
E Saulo deu o bote naquela ruivinha

Eu falei
Que a fama do Saulo
Tá com a irmã do Araquém



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sexta-feira, janeiro 11, 2008

quarta-feira, janeiro 09, 2008

A Salvo

Salvo o que é dos outros, o que é meu, é meu. Este blog está inteiramente registrado. Todos os meus textos estão expressamente registrados no meu nome.

Eu sou Rodrigo, e meus textos agora têm uma identidade na web.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Soneto do Quererismo

No meu quereral tenho plantados
E como poderiam não ser: quereres,
Desejos, quiçás, sementes de vontade,
Almejos de todas as estações

No meu quintal, colheita mais valiosa
Logo à frente descarto descompromissos.
Num cemitério pequeno, graças a Deus
Jazem frustrações e perdas totais.

Minhas ferramentas são tão poucas
Coragem, audácia, humildade
Felicidade por muito viver

Os riscos também não ficam por mais
Querer somente o melhor existente
Implica perder o que é sempre pouco


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quinta-feira, dezembro 27, 2007

Amarelo

(Para Tila)

Será que a minha filhote de labrador
Vai amarelar quando crescer?
Como amarela o trabalhador cansado
Como amarela o céu, ao fim do dia
Como amarela Ronaldo em decisão
Como o Amarelinho na Glória, ou da Cinelândia
Como amarela o envergonhado
Como táxis do Rio,
Como a frebre amarela
Como as páginas de um velho livro
Fotos antigas, ou Amarelas Páginas

Será que vai?
Como amarelam as folhas ressecadas
Samambaias, chorosas, amarelam na falta d'água
Já os girassóis, sempre

E como é o Sol escaldante, amarelão
Como os olhos do preto, bem preto, velho
Ou a antiga amarelinha das crianças

Ouro, bananas, cervejas, orientais,
Tantas coisas amarelam como uma faixa do arco-íris
Só espero minha labradora não amarelar

Luz secundária, Sangue-Mata,
Amarela é a matiz que mata,
Chama-olhos, ouro de tolo é o amarelo,
Acho o amarelo sendo a cor da morte

Por fim - amarelo-claro, claro -
O futuro da minha cadela
Tanto quanto o nosso futuro,
É um semáforo... Inflexivelmente amarelíssimo.



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segunda-feira, dezembro 24, 2007

Das Coisas Mais Valiosas

A relação entre as coisas
É o motivo final da razão.
Daí que provém a maior riqueza.
Construa relações.

Feliz Natal!

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segunda-feira, dezembro 10, 2007

Maior Que O Samba

(Para Manu)
Com todo esse charme que mata e me pega
No contra-pé de minha resistência
Não tenho mais o que falar… Só te admirar

Quando pega a cadência e refaz os acentos,
Me encanta de tanto cantar
meu sonho é tão particular - de te amar

Comandando o teu grupo com braços de mestra
Tu és a maestra que quero abraçar
Maior que o samba que dá

Sopro de canouro
Olhos diamantinos
Cheiro de Jasmim
Lábios de cetim

E os abraços de seda
Me pego a pensar
Se um dia tenho
Não vou mais parar

Tenho que ter sorte
Pra amar uma bela dama assim
Ser amado por ti é a bênção de Deus
Pra minha vida ficar mais feliz


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quarta-feira, dezembro 05, 2007

Justiça Gratuita - Nei Lopes

Felicidade, passou no vestibular
E agora tá ruim de aturar
Mudou-se pra faculdade de direito
E só fala com a gente de um jeito cheio de preliminar
É de amargar
Casal abriu, ela diz que é divórcio
Parceria é litisconsórcio
Sacanagem é libidinagem e atentado ao pudor
Só fala cheia de subterfúgios
Nego morreu ela diz que é de cujus
Não aguento mais esta felicidade, Dr. Defensor
Só mesmo um Desembargador
Amigação pra ela é concubinato
Vigarice é estelionato
Caduquice de esclorosado é demência senil
Sumui na poeira ela chama de ausente
Não pagou a conta é inadimplente
Ela diz consultando o Código Civil
Me pediu uma grana dizendo que era um contrato de mútuo
Comeu e bebeu disse que era usufruto
E levou pra casa o meu violão
Meses depois que fez este agravo ao meu instrumento
Ela então me disse cheia de argumento
Que o adquiriu por usucapião
Seu defensor, não é mole não!


Fantástico!
*Nota: o compositor é formado em direito.

sexta-feira, junho 08, 2007

Novo Blog Na Área

Quer saber as últimas da corrupção brasileira??

Um extrato de todos jornais sobre CPI, CPMF, Reforma Tributária e Desvios de Verba. Só pra você, olha aqui, ó:

Colarinho Branco Mata!

quarta-feira, maio 30, 2007

Costumes certos fazem pessoas direitas.

Quando Faltar Calor

Não esqueça que eu te amo
Lembra que teu coração bate pelo meu
Quantas vezes já me disseste
Que o teu vive aqui, no meu peito?

Quando faltar coragem
Fecha os olhos e esquece o resto
Lembra que sou eu quem lhe fala
Lembra que espero por ti
Em cada segundo do meu dia

Não te tornes fria em momento algum
Porque mesmo o mais duro dos corações
Amolece ao ver a alma amorosa

Se lhe partem a face com um golpe de punho
Ou se lhe apunhalam as costas com habilidade de cobra
Mais tarde ser-lhe-á ardente e dolorido o coração em culpa
Por ter machucado alguém que, por si só, ama

Não perca teu dia com indagações vazias
Inúteis vicissitudes do chão que despenca sem cair
Não deixe que façam de tua alma o iceberg
Pois, quando me faltar calor
Tu serás meu Sol, meu cobertor,
Minha toca, minha cama,
Tu é quem fará o meu dia


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segunda-feira, maio 21, 2007

Baú-Mundo

Se me parto, breve,
É porque procuro um porto
Ser teu porto
Por um futuro, por um cheiro,
Por um terreno, um cantinho
Pra gente dormir direito

E se me pego longe
É pra poder voltar sempre

...

Dia chuvoso
Céu de algodão cinza
Sol na moleira
Moléstia, peste, vento,
Frio, calor, fotografia,
Pra te levar os lugares onde estive

Pra me pensar
Ter te levado aos lugares onde andei

...

Pra tornar esta panacéia da minha cabeça
Progressivamente real
Até não mais sairmos
Um de perto do outro
Em qualquer lugar
Em qualquer mundo

...

Minha saudade clama
Pra te arrastar comigo

Minha cama é a saudade
Onde durmo sem paz
Longe do meu anjo adormecido

Agora, eis que sofro,
Mais uma noite só
A fim de cultivar
Tua presença ad eternum
Feito tesouro em um baú-mundo
Que, a ser desenterrado,
Permanece, por hora, escondido



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quarta-feira, maio 16, 2007

Amorzão

Daqui a pouco vou partir
Quero dizer que te amo
Enquanto puder me ouvir

Depois eu direi, também,
E o vento se encarregará
De te levar essa mensagem
Que não chegará pelos ouvidos
Mas pelo coração

Você saberá
Quando estiver pensando em você
Te dizendo: te amo




Para Emmanuele.

Engraçado

Quando eu era mais moleque
Não queria saber do que era novo
Só queria ouvir as velharias
E o que tinha sido história

Passa o tempo, me torno velho
Mas hoje, diferente dos velhos dias,
Quero mesmo é sair pro abraço
E reinventar tudo o que faço

Quando era criança, eu queria o meu chão
Um chão firme, que não machucasse meus pés
Chão forte, pra eu me formar de primeira

Quando era criança, queria cantochão
Mas hoje, quero eletrizar,
Quero sambar tudo de novo
Quero abraçar tudo que amo e renovar meu gosto

Quando guri, estava mais próximo ao chão
E eu queria a terra
Mas cresci, e agora, mais distante de onde piso
Quero me aproximar ainda mais do céu


terça-feira, abril 24, 2007

O Perigo das Palavras'

"Meu" é uma retórica problemática
Nada que temos, temos
Tudo é de ninguém
Nenhum algo vai conosco
Nenhum algo fica conosco
Por tempo indeterminado

"Morrer" é perigosamente desesperador
Eu não morro. Vivo quando parto
E quando parto, não posso ser dor
Se sei que aqui há, mas lá 'inda não sei'

"Ser" é desconhecimento permanente
Não sabemos o que somos
Talvez nunca venha à tona
Apenas pensamos, e isso é constatado
Ou estaria eu enganado?

"Saber" é abstrato
Esse, definitivamente não existe
No sensível mundo do tato
Tomé, tomara que um dia se prove o que sei, que é:
O que sabemos não importa de fato

O passado é o agora que se desfez
O futuro é o agora que a gente inventou
O agora não me interessa explicar
Já que as palavras não vão me dizer muito mais
Do que me diz o presente momento

Palavras devem ser usadas com cuidado
Não transmitem a verdade,
Mas sim a mensagem do acreditado
Tome cuidado, ao usá-las cegamente,
Você pode estar errado, ou estar sendo enganado

Porque o mundo das línguas,
Na nossa cabeça, é um caminho de rato
Um curto circuito neural muito doido
Um teatro mental, isso é o que é esse mundo,
Dentro das nossas fanáticas mentes
Quem julga o que pensamos, dentro de nós mesmos?
Ninguém.


Beautiful Couple Revised

When I see them together happiness shies in their eyes
If I feel sad inside I become to be all right
When they’re wandering aimless sun kisses their skin
For whom rings the bell? For Rodrigo and Emmanuele

They live in the bottom of my heart
They clear my way when life is very hard
It’s good to know their love is still growing
It makes happy when I’m feeling down

Some day they will be three or more, I hope to see
Children smiling on the lap of the beautiful singer
And tough many years will pass we’ll still listening the bell
Long life for the love of Rodrigo and Emmanuele


Essa é do Jorge Maia. Uma re-edição de uma antiga música. Depois vai rolar o áudio.

Valeu, Jorge!

Uma Vez Me Perdi

Uma vez, não mais do que isso
Me apaixonei... Pelo quê? Não sei
Daquela vez, a única,
Eu entrei na vida de alguém
Uma pessoa que não tinha nada a ver

Até hoje, eu me pergunto:
Como deixei isso acontecer?
Porque amor, você sabe,
É maré onde nos deixamos levar -
Essa me lançou do avião

Mas aí, como eu dizia,
Naquela vez eu via um monte de coisas boas
Eu vivi um sonho lindo
Só aqui na minha cabecinha tola
Fiquei prostrado de paixão
Mas ela não tinha nada a ver comigo

Hoje, eu me pergunto:
Como deixei acontecer?
Um estranho, uma estranha, um desejo
Combustível, calor, comburente
Queimei o desejo
E com ele o vício de amar sem jeito

Quando desiludi? Foi só escolher enxergar
Desencantei, e me vi
Na casa de pessoas estranhas
Ouvindo e vivendo coisas estranhas
Temendo o previsto: a estranhice

Hoje, eu realmente me pergunto, e insisto
Neste mesmo instante, me inquiro:
Por que me deixei acontecer desse jeito?
Mas naquele tempo, era mais veia e instinto
Hoje, é mais sensibilidade
Naquele tempo, eu era adolescente,
Hoje, ainda sou, de mais idade

Não quero um conto de fadas
Quero que os encantos sejam reais
As fadas que me perdoem,
Mas eu prefiro mulher de verdade.




Essa é de 18/10/06... Bem antiguinha.

Manuzinha, meu amor. Você é a minha mulher de verdade ;-)

domingo, abril 22, 2007

YoungTubers

Do you realize what it means?



Outro dia eu pensava o seguinte: se o problema todo da futura falta de água é que a água POTÁVEL é escassa, então não temos por que lavar carros, garrafas, ou qualquer coisa com a água POTÁVEL. Nem a boca, nem o corpo...

Me perguntei o seguinte: quanto custaria alternar o sitema de fornecimento de água potável nos sistemas hídricos tradicionais para água do mar, dessalinizada?

Você tem noção do desperdício de água POTÁVEL estamos promovendo, usando-a para fins que não sejam bebê-la?

Ah, sobre o vídeo... Hoje é o dia internacional da Terra.
Eu não sei o que você faz com os seus recursos naturais. Não sei se os desperdiça. Mas não tenho dúvidas de que os seus filhos não vão fazê-lo, e eu mesmo me sinto confortável de saber que não vou viver a ponto de destruir o meu planeta com meus costumes do século passado.

Crianças do mundo inteiro estão submetendo vídeos para o youtube para dizerem o quanto estão preocupados com seu planeta. Há uma inteligência superior que surge da interação dessas crianças. E de quaisquer grupos que se formam através da Rede.

Nós não precisamos nos preocupar com essas manifestações, nem com a força desses acontecimentos. Eles são completamente incontroláveis e arrasadores para os nossos pensamentos "vintescos". Nós somos apenas míseras vítimas passivas dessa fera, dessa revolução.

Eu tenho certeza de que a humanidade ainda vai permanecer por aqui durante muito, muito tempo...

sexta-feira, abril 20, 2007

Feliz


No silêncio e na saudade,
Deitou-se deixando o frio corpo
E o alusivo coração parou

Corações pararam
A fim de entender
E choraram sua ida

Sangrou sua preocupação
No abraço de seu hábito
Se escondeu, e faleceu

No sonho profundo, jaz
Abandonou tudo
Abraçou uma nova vida

Renasceu,
Fechou os olhos,
Foi curado,
E partiu em paz.


Para Márcio Calhau.

terça-feira, abril 10, 2007

Escrendo pra um grande amigo...

Manu vai cantar em Minas, em breve. Acho que dia 26, se não me engano. Só sei que estarei com ela ;-). Ela deve cantar com uma galera da Zona Oeste também, e eu estou tentando ajudá-la de alguma forma a organizar a gravação do seu CD.

Estou imaginando um processo pessoal que vai me ajudar a dar continuidade aos meus projetos. Esse é meu principal problema, e estou endereçando-o agora (basicamente algumas listas de ToDo's organizadas de uma forma que eu entenda e seja estimulado a perseguir as tarefas).

Já tentei algumas estratégias anteriormente. Algumas quase deram certo, ou deram por algum tempo... Na verdade, eu tinha que ter uma máquina que me prendesse pelos pulsos e me obrigasse a dar continuidade às coisas. Estou pensando em ir a um psicanalista pra saber se tenho DDA. Enquanto isso não acontece, vou imaginando a melhor maneira de resolver esse problema de falta de atenção no que sei que vai dar certo, e com isso talvez conseguir rastrear as coisas que tenho pra fazer sempre, em que ponto parei, e com que freqüência devo dar atenção a essas coisas, até chegar aos frutos de uma idéia implementada, ou à conclusão de que não era tão boa idéia. Por isso, você vai receber emails periódicos, porque estás na mira do meu objetivo de abrir um negócio ;-)

Resumindo: meu projeto pessoal atual é a tentativa de criar uma máquina psicológica de me fazer realizar projetos.

Bom Ânimo - Subjugando As Dificuldades

Hoje eu tou com um bom humor DAQUELES.

Primeiro quero dizer: eu amo todos vocês!

Segundo, venho pra falar de uma coisa interessante: deficiências.

Qual é a associação que fazemos à palavra "deficiência"? Fácil: atribuímos, quase que sempre, primeiramente aos deficientes físicos. Em segundo, à falta de algum recurso importante pra cumprir algum objetivo.

Nós não percebemos, mas temos tanto ou mais dificuldades do que os deficientes físicos. É simples a diferença: os chamados "deficientes" têm sempre alguém pra apontar suas falhas. Os tecnicamente não-deficientes não têm ninguém que os diga isso. Não podemos ter nós mesmos uma visão crítica de tudo o que nos assola ou nos deixa "sem pés ou mãos" para fazer aquilo que queremos fazer, porque somos um monte de gente sob condições muitíssimo similares, sob certos aspectos.

Recentemente, houve uma mudança de visão sobre os deficientes físicos. Passaram a serem chamados "pessoas com necessidades especiais", para que não sejam menosprezados ou diminuídos de qualquer maneira.

Vantagem da posição de alguém com "necessidades especiais": uma vez diagnosticada sua necessidade especial (ou o recurso em deficiência nessa pessoa), ela tem toda a liberdade de buscar saciar o que precisa ser saciado. Se ela sabe o que falta, sabe o que deve procurar pra se resolver.

Nós, a maioria das pessoas do mundo, perfeitamente saudáveis fisicamente, quando comparados às pessoas com necessidades especiais, não percebemos o quanto nós mesmos somos terrivelmente deficientes em vários aspectos. Estamos expostos o tempo todo às avaliações de pessoas que respiram nossos mesmos costumes e vive sob as mesmas condições. Ao contrário do que se diz por aí, as pessoas podem ter exatamente os mesmos pontos de vista em vários assuntos. É isso que forma a massa.

Por favor, não nos julguemos donos de uma individualidade absoluta, porque todos compartilhamos certas "unanimidades" que remove qualquer indício de individualismo e unicidade no universo, quando examinadas isoladamente.

Durante quanto tempo se acreditou unanimemente que a Terra fosse um disco, e que o Sol girava em torno dela? Isso indica que nem sempre as pessoas mantém pontos de vista diferentes sob todos os assuntos. Eu, você, nossos pais e nossos amigos temos vários desses pontos de vistas idênticos sobre uma infinidade de assuntos. Inúmeros "o planeta Terra é o centro do Universo" em nossas cabeças.

Portanto, cabe a nós identificar estas deficiências psicológicas. Vamos estudar com calma o processo de solucionamento das deficiências físicas, e encontrar uma maneira de, em princípio, descobrir onde estão as nossas "faltas de pernas e braços", ou onde está nossa paraplegia comportamental. Aos poucos, entenderemos de fato que somos uma manada passiva que pensa igualzinho de maneira completamente errada sobre coisas importantíssimas, e que isso faz de nós um mundo inteiro de deficientes muito mais deficientes do que pessoas com necessidades especiais físicas, porque não temos ninguém tecnicamente em posição vantajosa para nos menosprezar e dizer o quanto somos deficientes.

Melhor do que encontrar as respostas é saber fazer as perguntas que nos definem.



Unanimidade
Melhor do que saber que toda unanimidade é burra
É ter a consciência de que você participa de várias,
Porque isso desperta o sentido da contingência

Pior do que saber que toda unanimidade é burra
É talvez nunca saber em quais delas você dá seu voto positivo
É talvez nunca sequer conseguir enumerá-las

O conforto de saber que toda a unanimidade é burra
Só pode vir se houver alguém que me diga o contrário,
Porque saberei que minha opinião não é unânime.

Quanto mais distinção, mais individualismo,
E se a riqueza se define pelo "mais",
Quanto mais unanimidades, menos variação,
Menos espectros de ação, menos possibilidades,
Menos riquezas

Menos unanimidades, mais diferenças,
Mais diferenças, mais variedades,
Mais riquezas, mais possibilidades,
Mais recursos pra existir.

Mais valioso do que saber ser um indivíduo,
Em princípio, diferente de todos os outros
É o próprio ato da busca pela individualidade, pela distinção,
Isso faz de você alguém "mais único ainda"
À medida que o tempo passe

Mais unanimidade significa menos
E menos, mais.


segunda-feira, abril 09, 2007

O DIA DA CRIAÇÃO

Macho e fêmea os criou
BÍBLIA: Gênese, 1, 27

HOJE é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.


II
NESTE MOMENTO há um casamento
Porque hoje é sábado.
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado.
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado.
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado.
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado.
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado.
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado.
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado.
Há um grande espírito de porco
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado.
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado.
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado.
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado.
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado.
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado.
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado.
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado.
Há um grande aumento de consumo
Porque hoje é sábado.
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado.
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado.
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado.
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado.
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado.
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado.
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado.
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado.
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado.
E dando os trâmites por findo
Porque hoje é sábado.
Há a perspectiva de domingo
Porque hoje é sábado.


III
Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens, o Sexto Dia da
Criação.
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra
Melhora fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.
Na verdade, o homem não era necessário
Nem tu, mulher, ser vegetal dona do abismo, que queres como as plantas, imovelmente e
nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas em queda invisível na
terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda e missa de
sétimo dia.
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das águas em núpcias
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e sim no Sétimo.
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.


Feliz do último Sábado.

Manu - Feira de Mangaio

Na Letras & Expressões, Ipanema.



M A R A V I L H O S A

Rainha Bossa

A rainha Bossa, em seus tempos de ouro,
Matriarca do samba de luxo,
Deixou saudade e alvoroço
Pros órfãos da minha geração

Quem foi que disse, já não me lembro,
Que a bossa caiu dos seus regalos?
Isso não se diz, é pecado, nem brincando
Ela não perde a moral
E se um dia balançar,
A gente segura e coloca de pé, na geral




Vai lá e procura - Loronix, pra todos!

sexta-feira, abril 06, 2007

Ela Me Faz Bem

Aí, ela me faz é bem, sabia?
Aquela pele, aquele cabelo
Todo cheiro, toda poesia,
Tudo que vem dela é muito bom,
Ela me faz muito bem

Quando tou longe, é nela que penso
Quando tou perto, também
É tanto querer que chego a pensar
Se nos seus poros não vou poder penetrar
Fundindo os dois corpos pra sermos um só

Se pudéssemos, estaríamos juntos em cada segundo singular,
Sem ter medo de enjoar, e assim digo sem temer assustar
Porque é assim também do lado de lá
Ela pensa igual, eu sei, ela já me disse

Esse amor, do ponto de vista de muitos, é esquisitice,
Depois de tanto amor de confusão, ela só me fez melhorar
Eu, que antes não via os outros, comecei a ver tudo,
E os outros me vêem mais, e eu visito as pessoas,
E eu me importo mais, e eu me abro mais,
E eu aprendo mais coisas legais,
Das que não são aprendidas lendo

Eu amo, é isso que importa
Quando ela chega, meu coração se esquenta todo, feliz
Quando ela se vai, eu sei que ela virá novamente,
Essa mulher me deixa tranqüilo, apesar dos defeitos,
Os defeitos dela são tão engraçadinhos...
Dos meus eu já não sei falar, mas ela diz que dá pra aturar

Parece que ela sempre foi da minha família
Todo mundo a adora, e ela também a todo mundo
Olha só, quanta coisa boa aconteceu
Até agora, valeu, valeu mesmo,
E parece que vai valer sempre,
Porque quando meço o esforço, a medida é zero,
E a recompensa é um maná

Amar essa mulher é um presente de Deus
Com quem aprendo mais intensamente na vida o que é existir.


Manu - Chiclete Mascado

Na Letras & Expressões.

Relacionamento é algo que serve pra você arrumar uma opinião sobre o que é um relacionamento com alguém com quem você não o tenha.

E tenho dito!

quarta-feira, março 28, 2007

Como conseguir O Melhor Assento do Vôo

Seja um avião para transporte de passageiros. Dentro dele, um corredor que divide as cadeiras ao meio em duas seções. Em cada um dos lados, uma matriz de cadeiras trinta por três, simétrica em relação ao outro lado, e eu me esqueci que nesse momento tenho um lápis e um papel.

Resumindo, a disposição das cadeiras é a seguinte:








Então. A pior coisa no mundo é encarar uma longa viagem numa única cadeira. Quando você for fazer o check-in, tenha certeza de conseguir uma fileira de três cadeiras vazias. Mais. Não serve ter uma cadeira vazia, a não ser que só você tenha acesso a ela.

Vou explicar melhor: pegue sempre uma das cadeiras do meio: B ou E. Ao conseguir uma fileira vazia - se estiver com vergonha de pedir ao agente, faça check-in via Internet - É provável que alguma cadeira continue vazia do seu lado. Se você estiver no meio, uma das cadeiras vazias, se houver, será obrigatoriamente à sua direita ou esquerda, e o passageiro ao seu lado, logicamente, não terá acesso a ela, porque você espertamente estará entre ele e o assento vazio.

Vamos explorar alguns cenários alternativos possíveis:









No cenário A, temos a pior configuração de assentos. Ela traz a disputa do banco livre pelo direito de uso dos passageiros 1 e 2. Quem colocará sua bolsa de mão no assento vazio? Quem dominará a bandeja de refeição deste mesmo assento? Seja sempre o primeiro a largar a bolsa no assento vizinho, e o primeiro a abrir a bandeja para colocar seus restos de refeição lá.

Se estiver na janela, também estará submisso à vontade do seu companheiro, para que o deixe ir ao banheiro, ou que lhe passe a comida de bordo. Comer antes do vôo te livra de um dos problemas, já que não vai precisar da comida de bordo, e é um favor a menos que vai dever ao vizinho.

Algumas observações a respeito da comida de bordo:
  1. É ridículo como as pessoas acham que têm que, obrigatoriamente, comer aquela gororoba.
  2. Este é um dogma já bem estabelecido, um paradigma que deve ser quebrado.
  3. NÃO SE PREOCUPE, O AVIÃO NÃO CAI SE VOCÊ NÃO COMER, e
  4. NÃO, O AVIÃO NÃO FICA MAIS LEVE PORQUE HÁ MENOS COMIDA A BORDO

Comer antes de entrar no avião também significa que você terá um amplo cardápio para escolher. Não se impressione com a gratuidade da comida aérea, ela é tão leve e barata que deve sair de graça na padaria mais próxima. O problema maior da refeição prévia é que você fatalmente vai querer comer em um fast-food (esse tipo de comida está profundamente gravado em nosso inconsciente para estes momentos), vai pedir uma Coca-Cola de 500ml, e vai ter que pedir, suplicar, implorar para que seu carrasco e captor (o maldito vizinho de assento) o deixe alcançar o corredor, e só então você imprimirá a corrida dos cinqüenta passos rasos para chegar ao banheiro ocupado e se mijar todo antes de entrar nele.

Notas:
  1. Se seus rins não funcionam, você não terá esse tipo de preocupação.
  2. Se a nota anterior for verdadeira, assegure-se de que haja uma máquina de hemodiálise aguardando-o na cidade de destino.

Caso você tenha mesmo que pedir ao seu vizinho pra ir ao banheiro, agracie-o com o privilégio de se sentar à janela para apreciar a vista aérea, para que ambos possam se aliviar durante esse momento. Ninguém vai dever nada a ninguém depois disto.

Notas:
  1. Antes de oferecer a janela, faça-lhe a seguinte pergunta, para a segurança de todos a bordo: "Você tem medo de algura?"
  2. Mediante a pergunta do item anterior, tenha a certeza de ter ouvido a resposta "Não", ou sinônimos, pronunciada diretamente do sistema vocal da pessoa pra quem você fez a pergunta. Se não souber o que é um sinônimo, pergunte diretamente ao comandante da nave. Nunca - eu disse NUNCA - tire dúvidas sobre a língua portuguesa com comissários de bordo. O resultado desse tipo de atitude é realmente imprevisível. Dizem as más línguas - as norte-americanas - que foi o que levou quatro aviões a serem jogados com passageiro e tudo nos dois ex-prédios-mais-altos de Manhatan, no Pentágono, e na Casa Branca. O da Whitehouse não atingiu o alvo porque havia um professor de Português lá dentro. Ele havia sido "o aluno mais brilhante de minha carreira inteira como professor", segundo o Professor Pasquale. Esse bem que podia ter atingido o objetivo. Vôo errado, professor, vôo errado...


Bom... Vamos ao cenário 2:










Neste caso, seja o passageiro P2. Você vai ter completos direitos sobre o banheiro e a poltrona V (V de "vaziza"), encurralando seu adversário, P1, podendo conceder-lhe vários favores durante o vôo, tendo a chance até de dar-lhe, de passagem, um gentil sorriso, e quem sabe assim, ter alguém pra se juntar à sua causa secreta de conspiração contra a escassez de espaço nos aviões, com uma boa conversa, até.

Se P1 for um mala total, você pode assim assumir o assento V como medida preventiva, chamar um comissário e perguntar-lhe o porquê de aquele indivíduo não ter sido despachado para o compartimento de cargas, já que ele provavelmente pesa mais de cinco quilos. Se pesar menos, azar, não pergunte nada a ninguém. Fique na sua e agüente o riso até o fim do vôo.

Como regra geral, em uma viagem dessas não se deve sentar na janela, já que Murphy é um dos passageiros, e:
  1. Se for noite, você não vai ter o que ver
  2. Se for dia, vai estar tudo nublado


Boa viagem!

A Normalidade Do Lado De Lá

No momento em que descia as escadas rolantes, a visão foi interessante e aterradora, ao mesmo tempo: do outro lado da parede de vidro, outra escada rolante, idêntica, disposta simetricamente, em funcionamento. Era também uma escada de descida, como a minha, mas estava completamente vazia de passageiros.

Funcionando de maneira síncrona, a impressão que dava no canto dos olhos era a de que uma legião de espectros translúcidos com suas bagagens desciam naquela escada - a seção de almas do aeroporto. As imagens translúcidas chegavam ao final da escada e começavam sua caminhada para a área de recuperação de bagagens, como se tudo fosse muito normal por lá.

Ao chegar eu mesmo no final da minha escada, do meu lado da parede de vidro, me vi - ou à minha recém-inventada alma-gêmea translúcida - do outro lado da parede. Também lá aquele espectro me olhava, imitando meus movimentos, como em um espelho. Também ela me virou as costas e foi buscar suas bagagens, me olhando nos olhos até o último instante. Naquele momento, me fiz a seguinte pergunta: "Como as almas são levadas para o céu?", e mais tarde, a pergunta: "Quantas almas têm subido, e quantas têm descido, ultimamente?". Mais tarde, a ironia conclusiva: "Se reencarnação existisse, talvez também um programa de milhagens pras inúmeras viagens que fazemos. O preço da passagem e estadia talvez explicasse as condições de nossas circunstâncias aqui".

Descartei as perguntas e conclusões, porque todas elas seriam válidas também naquela outra normalidade, através da parede de vidro. Mesmo assim, só voltei a mim, completamente, ao checar meus bolsos, quando saí do aeroporto - a esponja para banho que esqueci de colocar na bagagem me deu a certeza, de lá do fundinho do último compartimento da bermuda, de que eu ainda precisava tomar pelo menos mais um banho, se possível.

Ela trazia pra mim, naquele momento, toda a normalidade do lado de cá daquela mesma parede.


Misturando A Manga Com O Leite

A relação entre todas as coisas é existente, para o nosso universo perceptível, em duas esferas: a primeira, da experimentação, ou física. Toda espiritualidade conhecida por nós, enquanto encarnados, se manifesta também de forma física até onde podemos medir - e até onde mais pudermos inventar de medir. Tudo é imagem, ou paz, ou alegria... Todas sensações do corpo. Quer mais? O restante é som, é toque, é arrepio. O que de tão extraordinário há nisso?

A segunda esfera - e esta é a mais capciosa e perigosa de todas, se me permitem meta-inferir, é a da abstração, onde se encontram a idéia e a linguagem. Podemos relacionar quaisquer duas coisas através de palavras, escapando das amarras do mundo físico. É aí que surge a crença. Em espíritos, no amor, em que não se pode misturar manga com leite, que mata.

A mistura de ambas as esferas - da manga e do leite - nos organiza. A primeira é limitadora. A segunda, libertadora - porque, através desta, podemos subverter aquela, através da tecnologia, por exemplo.

Tomemos cuidado, pois, para que não tornemos a esfera abstrata um meio limitador. Antes de ser proibitiva, ela deve melhorar a qualidade de nossos relacionamentos na primeira esfera, e assim, melhorar nosso relacionamento com a Criação, objeto da manifestação da vontade de Deus.

Estar de bem com o universo que nos cerca é o primerio passo, para que haja a compreensão de Sua Graça, e para que o alcancemos, posteriormente.

quinta-feira, março 22, 2007

Zapping

O controle remoto despertou nos seres humanos uma mania interessante: zapear.

Algumas coisas legais que se observa ao zapear canais:
  1. Seu nível de insatisfação cresce
  2. Seu nível de ansiedade sobe
  3. Você desenvolve insônia instantânea
  4. Sua percepção do tempo encurta, fazendo com que ele passe muito mais rápido.
  5. Sua esperança de que algo surpreendentemente bom apareça torna-se maior do que sua vontade de desligar a tevê
  6. Sua insegurança em não saber se há algo mais interessante do que algo que surpreendentemente apareceu na sua frente é maior do que sua certeza de que isso que surpreendentemente apareceu é o melhor que você pode ter nesse instante, e você simplesmente troca de canal - sim, essa frase faz sentido
  7. Você quer todos os canais ao mesmo tempo, e simultaneamente não gosta de nenhum
  8. Zapear me faz descobrir o quanto o ser humano pode ganancioso
  9. Zapear parece um jogo, onde cada clique é uma aposta - eu aposto o programa que estou vendo, porque tenho certeza que há algo melhor pra ver nesse momento, em algum lugar, e isso libera adrenalina
  10. Você passa a melhor parte do tempo sem ver programa nenhum


É por ser mais estimulado a zapear do que a assistir um programa que eu simplesmente reúno forças e desligo a tevê.

Sobre a Ganância

Nem tão pequena que não deseje
Ou tão grande que não me goste

Nem tão pequena que me empobreça
Ou tão grande que me endivide

Nem tão pequena que não te mereça
Ou tão grande que não te queira

Nem tão pequena que me cegue
Nem tão grande que me iluda.



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Eu, Matador de Dragões

Meu currículo profissional de matador de dragões:

Primeiro Emprego - Programador C
Chega, olha para o dragão com olhar de desprezo, puxa seu canivete, degola o dragão. Encontra a princesa, mas a ignora para ver os últimos checkins no cvs do
kernel do linux.

Segundo Emprego - Programador C++
Cria um canivete básico e vai juntando funcionalidades até ter uma espada complexa que apenas ele consegue entender … Mata o dragão, mas trava no meio da ponte por causa dos memory leaks.

Terceiro Emprego - Programador Java
Chega, encontra o dragão. Desenvolve um framework para aniquilamento de dragões em múltiplas camadas.
Escreve vários artigos sobre o framework, mas não mata o dragão.

Emprego atual - ANALISTA DE PROCESSOS
Chega ao dragão com duas toneladas de documentação desenvolvida sobre o processo de se matar um dragão genérico, desenvolve um fluxograma super complexo para libertar a princesa e se casar com ela, convence o dragão que aquilo vai ser bom pra ele e que não será doloroso. Ao executar o processo ele estima o esforço e o tamanho do estrago que isso vai causar, consegue o aval do papa, do Buda e do Raul Seixas para o plano, e então compra 2 bombas nucleares, 45 canhões, 1 porta aviões, contrata 300 homens armados até os dentes, quando
na verdade necessitaria apenas da espada que estava na sua mão o tempo todo.

Será um Progresso??

sexta-feira, março 16, 2007

Incomparável

Ela é mais doce do que,
Mais suave do que,
Mais firme do que,
Mais confiável,
Adorável,
Linda,
Terna,
Carinhosa, apaixonante, amável,
Do que qualquer coisa
Que ousa tentar ser
Um pouquinho só a mais do que ela.


quarta-feira, março 14, 2007

O Amor De Nós Dois, Quando A Tristeza Se Vai Ao Longe De Quem Sabe O Que Quer E Em Quem Confia

Eu não posso te possuir, te ser
Não posso ser por você

Deixarei que o vento te leve
Que a lua te banhe
Que o frio te tome

Farei com que me faças sonhar
Dar-te-ei o meu sonho para que também sonhes

Amar-te-ei sobriamente
Sem antever o que não houve
Vou te livrar da minha asa torpe

Tentarei prever o dever,
Sem me repetir por demais
(A não ser que haja a necessidade da ênfase nos fonemas, emblemas, problemas)

Com minha mão, com meu chão,
Dar-te-ei alimento
Com toda a macabrez do incerto amanhã, corda

Com palavras, fé
E nas asas, o Sol
Com a queda, vida
Com firmeza, o amor

Com a brutalidade, sensibilidade
Com o grito, o amém
Felicidade, desdém
Confiança, finalidade

Sem porquê, o quê, causa-efeito,
Motivos pra ser direito,
A sóbria, simples, felicidade.




Isto é uma trascrição completamente pessoal e intransferível da música Eu Sei Que Vou Te Amar, para Manu, meu amor, a quem dedico de maneira completamente intransferível em meu ato de dedicar a música Eu Sei Que Vou Te Amar a alguém sem ser muito repetitivo ou regular - "regular", de "de acordo com as regras" - nos meus atos dedicatórios ou de convivência.

Manu, eu te amo :)

Esse Cara

Quem foi esse cara, que em um lugar tão perturbado por guerras e milhares de religiões diferentes disse "Eu sou o caminho, a verdade e a vida"? Esse cara era carpinteiro - não vem ao caso se Maria era ou não uma virgem. Esse cara abalou as estruturas políticas de nações inteiras, e durante mais de 5 mil anos tem uma comunidade de seguidores crescente - pouco importa se alguns usam ou não de má fé... O fato é que são pessoas que tentam crer e viver de acordo, e aqueles que ousam tentar contra, deturpando Sua Palavra, serão julgados.

Esse cara motivou milhares de relatos a respeito de maravilhas e milagres operados - não importa se são verdadeiros ou não, o que importa é o efeito causado nas pessoas. Esse mesmo cara, que não tinha dinheiro, juntou tanto poder político, e apesar disso tudo, resolveu se entregar para um plano de vida já traçado e conhecido - sua execução na cruz.

Esse mesmo cara foi tão sinistro pra humanidade que até hoje dizem que ele ressuscitou, após três dias - exatamente como Ele disse que faria. É sob o nome desse cara, e a fé nele, que muitas coisas acontecem.

Esse cara mudou a maneira como as pessoas vêem o bem e o mal. Ele traz palavras de amor, mas também traz repreensões quanto à desobediência às suas palavras.

Quem era ele pra ter tanta moral assim? Pior que isso, quem é esse cara pra ser acreditado até por pessoas que não seguem seus preceitos?

O nome desse cara é Jesus.

Se você não acredita em nada, nem em Jesus, nem no Diabo, nem em Buda ou qualquer outro caminho, esse post pode não ser pra você.

Na minha opinião, achar que ninguém é responsável por este Universo é tão fantasioso quanto dizer que alguém é, então não há motivo pra se defender o ateísmo.

terça-feira, março 13, 2007

Novos Instrumentos

Aprender um instrumento é entender exatamente o que nele desperta sua sensibilidade e o atrai. Certamente, ele se torna mais ainda cheio de traços interessantes à medida que o tempo passa. No meu caso, antes de tocar piano, me interessava, sim, por música popula no piano, mas nunca fui tão interessado em como um artista poderia conseguir as notas, ou mesmo no timbre e capricho do instrumento.

Ao acontecer - ao tocar as primeiras notas em um novo instrumento - você é instantaneamente levado a se interessar também pelas obras que demonstram o instrumento. Foi assim também com meu violão e meu contrabaixo. Foi assim até com meu pandeiro e bongô, e vejo, constantemente, a minha aquarela musical (com licença de uso do termo, Manu) ganhando cores.

Um instrumento, tanto quanto agracia um arranjo, também é por ele enriquecido. Afinal, o que seria do piano sem Chopin? E do violino, sem Paganini?

Engraçado é poder entender essa mecânica do instrumental, e se pegar ouvindo novos instrumentos - como neste momento ouço um alaúde, e me pego fazendo as mesmas perguntas novamente, mesmo sem ter a pretensão de sequer encostar em um, um dia.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Resumo do Carnaval

Oi, Andréa,

Os arquivos do mccp estão todos publicados no QP, enfim.

Ontem cortei meu pé lá na casa da minha mãe, em um acidente que envolveu uma enorme garrafa de água de vidro e a escada do segundo pro terceiro andar (além de mim mesmo, claro)... Dados o tamanho da garrafa e a altura de onde tropecei, concluo que tenha sido sorte por só o meu pé direito ter ficado ferido - todos os dedos estão onde deveriam estar, graças a Deus. Infelizmente não estou conseguindo andar direito, ainda... O que importa mesmo é que mais tarde a Manu conseguiu fazer o que eu estava tentando e não consegui, e por isso a Pétala, cachorrinha da minha irmã, não morreu de sede.

Hoje eu iria pra Petro, mas devido a essa infelicidade de fim de Carnaval - cujas palavras-chave foram "dormir", "nuvens", "sobriedade", "todos viajaram menos eu" e "grand finale em um acidente doméstico na quarta feira de cinzas"- eu vou ficar aos cuidados da minha mãe, e os requisitos estarão sob meus cuidados, pelo laptop. Qualquer coisa, me liga.

Bjs,
Rodrigo.




PS: Leiam o Guia do Mochileiro das Galáxias. O estilo do Douglas Adams é único, e pra quem gosta de inferências humorísticas, tá aí uma mostra. Ele fala sobre A Vida, o Universo e Tudo Mais, e te coloca em um Vortex da Perspectiva Total, onde você começa a ter uma noção exata do tamanho do Universo. Infelizmente, apenas desse Universo.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Viajando no Trabalho

A: Quem estará na reunião?
B: Apenas o pessoal daqui. O pessoal de lá tá todo fazendo inspeção de campo.

A: Quer dizer que dez vizinhos vão viajar mil e oitocentos quilômetros a pedido deles pra se encontrar do outro lado do país SEM eles? Que vantagem tem nisso?!

A e B se entreolham silenciosamente

B: O hotel onde vão nos hospedar fica de frente pra praia.

:-S

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Um Quarto de Século

O secular já vem
Mais três partes pra completar
O aniversário da vez
Que desde oitenta e três
Tenho pra comemorar

Daí, neste dia há de vir
A festa surpresa, o bolo na mesa
Os felizes, felizes desejos
De mais um ano aqui

E daí, outro dia a chegar
Que de mim irão se lembrar
Mas não poderão me ver, senão de lembranças
Senão de vídeos, e fotos e versos
E haverá o choro e os episódios
"Narizes do pai"
"Olhos do avô"
Heranças e saudade

Em temer, já não temo
Porque um dia parto, prometo
E cumpro quando chegar meu tempo
Pra quando será? Sei lá
Por enquanto, parto o bolo
Canto os "vivas"
E penso ser eterno

quarta-feira, janeiro 24, 2007

É A Dor

A típica dor que me atinge
É a melancolia, bem conhecida
Sem precedentes, sem início, sem fim,
Ela sempre esteve aqui

É a dor do homem de hoje, sabe?
A dor do medo da dor
Do medo da dor de ficar só
Mas aquieta-me,
Porque como como o que quero
Como também quando tenho fome
Como quando tenho saudade, te espero
Como quando tenho certeza, sorrio

É a dor do homem de hoje, sabe?
A de ter tudo na mão, e nada no coração
Essa dor é má
Acho que não a tenho,
Mas dela sofro, nos outros,
Mais até do que quando tenho saudade
Ou do que quando te espero

É a dor do mundo de hoje
Dor de cotovelo, dor de barriga,
Dor de fome, intriga,
Dor de falta de amar

A dor do homem de hoje é assim
Misteriosa, não sabe se vem ou se foi
Nem se tá aqui
É a dor de passar, do envelhecer
É igual a tudo o que se junta por aí
É igual a toda a dor junta

É até assumir que a dor é perfeita
É que tem que ser assim
É até ficar satisfeito com a dor,
Vê se pode?

É como dois amantes juntos que se partem
E ficam um tempo longe do outro
E mais um tanto de tempo
Longe de si


Natal é triste às vezes.


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quarta-feira, janeiro 10, 2007

Diferença Existencial

Qual
é
a
diferença
entre
quem
tem
e
quem
não
tem?

Resposta:
posse,
ou
seja,
NENHUMA.


segunda-feira, janeiro 08, 2007

Construindo O Futuro De Nós (A Que Se Resume O Amor)

Naquele dia que vi, eu era apenas um velho. Foi a pior das coisas, e também a mais maravilhosa de se ver. Eu e você éramos amantes, ainda. Amantes de vida inteira. O momento do "ter conhecido" já não passava de uma poeira, perto da mágica de uma vida inteira juntos. A história do primeiro beijo já havia sido contada para mais de mil pessoas.

Você, muito velhinha. Eu, também. Você, tão querida por mim quanto eu por você. Esta prosa revela o que vi de uma manhã pra lá de amanhã, no momento do agora, em que te abracei. Não fala por sons, não fala por mim. Fala por nós, aquela visão.

Naquele amanhã, que não quero esquecer, mas que também não quero viver, éramos nós dois na cama, de cama. Um número incontável de netos e bisnetos de nossos cinco ou quatro filhos nos queriam bem em seus quartos de crianças e de casados (cada um na sua casa, cada um na sua casa). Naquela manhã, já não parecíamos eternos. Pelo contrário, pareceremos quase atingir bem o finalzinho, até. Pareceremos estar a um passo de nos tornarmos lembrança. Tudo o que víamos à frente terá sido deixado para trás. Será nosso momento, nosso último suspiro. E ainda assim, naquela mesma manhã, pareceremos ser capazes de nos amar para sempre.

No agora - me vendo como no amanhã - eu me lembro de você como lhe vejo neste instante: em sua juventude e beleza plenas, ternas, e na minha memória, eternas. Naquele dia eu serei o passado do agora, e também serei muito mais do futuro que nos aguardaria. Naquele dia eu me lembrava disso tudo e das promessas. Também lembrava de como o tempo escorreu feito areia, e de como haveríamos nos tornado tão relapsos com a nossa obrigação de viver.

Não havia tempo. Lá eu sou o futuro, fui o presente e serei o passado. Ou então eu era o futuro, porque serei o presente do passado que sou.

Com os meus olhos já não tão bons eu me recusava a acreditar que a oportunidade que tivemos de viver bem fora jogada no mar, fora deixada evaporar. O que me acabrunhava nessa gelatinosa e instável possibilidade de futuro era a chance de não termos aproveitado nosso passado. O que passou, passou. Mas e o que tínhamos de ter passado? Não deixemos, eu e você, que a vida nos atrapalhe com mazelas distraidoras.

Nesse dia eu ficarei completamente insatisfeito. A Deus, que me deu essa visão, eu agradeço, sinceramente, porque após todos estes anos à frente, além dos quais viajei, posso concluir que o que desejo - e choro por isso - é um futuro contigo, sem arrependimento por não ter vivido juntos o que devemos no hoje.

Tudo a que se resume o amor é vivê-lo de momentos amorosos. O que não é amoroso não pode ser chamado amor. É acrescentado de pequenos gestos, pequenas pitadas, dia após dia, para que seja mais amor amanhã do que ontem. Para que o anteontem não seja mais sequer reconhecido amor, e o futuro seja vislumbrado amor perfeito.



Manu, essa é pra você.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Manhã

O mergulho da Lua adentro
Pra que sereno?
Manhã

O sono sem desespero
Descanso pra que ela chegue
Manhã

O sagrado morrer todo dia
Na letargia da sonolência
Onde vai dar?
Manhã

Espero no litoral
Pra ver o nascer do Sol
Com ou sem boemia
Manhã

Ou despertando pra vida
Despertando tão cedo
Tanto antes pra que não se adiante
Manhã

A tristeza da vida
Quando toma a forma de luta
Empurrando-nos para a labuta triste
Toda manhã

Ou o raiar de mais um ano de vida
Telefones, docinhos, bolo e tortinhas
Naquela manhã

Criança que se dorme cedo
Garotos cujo zelo de seus pais é justo
Para que se descanse, e se mantenha a juventude
Dormindo bastante
Desde o cair da noitinha
Até de manhã

Na madrugada dos bambas
Na roda, como dizia o Noel
Pudera a noite ser infinita,
Pois quem manda as morenas embora?
Manhã.

Sinal do renascer
Bonança depois da tempestade
Tudo muda, havendo uma nova chance
Das seis às dezoito,
Mais doze horas de dia
Manhã.


segunda-feira, dezembro 18, 2006

Natal - Primeiras Impressões






Quebra-Cabeças

Da trama existencial
Sou apenas uma peça
E qual peça! Única, sem igual
Mesmo assim, no entanto,
Um tão tanto assim de passageira

Quando eu passar,
Onde passearei? Onde vou aportar?
Será meu mar, este aqui, o inicial?
Ou o fim do caminho a seguir?

Quanto tempo o tempo vai me dar?
Quanto vai durar o meu tempo de passar?
E se passar o passageiro agora,
Onde permanecerei?

Se eu me for, por acaso
(E que outro jeito há?)
Passado pra sempre
Será o passageiro assim
Uma idéia tão distante
Tão impermanente e passageira por lá?


sexta-feira, dezembro 15, 2006

Foi-Se Um Sanfoneiro

Sivuca, no dia 14 de Dezembro de 2006. Um dos grandes mestres do acordeon. Engraçado, não foi anteontem mesmo que eu passei por uma loja de instrumentos ali na Rua da Carioca e quase comprei uma sanfona de oito baixos? Olha, foi por pouco mesmo que não o fiz. Vou completar a façanha.

O sanfoneiro Sivuca morreu aos 76 anos, na madrugada desta sexta-feira (14), na Paraíba, vítima de câncer. O enterro do músico será no final desta tarde no Cemitério Parque das Acácias, na Paraíba.

Sivuca tinha a doença havia dois anos e já não conseguia se locomover.

Severino Dias de Oliveira nasceu em 1930 em Itabaiana, na Paraíba. Aos 9 anos, começou a tocar sanfona em feiras e praças na cidade natal e, aos 15, Sivuca veio ao Recife, onde começou a carreira profissional na Rádio Clube. Mais...


Segue Manu, com Feira de Mangaio, de Sivuca. Esse talvez seja o melhor momento de seu show na Letras & Expressões.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Mudanças

Sim, eu sei, o Progresso tem estado um pouco emperrado. Quando isso acontece, em geral, é porque eu tou um pouco acelerado. Mudei de trabalho recentemente. A partir de Segunda Feira, me torno um Analista de Processos. Vamos ver no que dá ;-)

Em breve, mais coisas serão postadas aqui. :)

Por enquanto, Divirta-se!

quinta-feira, novembro 23, 2006

171 - A Melhor Música do Ano

Eu não sei de quem é. Chegou por email a brincadeira, e resolvi colocar no ar.



Isso tem cara de coisa feita pelo Tom Zé. Alguém já ouviu o CD Estudando o Pagode e a Opereta Segrega Mulher?

Mó barato, né??? Achei o máximo!

domingo, novembro 19, 2006

Manu - Chiclete Mascado

Manu cantando Chiclete Mascado - música inédita de Roberto França
Apresentação em sua temporada de lançamento, na livraria Letras & Expressões de Ipanema. Os shows continuarão até Janeiro, às Sextas, 21:30. Quem viu, adorou.

Eu recomendo :)



Aliás, eu a amo demais :)

segunda-feira, novembro 13, 2006

Diálogo Confuso

Diálogo verídico, cedido por Giovani Tadei

Pedrinho: Sério, esse livro que tô lendo é f***... Você vai se amarrar... Não consigo parar de ler!
RRRAMON: Sinopse...?
P: Não, história verdadeira.
R: Sinopse significa resumo.
P: Sei lá... O livro tem mais de 300 pags... Não é muito sinopse não.
R: EU ESTOU PEDINDO UMA SINOPSE DO LIVRO, P****!!!!
P: Ahhh, p****!!! Se expressa então...


:-)
Lição do dia: tome cuidado com as explicitices.

Nota: o nome RRRAMON foi a pedido do próprio Giovani: "Zezinho? Não podia ter sido um nome mais imponente? RRRAMON??"

sábado, novembro 11, 2006

Feira de Mangaio

Segue Manu, com Feira de Mangaio, de Sivuca. Essa faz parte de sua apresentação no Letras & Expressões. Toda Sexta, até Janeiro, na Livraria Letras & Expressões, Ipanema, Rio de Janeiro. Na esquina da Vinícius de Moraes com a Visconde de Pirajá, às 21:30.

O vídeo é presente de Felipe Faria, excelente amigo. Valeu, Felipe :)



Àqueles que deixaram seus elogios ao blog, o meu MUITO OBRIGADO :-)
Agora, já entendi o que aconteceu. Ele entrou pra galeria do The Bobs, o evento mundial. É uma espécie de diretório dos blogs que "valem à pena" na Internet, então, já foi um ganho ;)

E acho que o Progresso progride, hein?? :)

quarta-feira, novembro 08, 2006

The Bobs - Retratação

VACILEI! :)

Achei que o Progresso estivesse com tudo, mas ele não anda lá com essa bola toda. Andei dizendo que o The Bobs havia colocado o Progresso na final, mas foi tuuuuuuuuudo ladainha. Eu não prestei atenção ao email da organização, e fui com muita sede ao pote.

Sem problemas. Esse ano, no Bobs, o Progresso não está com tudo. Me perdoem, leitores, eu pisei na bola. Acontece ;)

De qualquer maneira, tenho uma ótima notícia pra vocês: há blogs muito melhores do que o meu, indicados no The Bobs. Se você curte o Progresso, imagina o que não vai curtir quando ler alguns dos indicados na lista de votantes?

Melhor Weblog
Blogwurst, algo como "Blog Mais divertido" :P
Melhor blog em Português

Divirtam-se! :-)

segunda-feira, novembro 06, 2006

Freehugs - Abraços Gratuitos

Esse é meu pai. Hoje é seu aniversário. Parabéns, pai! ;)

Outro dia, fomos acertar uns documentos do aluguel do meu apartamento, e conversamos sobre vários assuntos. Naquele dia, percebi como minha maneira de pensar é parecida com a dele. Por incrível que pareça, foi a primeira vez que me identifiquei de verdade com a mente do meu pai. Até então, nunca havia notado isso. Talvez porque tivesse sido a primeira vez que conversara com ele sobre assuntos bem mundanos e gerais. Precisamos repetir a dose, várias vezes.

E aqui, um manifesto muito interessante em reação à impessoalidade no mundo. Me deixou emocionado de verdade. Deixo esse abraço em homenagem aos leitores, e principalmente para o meu paizão ;)

Para quem você dedicaria um abraço gratuito?

quarta-feira, novembro 01, 2006

Aventuranças Domésticas

Se você quiser voar
Tente aviõezinhos de papel
Dobre, respire, observe
Atente pro que chegará

Tente também os barcos
Na correnteza do seu quintal
Na banheira a transbordar
Porque chuveiro é cachoeira
Ou tempestade em alto mar

Mergulhe no oceano
Dos seus peixinhos dourados
Numa cantoria, tantos pardais
Triste do seu canário enjaulado
Persa que se dorme no sofá
É leão empanzinado

Deitar na rede é rasar de calcanhar rente ao chão
Ou se balançar como Tarzan
Dobre, respire, observe
Toda a extensão do seu reinado

Pernas pro ar, aprumar
Vê se tem um descanso, não descaso

Foto exposta na estante
É trazer pro presente o passado
E calendário na parede
É alimentar as esperanças
Do futuro desejado


domingo, outubro 29, 2006

Lula e o Milagre da Multiplicação de Empregos

Como criar novos postos de trabalho no Brasil?
Simples: redefinindo-se o que é um posto de emprego.

CBO = Classificação Brasileira de Ocupações

A reedição da CBO foi executada em 2002, primeiro ano do governo Lula.

"Desde a sua primeira edição, em 1982, a CBO sofreu alterações pontuais, sem modificações estruturais e metodológicas. A edição 2002 utiliza uma nova metodologia de classificação e faz a revisão e atualização completas de seu conteúdo."

Por exemplo:

5198 :: Profissionais do sexo

5243 :: Vendedores ambulantes (Camelôs)

Bom... Isso não são exatamente empregos. Essas pessoas, em geral, não têm vínculo empregatício nenhum, e se viram como podem pra viver. Mas o nosso presidente, o Lula, não pensa dessa forma. Votei nele da primeira vez. Não votei da segunda. Não porque o Alckmin fosse melhor. Era só pra variar a cagada.

Eu imagino nosso presidente nos falando o seguinte: "se você não conseguir trabalho, caro companheiro, que tal se prostituir, ou andar de Sol a Sol vendendo água mineral no sinal??"

Ele vai ter mais 4 anos pra fazer algo que preste. Já que não conseguimos destituí-lo, vamos pelo menos orar pra que ele pelo menos tente.

O que é, pra você, criar um emprego, caro leitor?

sexta-feira, outubro 27, 2006

Acerca do Equilíbrio Natural

O homem nada mais é do que um ser vivo muito bem adaptado e adaptável. Isso faz ocorrer a explosão demográfica, e entramos em dissonância com nosso meio ambiente. A nossa proliferação causa naturalmente o desequilíbrio e várias reações desse planetinha.

Felizmente, nós temos nas nossas mãos o conhecimento e a capacidade para restaurar o equilíbrio que ameaçamos.

Infelizmente, ter todo esse conhecimento e capacidade é bem diferente de ter a consciência do que devemos fazer.

Pode ser que estejamos cavando nossa própria cova, enquanto humanidade. Pode ser que não tenhamos essa consciência toda, na prática. Mas é bom saber que ela pode existir em algum lugar, pois me dá esperança, e ter esperança me faz bem.

Me sentir bem é sinônimo de querer continuar vivendo. Eu acredito que muita coisa vai ser transformada positivamente, nos próximos 70 anos. Não vou ser um neo-malthusiano, proliferando o apocalipse e o fim do mundo. Eu sei que vamos nos tocar. Ou vamos, simplesmente, deixar de ser.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Conheça-me: Eu Sou Isto Aqui

Certas coisas me fazem muito, muito, muito, muito mal.
Certamente, a falta de transparência é uma delas.

Esse lance de "deixa pra lá que depois tudo se resolve" é um pensamento muito pobre. Eu não gosto de desentendimentos.

"Um dia, um primeiro bom agricultor pegou suas melhores sementes e começou seu plantio. Veio um segundo bom agricultor e viu o trabalho de seu companheiro. Ao olhar pro chão, estava lá um pacote vazio das piores sementes. Não se sabe como surgiu aquele pacote vazio. Ele apenas estava lá, pronto para enganar um observador desatento. O segundo agricultor chamou a atenção do companheiro e começou a catar as melhores sementes do chão, alertando seu amigo de que aquelas não eram as melhores, mas sim as piores sementes. O primeiro agricultor deixou seu bom amigo continuar o trabalho, porque sabia que ele era alguém muito especial e bem intencionado. E assim, as boas sementes foram mais tarde jogadas ao fogo pelo segundo agricultor, que tinha as melhores intenções."

A reação do primeiro agricultor não tem lógica. Mas é exatamente isso que fazemos durante toda vida, ao deixarmos um pequeno desvio de entendimento perdurar. Somos como o primero agricultor que, tendo plantando boas sementes, deixou que alguém as destruísse, simplesmente porque era alguém tão bem intencionado quanto ele.

Imagine se eu ficasse quieto a cada vez que desse a entender algo que não fosse verdade? As pessoas, aos poucos, formariam uma opinião equivocada sobre a minha pessoa. E pra reverter esse quadro, como seria? Teria que catar cada pequeno engano pra desenganar? Eu quero uma opinião baseada na verdade dos fatos, e não numa interpretação trocada.

Eu detesto tudo o que fira a minha integridade. Esse é um problema crônico, pra mim. Se tomar conta da minha integridade fosse uma loucura, eu encabeçaria a lista dos internados.

Sempre assumi todos os meus erros, e reconheço quando faço alguma besteira. Às vezes, erro sem saber, mas ao entender que errei, faço o que estiver no meu alcance pra corrigir. Mas assumir um erro que sei que não cometi? Olha, até tentei... Mas não rola. Simplesmente, não rola. Conviver comigo é saber disso desde sempre. Graças a Deus, eu não sei de ninguém que tivesse me dito que sou irritante, ou ruim, por isso. Pelo contrário, isso me é motivo de elogios, e devo ao Deus todo esse juízo. Tenho todas e tantas amizades quanto posso fazer, das melhores possíveis. De um, dois, dez, vinte anos. Amizades de vida inteira, e até um grande amor, como todos esperam que seja um grande amor.

Desentendimento, eu não sabia, me faz fisicamente mal.

Pode achar que sou mau ou bom. Mas que ache com base na verdade.

Agora, pense você também se não é bem melhor comunicar do que deixar pra lá.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Engraçado

Quando eu era mais moleque
Não queria saber do que era novo
Só queria ouvir as velharias
E o que tinha sido história

Passa o tempo, e histórico me torno
Hoje, diferente dos velhos dias,
Quero mesmo é sair pro abraço
Reinventar tudo o que faço

Quando era criança, eu queria o meu chão
Um chão firme, que não machucasse meus pés
Um chão forte, pra eu me formar de primeira

Quando era criança, queria cantochão
Mas hoje, quero eletrizar,
Quero sambar tudo de novo
Quero abraçar tudo que gosto
Ver o renovar do meu povo

Prometo a vocês:
Um dia eu toco a genialidade


quarta-feira, outubro 18, 2006

Âncora

É bem diferente
Não tentar por não saber
Se o que pode dar certo dará

De não tentar
Por saber que certo vai dar
E afinal, ter de luxo uma preguiça
Que não me deixa continuar

Preguiça não, qualidade de vida
Porque o mundo vive entulhado
De mais e mais trabalho

Confesso, em alguns momentos,
Eu quero é desfrutar
Esticar as pernas com quem amo
Não quero me afogar atarefado

Não, não quero mesmo trabalhar
No lugar de quem pede emprego
Quero aproveitar o que é moderno
O que me economiza tempo

Quero dar salário a quem precisa
Quero empregar
E se o dono do rebanho engorda o gado
Quero alimentar meus empregados




Não, eu não tenho empregados. Mas a idéia da poesia é essa. Num país onde os impostos acabam com a produtividade do setor privado, em favor de um governo populista, fica a minha crítica: essas bolsas-auxílio podem acabar com a vontade do trabalhador de trabalhar, e com a capacidade do empregador de empregar. ;)

** Não sei como é o plural de bolsa-auxílio, se alguém souber, me diz!

segunda-feira, outubro 16, 2006

Beautiful Couple - Jorge Maia - 26/08/2006

(to Emmanuele and Rodrigo)

When I see then together, happiness shinning in theirs eyes
If I feel sad inside I change myself and feel me all right
When they wandering aimless, sun kiss theirs skins
For whom rings the bell? – For Rodrigo and Emmanuele

They live in the bottom of my heart
They clear my way when life is very hard
It’s good to know their love still growing
It makes me happy when I’m feeling down

Some day they will be three or more I hope to see
Children smiling on the lap of the beautiful Singer
And though many years will pass, we still listen the bell
Ringing for the love of Rodrigo and Emmanuele


Poema de Jorge Maia, um amigo nosso.

Aqui, um passeio de Domingo. Fomos à Ilha Grande e visitamos algumas praias:
Daiane, minha irmã:
Inominável

Inefável:
Inefável

Eu, Nayara e Manu. Caretaz:
Caretaz

Sugata, eu, Gonçalves (meu paizão) e Daiane. Vamu Cumigu!
Vamo Cumigu!

Eu :-)
Eu

Layla, Nayara (minhas primas) e Manu
Primas e Manu
Amandinha foi, mas não consegui ainda uma fotinho dela no passeio. Tudo bem, outro dia rola :-)

Novidades: comprei um piano elétrico. Amanhã começo as aulas no CIGAN

sábado, outubro 14, 2006

Ócios do Ofício (27/08/2006)

(Rodrigo Santiago& Manu)

Segue a receita do sucesso
Não é trabalho sobre trabalho
Tampouco sobrar dinheiro
Trata-se do grande segredo:
Seu trabalho deve ser um grande brinquedo
Dentro de um parque de diversões
Onde brincam também
Todos os seus companheiros
Com lápis e papel nas “mões”
Escreve ali, ri aqui, ama acolá...
O trabalho de verdade
É a arte de brincar
E não ter medo de errar




Um dos ossos do ofício Viver é o Morrer. Em menos de 48 horas, partem dois avós. Dona Lourdes e Seu João, na ordem cronológica das coisas.

É sinistro. É possível. É normal. Lamento.

segunda-feira, outubro 09, 2006

A Vaca Foi Pro Brejo

Nesta Sexta feira houve o casamento de um dos nossos companheiros - Casé, o Amigo da Garotada. Só que essa festa era proibida para menores. Lá foi então O VACA, ignorando a tudo e a todos, passou-se por adulto e... Garoteou. Segue o documentário do caso:

Aqui, podemos ver em ângulo exclusivo os passos da Vaca... Ela foi quem ensinou o U Can Dance:


Aqui, uma palhinha de como estava bebendo a Vaca:


Aqui, a Vaca regurgitando... Mas não era grama... Era malte escocês.


Aqui, momentos depois de ter sido acudida pelo Costa.


E as Fotos:

O Encontro
O Encontro

O Delírio
O Delirio

A Entrega
A Entrega

O Auge
O Auge

Resultado dos 15 Copos
Resultado Dos 15 Copos

Cachaça Não É Água
Cachaça Naum É Água

Esta foi mais uma fábula "daquelas". Qualquer semelhança com a verdade é mera coincidência.