Como criar novos postos de trabalho no Brasil?
Simples: redefinindo-se o que é um posto de emprego.
CBO = Classificação Brasileira de Ocupações
A reedição da CBO foi executada em 2002, primeiro ano do governo Lula.
"Desde a sua primeira edição, em 1982, a CBO sofreu alterações pontuais, sem modificações estruturais e metodológicas. A edição 2002 utiliza uma nova metodologia de classificação e faz a revisão e atualização completas de seu conteúdo."
Por exemplo:
5198 :: Profissionais do sexo
5243 :: Vendedores ambulantes (Camelôs)
Bom... Isso não são exatamente empregos. Essas pessoas, em geral, não têm vínculo empregatício nenhum, e se viram como podem pra viver. Mas o nosso presidente, o Lula, não pensa dessa forma. Votei nele da primeira vez. Não votei da segunda. Não porque o Alckmin fosse melhor. Era só pra variar a cagada.
Eu imagino nosso presidente nos falando o seguinte: "se você não conseguir trabalho, caro companheiro, que tal se prostituir, ou andar de Sol a Sol vendendo água mineral no sinal??"
Ele vai ter mais 4 anos pra fazer algo que preste. Já que não conseguimos destituí-lo, vamos pelo menos orar pra que ele pelo menos tente.
O que é, pra você, criar um emprego, caro leitor?
domingo, outubro 29, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
Acerca do Equilíbrio Natural
O homem nada mais é do que um ser vivo muito bem adaptado e adaptável. Isso faz ocorrer a explosão demográfica, e entramos em dissonância com nosso meio ambiente. A nossa proliferação causa naturalmente o desequilíbrio e várias reações desse planetinha.
Felizmente, nós temos nas nossas mãos o conhecimento e a capacidade para restaurar o equilíbrio que ameaçamos.
Infelizmente, ter todo esse conhecimento e capacidade é bem diferente de ter a consciência do que devemos fazer.
Pode ser que estejamos cavando nossa própria cova, enquanto humanidade. Pode ser que não tenhamos essa consciência toda, na prática. Mas é bom saber que ela pode existir em algum lugar, pois me dá esperança, e ter esperança me faz bem.
Me sentir bem é sinônimo de querer continuar vivendo. Eu acredito que muita coisa vai ser transformada positivamente, nos próximos 70 anos. Não vou ser um neo-malthusiano, proliferando o apocalipse e o fim do mundo. Eu sei que vamos nos tocar. Ou vamos, simplesmente, deixar de ser.
Felizmente, nós temos nas nossas mãos o conhecimento e a capacidade para restaurar o equilíbrio que ameaçamos.
Infelizmente, ter todo esse conhecimento e capacidade é bem diferente de ter a consciência do que devemos fazer.
Pode ser que estejamos cavando nossa própria cova, enquanto humanidade. Pode ser que não tenhamos essa consciência toda, na prática. Mas é bom saber que ela pode existir em algum lugar, pois me dá esperança, e ter esperança me faz bem.
Me sentir bem é sinônimo de querer continuar vivendo. Eu acredito que muita coisa vai ser transformada positivamente, nos próximos 70 anos. Não vou ser um neo-malthusiano, proliferando o apocalipse e o fim do mundo. Eu sei que vamos nos tocar. Ou vamos, simplesmente, deixar de ser.
segunda-feira, outubro 23, 2006
Conheça-me: Eu Sou Isto Aqui
Certas coisas me fazem muito, muito, muito, muito mal.
Certamente, a falta de transparência é uma delas.
Esse lance de "deixa pra lá que depois tudo se resolve" é um pensamento muito pobre. Eu não gosto de desentendimentos.
"Um dia, um primeiro bom agricultor pegou suas melhores sementes e começou seu plantio. Veio um segundo bom agricultor e viu o trabalho de seu companheiro. Ao olhar pro chão, estava lá um pacote vazio das piores sementes. Não se sabe como surgiu aquele pacote vazio. Ele apenas estava lá, pronto para enganar um observador desatento. O segundo agricultor chamou a atenção do companheiro e começou a catar as melhores sementes do chão, alertando seu amigo de que aquelas não eram as melhores, mas sim as piores sementes. O primeiro agricultor deixou seu bom amigo continuar o trabalho, porque sabia que ele era alguém muito especial e bem intencionado. E assim, as boas sementes foram mais tarde jogadas ao fogo pelo segundo agricultor, que tinha as melhores intenções."
A reação do primeiro agricultor não tem lógica. Mas é exatamente isso que fazemos durante toda vida, ao deixarmos um pequeno desvio de entendimento perdurar. Somos como o primero agricultor que, tendo plantando boas sementes, deixou que alguém as destruísse, simplesmente porque era alguém tão bem intencionado quanto ele.
Imagine se eu ficasse quieto a cada vez que desse a entender algo que não fosse verdade? As pessoas, aos poucos, formariam uma opinião equivocada sobre a minha pessoa. E pra reverter esse quadro, como seria? Teria que catar cada pequeno engano pra desenganar? Eu quero uma opinião baseada na verdade dos fatos, e não numa interpretação trocada.
Eu detesto tudo o que fira a minha integridade. Esse é um problema crônico, pra mim. Se tomar conta da minha integridade fosse uma loucura, eu encabeçaria a lista dos internados.
Sempre assumi todos os meus erros, e reconheço quando faço alguma besteira. Às vezes, erro sem saber, mas ao entender que errei, faço o que estiver no meu alcance pra corrigir. Mas assumir um erro que sei que não cometi? Olha, até tentei... Mas não rola. Simplesmente, não rola. Conviver comigo é saber disso desde sempre. Graças a Deus, eu não sei de ninguém que tivesse me dito que sou irritante, ou ruim, por isso. Pelo contrário, isso me é motivo de elogios, e devo ao Deus todo esse juízo. Tenho todas e tantas amizades quanto posso fazer, das melhores possíveis. De um, dois, dez, vinte anos. Amizades de vida inteira, e até um grande amor, como todos esperam que seja um grande amor.
Desentendimento, eu não sabia, me faz fisicamente mal.
Pode achar que sou mau ou bom. Mas que ache com base na verdade.
Agora, pense você também se não é bem melhor comunicar do que deixar pra lá.
Certamente, a falta de transparência é uma delas.
Esse lance de "deixa pra lá que depois tudo se resolve" é um pensamento muito pobre. Eu não gosto de desentendimentos.
"Um dia, um primeiro bom agricultor pegou suas melhores sementes e começou seu plantio. Veio um segundo bom agricultor e viu o trabalho de seu companheiro. Ao olhar pro chão, estava lá um pacote vazio das piores sementes. Não se sabe como surgiu aquele pacote vazio. Ele apenas estava lá, pronto para enganar um observador desatento. O segundo agricultor chamou a atenção do companheiro e começou a catar as melhores sementes do chão, alertando seu amigo de que aquelas não eram as melhores, mas sim as piores sementes. O primeiro agricultor deixou seu bom amigo continuar o trabalho, porque sabia que ele era alguém muito especial e bem intencionado. E assim, as boas sementes foram mais tarde jogadas ao fogo pelo segundo agricultor, que tinha as melhores intenções."
A reação do primeiro agricultor não tem lógica. Mas é exatamente isso que fazemos durante toda vida, ao deixarmos um pequeno desvio de entendimento perdurar. Somos como o primero agricultor que, tendo plantando boas sementes, deixou que alguém as destruísse, simplesmente porque era alguém tão bem intencionado quanto ele.
Imagine se eu ficasse quieto a cada vez que desse a entender algo que não fosse verdade? As pessoas, aos poucos, formariam uma opinião equivocada sobre a minha pessoa. E pra reverter esse quadro, como seria? Teria que catar cada pequeno engano pra desenganar? Eu quero uma opinião baseada na verdade dos fatos, e não numa interpretação trocada.
Eu detesto tudo o que fira a minha integridade. Esse é um problema crônico, pra mim. Se tomar conta da minha integridade fosse uma loucura, eu encabeçaria a lista dos internados.
Sempre assumi todos os meus erros, e reconheço quando faço alguma besteira. Às vezes, erro sem saber, mas ao entender que errei, faço o que estiver no meu alcance pra corrigir. Mas assumir um erro que sei que não cometi? Olha, até tentei... Mas não rola. Simplesmente, não rola. Conviver comigo é saber disso desde sempre. Graças a Deus, eu não sei de ninguém que tivesse me dito que sou irritante, ou ruim, por isso. Pelo contrário, isso me é motivo de elogios, e devo ao Deus todo esse juízo. Tenho todas e tantas amizades quanto posso fazer, das melhores possíveis. De um, dois, dez, vinte anos. Amizades de vida inteira, e até um grande amor, como todos esperam que seja um grande amor.
Desentendimento, eu não sabia, me faz fisicamente mal.
Pode achar que sou mau ou bom. Mas que ache com base na verdade.
Agora, pense você também se não é bem melhor comunicar do que deixar pra lá.
sexta-feira, outubro 20, 2006
Engraçado
Quando eu era mais moleque
Não queria saber do que era novo
Só queria ouvir as velharias
E o que tinha sido história
Passa o tempo, e histórico me torno
Hoje, diferente dos velhos dias,
Quero mesmo é sair pro abraço
Reinventar tudo o que faço
Quando era criança, eu queria o meu chão
Um chão firme, que não machucasse meus pés
Um chão forte, pra eu me formar de primeira
Quando era criança, queria cantochão
Mas hoje, quero eletrizar,
Quero sambar tudo de novo
Quero abraçar tudo que gosto
Ver o renovar do meu povo
Prometo a vocês:
Um dia eu toco a genialidade
Não queria saber do que era novo
Só queria ouvir as velharias
E o que tinha sido história
Passa o tempo, e histórico me torno
Hoje, diferente dos velhos dias,
Quero mesmo é sair pro abraço
Reinventar tudo o que faço
Quando era criança, eu queria o meu chão
Um chão firme, que não machucasse meus pés
Um chão forte, pra eu me formar de primeira
Quando era criança, queria cantochão
Mas hoje, quero eletrizar,
Quero sambar tudo de novo
Quero abraçar tudo que gosto
Ver o renovar do meu povo
Prometo a vocês:
Um dia eu toco a genialidade
quarta-feira, outubro 18, 2006
Âncora
É bem diferente
Não tentar por não saber
Se o que pode dar certo dará
De não tentar
Por saber que certo vai dar
E afinal, ter de luxo uma preguiça
Que não me deixa continuar
Preguiça não, qualidade de vida
Porque o mundo vive entulhado
De mais e mais trabalho
Confesso, em alguns momentos,
Eu quero é desfrutar
Esticar as pernas com quem amo
Não quero me afogar atarefado
Não, não quero mesmo trabalhar
No lugar de quem pede emprego
Quero aproveitar o que é moderno
O que me economiza tempo
Quero dar salário a quem precisa
Quero empregar
E se o dono do rebanho engorda o gado
Quero alimentar meus empregados

Não, eu não tenho empregados. Mas a idéia da poesia é essa. Num país onde os impostos acabam com a produtividade do setor privado, em favor de um governo populista, fica a minha crítica: essas bolsas-auxílio podem acabar com a vontade do trabalhador de trabalhar, e com a capacidade do empregador de empregar. ;)
** Não sei como é o plural de bolsa-auxílio, se alguém souber, me diz!
Não tentar por não saber
Se o que pode dar certo dará
De não tentar
Por saber que certo vai dar
E afinal, ter de luxo uma preguiça
Que não me deixa continuar
Preguiça não, qualidade de vida
Porque o mundo vive entulhado
De mais e mais trabalho
Confesso, em alguns momentos,
Eu quero é desfrutar
Esticar as pernas com quem amo
Não quero me afogar atarefado
Não, não quero mesmo trabalhar
No lugar de quem pede emprego
Quero aproveitar o que é moderno
O que me economiza tempo
Quero dar salário a quem precisa
Quero empregar
E se o dono do rebanho engorda o gado
Quero alimentar meus empregados
Não, eu não tenho empregados. Mas a idéia da poesia é essa. Num país onde os impostos acabam com a produtividade do setor privado, em favor de um governo populista, fica a minha crítica: essas bolsas-auxílio podem acabar com a vontade do trabalhador de trabalhar, e com a capacidade do empregador de empregar. ;)
** Não sei como é o plural de bolsa-auxílio, se alguém souber, me diz!
segunda-feira, outubro 16, 2006
Beautiful Couple - Jorge Maia - 26/08/2006
(to Emmanuele and Rodrigo)
When I see then together, happiness shinning in theirs eyes
If I feel sad inside I change myself and feel me all right
When they wandering aimless, sun kiss theirs skins
For whom rings the bell? – For Rodrigo and Emmanuele
They live in the bottom of my heart
They clear my way when life is very hard
It’s good to know their love still growing
It makes me happy when I’m feeling down
Some day they will be three or more I hope to see
Children smiling on the lap of the beautiful Singer
And though many years will pass, we still listen the bell
Ringing for the love of Rodrigo and Emmanuele
Poema de Jorge Maia, um amigo nosso.
Aqui, um passeio de Domingo. Fomos à Ilha Grande e visitamos algumas praias:
Daiane, minha irmã:

Inefável:

Eu, Nayara e Manu. Caretaz:

Sugata, eu, Gonçalves (meu paizão) e Daiane. Vamu Cumigu!

Eu :-)

Layla, Nayara (minhas primas) e Manu

Amandinha foi, mas não consegui ainda uma fotinho dela no passeio. Tudo bem, outro dia rola :-)
Novidades: comprei um piano elétrico. Amanhã começo as aulas no CIGAN
When I see then together, happiness shinning in theirs eyes
If I feel sad inside I change myself and feel me all right
When they wandering aimless, sun kiss theirs skins
For whom rings the bell? – For Rodrigo and Emmanuele
They live in the bottom of my heart
They clear my way when life is very hard
It’s good to know their love still growing
It makes me happy when I’m feeling down
Some day they will be three or more I hope to see
Children smiling on the lap of the beautiful Singer
And though many years will pass, we still listen the bell
Ringing for the love of Rodrigo and Emmanuele
Poema de Jorge Maia, um amigo nosso.
Aqui, um passeio de Domingo. Fomos à Ilha Grande e visitamos algumas praias:
Daiane, minha irmã:
Inefável:
Eu, Nayara e Manu. Caretaz:
Sugata, eu, Gonçalves (meu paizão) e Daiane. Vamu Cumigu!
Eu :-)
Layla, Nayara (minhas primas) e Manu
Amandinha foi, mas não consegui ainda uma fotinho dela no passeio. Tudo bem, outro dia rola :-)
Novidades: comprei um piano elétrico. Amanhã começo as aulas no CIGAN
sábado, outubro 14, 2006
Ócios do Ofício (27/08/2006)
(Rodrigo Santiago& Manu)
Segue a receita do sucesso
Não é trabalho sobre trabalho
Tampouco sobrar dinheiro
Trata-se do grande segredo:
Seu trabalho deve ser um grande brinquedo
Dentro de um parque de diversões
Onde brincam também
Todos os seus companheiros
Com lápis e papel nas “mões”
Escreve ali, ri aqui, ama acolá...
O trabalho de verdade
É a arte de brincar
E não ter medo de errar

Um dos ossos do ofício Viver é o Morrer. Em menos de 48 horas, partem dois avós. Dona Lourdes e Seu João, na ordem cronológica das coisas.
É sinistro. É possível. É normal. Lamento.
Segue a receita do sucesso
Não é trabalho sobre trabalho
Tampouco sobrar dinheiro
Trata-se do grande segredo:
Seu trabalho deve ser um grande brinquedo
Dentro de um parque de diversões
Onde brincam também
Todos os seus companheiros
Com lápis e papel nas “mões”
Escreve ali, ri aqui, ama acolá...
O trabalho de verdade
É a arte de brincar
E não ter medo de errar
Um dos ossos do ofício Viver é o Morrer. Em menos de 48 horas, partem dois avós. Dona Lourdes e Seu João, na ordem cronológica das coisas.
É sinistro. É possível. É normal. Lamento.
segunda-feira, outubro 09, 2006
A Vaca Foi Pro Brejo
Nesta Sexta feira houve o casamento de um dos nossos companheiros - Casé, o Amigo da Garotada. Só que essa festa era proibida para menores. Lá foi então O VACA, ignorando a tudo e a todos, passou-se por adulto e... Garoteou. Segue o documentário do caso:
Aqui, podemos ver em ângulo exclusivo os passos da Vaca... Ela foi quem ensinou o U Can Dance:
Aqui, uma palhinha de como estava bebendo a Vaca:
Aqui, a Vaca regurgitando... Mas não era grama... Era malte escocês.
Aqui, momentos depois de ter sido acudida pelo Costa.
E as Fotos:
O Encontro

O Delírio

A Entrega

O Auge

Resultado dos 15 Copos

Cachaça Não É Água

Esta foi mais uma fábula "daquelas". Qualquer semelhança com a verdade é mera coincidência.
Aqui, podemos ver em ângulo exclusivo os passos da Vaca... Ela foi quem ensinou o U Can Dance:
Aqui, uma palhinha de como estava bebendo a Vaca:
Aqui, a Vaca regurgitando... Mas não era grama... Era malte escocês.
Aqui, momentos depois de ter sido acudida pelo Costa.
E as Fotos:
O Encontro
O Delírio
A Entrega
O Auge
Resultado dos 15 Copos
Cachaça Não É Água
Esta foi mais uma fábula "daquelas". Qualquer semelhança com a verdade é mera coincidência.
Pintando o Céu
Encanto meu,
Tremo como o fogo
Com saudades dos abraços e sorrisos
De tanta mágica, de tanto brilho
Nada falta.
Na tua compania
Ser também essa boa companhia
Era todo o meu querer
Me faz bem, amor
Cuidar de ti
Alguém tão especial
Entregue aos meus abraços
Dando-me a missão de trazer
Mais céu à tua vida
Sabendo que muito do que é bom
Acontecerá a dois, e somente a nós dois
Cuido bem de mim
Mas nunca me achei capaz
De cuidar de outro coração
Amor, encontrar alguém assim
Pra mim era utopia
E se tu te revelas feliz
Penso que tenho feito jus
Dando tudo o quanto precisas
Sonho que surgiu pra mim
Mais bela criatura
Que veio sem saber o porquê
Quem sou eu?
Senão aquele que tem, por obrigação, trazer-te
Sonhos prazerosos todos os dias?
Quando ligado em teu espírito,
Minh'alma engrandece
E se não te encontrasse,
Minha existência findaria no dia que eu morresse
Mas você me faz terno e eterno
Eu te amo, é o mínimo que posso fazer
Falarei disto todas as vezes
Pois gosto de fantasiar o amor,
Emoldurando nossa paixão
Yo no buscava nadie y te vi
E se tu cansares das minhas palavras,
Aprenderei a pintar o céu pra ti

Pra vc, Manu :)
Tremo como o fogo
Com saudades dos abraços e sorrisos
De tanta mágica, de tanto brilho
Nada falta.
Na tua compania
Ser também essa boa companhia
Era todo o meu querer
Me faz bem, amor
Cuidar de ti
Alguém tão especial
Entregue aos meus abraços
Dando-me a missão de trazer
Mais céu à tua vida
Sabendo que muito do que é bom
Acontecerá a dois, e somente a nós dois
Cuido bem de mim
Mas nunca me achei capaz
De cuidar de outro coração
Amor, encontrar alguém assim
Pra mim era utopia
E se tu te revelas feliz
Penso que tenho feito jus
Dando tudo o quanto precisas
Sonho que surgiu pra mim
Mais bela criatura
Que veio sem saber o porquê
Quem sou eu?
Senão aquele que tem, por obrigação, trazer-te
Sonhos prazerosos todos os dias?
Quando ligado em teu espírito,
Minh'alma engrandece
E se não te encontrasse,
Minha existência findaria no dia que eu morresse
Mas você me faz terno e eterno
Eu te amo, é o mínimo que posso fazer
Falarei disto todas as vezes
Pois gosto de fantasiar o amor,
Emoldurando nossa paixão
Yo no buscava nadie y te vi
E se tu cansares das minhas palavras,
Aprenderei a pintar o céu pra ti
Pra vc, Manu :)
sexta-feira, outubro 06, 2006
quarta-feira, outubro 04, 2006
Acabou o Suco
Esse conto é muito, muito antigo. Deve fazer um ano e meio que o escrevi. Em todo o caso, ou eu não o publiquei anteriormente, ou o blogger simplesmente perdeu um post. Vamos lá:
Tudo começou quando acabou o suco de goiaba de caixinha. Eram dez horas da manhã, em pleno feriado no Rio de Janeiro. Vida de solteiro morando sozinho é assim: você acorda, faz algumas coisas e só vai tomar banho lá pelo meio dia, quando sente fome e quer almoçar mas está com preguiça de fazer comida. No meu caso, não é preguiça. É uma imperícia da peste: eu não sei cozinhar, e também não me interessa aprender.
Há quem me pergunte como eu consigo me virar na vida social, quando rola um rateio para o almoço na casa de um amigo. O que eu faço? Como participo? Ora, lavo louça. Não ligo para isso, e até gosto. Mas em casa, sozinho, fazer almoço e lavar louça? Definitivamente, não é para mim.
Voltando. Lá estava eu, na frente do computador editando uns textos - porque nestes dias me surgiram algumas idéias, e tenho colocado tudo no papel - quando fui até a cozinha pegar algo para beber. Pus um copo de suco de goiaba, que acabou com o que havia dentro da caixinha. Depois de matar o suco, a caixinha ficou ali, sozinha em cima da pia, com um vazio por dentro que dava até pena. Decidi que ela precisava ir pro lixo, e se juntar às outras como ela, indo pro "céu das caixinhas vazias de suco". Ela havia cumprido bem seu papel de matadora de fome das horas vagas, e merecia um funeral. Quem sabe se numa encarnação posterior não voltasse reciclada, e misturada às almas de outros produtos que também serviram dignamente aos seus consumidores?
Peguei a caixa, e olhei para o caixão - o cesto de lixo. Estava cheio. Impossível colocar qualquer coisa a mais. Lembrei que havia ficado de jogar aquilo tudo no fora da próxima vez que saísse. Mas, como todo cara relapso que se preze, eu havia esquecido. Por uns quatro dias, eu havia esquecido, e sempre insistia em entulhar mais coisas no cesto, pobrezinho. Já não conseguia nem mais fechar a tampa. Era a hora de um ato heróico: levaria o lixo para a lixeira do prédio, e depois colocaria um saco de lixo novinho em folha, no qual a caixa de suco de goiaba seria a primeira a descansar em paz.
Para o leitor de boa memória, é desnecessário dizer que eu estava como quem havia acabado de acordar, não é mesmo? "Pois é... Aí tem um problema", como diria Cassino - meu chefe - sempre com uma boa inspiração e visão de inúmeros lances à frente da minha. Era muito claro: como iria atravessar o corredor no estado em que me encontrava? Uma blusa azul-desbotada que parecia ter sido mastigada, cabelos para o ar e um short velho que doía? Resolvi dar um "jeitinho rápido", pois, como todo mundo sabe, quando você está em situação desprivilegiada no corredor do seu prédio, todos os vizinhos saem para te ver.
Fui até o banheiro, me olhei no espelho e pensei: nem a Medusa teria coragem de me olhar nos olhos. Passei uma água bem de leve no cabelo, peguei uma escova e lá fui eu lutar contra milhares de fios. Bom, pelo menos são menos do que quando eu era mais novo - acho que eles estão me abandonando de insatisfação. Quando enfim terminei, percebi que não parecia nem que tinha tentado pentear. Mas já estava bem melhor. Precisava de mais recursos. Um boné, quem sabe? Essa idéia, que está sempre entre as primeiras da fila de idéias salvadoras, é sempre ridícula, ainda mais quando você só quer atravessar o corredor. Para mim, seria pior se me vissem de boné, porque não haveria maneira de esconder o quanto estava preocupado, e detesto quando isso acontece, ainda mais no que tange minha beleza natural, da qual tenho tanto orgulho.
A idéia do boné foi pelo ralo - Há uns 6 anos, data do meu último boné, eu acho. Comecei a enganchar uma cabelo no outro, para pelo menos mantê-los baixos o suficiente. Assim, quem me visse de longe não ia notar nada, a não ser que fossem aves de rapina. Depois de uns minutos tentando ajeitar meu visual, me peguei pensando em como me preocupara com aquela trajetória ridícula de menos de dez metros, entre a porta do meu apartamento e a lixeira, no corredor.
"Mas era ida e volta", pensei. Agora é a hora de você me perguntar se sou algum lunático. Eu estava prevendo que todo o tráfego pedestre de Botafogo passaria por aquele corredorzinho, e que a distância até a lixeira era a de uma maratona. "Ida e volta", pensei novamente. "Mas e se me virem de costas? Eu não sei como está meu cabelo desse ângulo." Meu ego agonizava, tremendo encolhido ali, no canto do banheiro, com olhos vidrados e grandes. E percebi o quanto somos vuneráveis às condições tão normais de temperatura e pressão que nos assolam todos os dias.
Subitamente, um instinto heróico me tomou o espírito. "Eu vou do jeito que estou, e dane-se (dano-me) se alguém me vir assim". Afinal, a caixinha de suco de goiaba já estava se sentindo abandonada com o meu descaso. Corri para a cozinha, dei um nó no saco de lixo, tirei-o de dentro da lata e abri a porta, tudo de uma vez. A caixinha pulou de alegria, como um plebeu que vê o He-Man chegando para salvar a vila das maldades do poderoso Esqueleto. Um infortúnio, porque pareço mais com o vilão.
No meu som, tocava muito alto o álbum Breathless do Camel o tempo todo. Quando entrou a música Summer Lightning, me enchi de inspiração. Olhei o corredor, mas não parecia haver qualquer sinal de inimigos ou transeuntes. Nem mesmo as águias ou falcões. Pensei: "os inimigos sempre armam as emboscadas nas curvas dos corredores". Sorrateiramente, dei os primeiros passos para dentro daquele labirinto. Me sentia um herói de O Senhor dos Anéis. Mais especificamente o Frodo, que é mais fraco e tolo. Torcia mesmo que houvesse somente orcs no corredor, pois pelo menos são mais feios do que eu, e não poderiam zombar de minhas madeixas despenteadas. Com um passo após o outro, me aproximava da garganta do gigante (a lixeira) que engoliria todo o lixo com seu apetite voraz.
Suava frio. Durante todo o caminho, me perguntava quando os inimigos saltariam do nada para caçoar de mim, ou quando aquela vizinha gatinha sairia de seu apartamento e me veria novamente numa situação embaraçosa. Da primeira vez em que a vi, eu estava saindo para trabalhar e não notei que ela estava no corredor. Imitava um solo de bateria, com os barulhos, gestos e tudo mais. Foi patético.
Mas ali, com os pés descalços e o chão frio, não havia nada. Nem sequer a miúda torcida do Fluminense. Nem sequer a velhinha que costuma caminhar de vez em quando pelo corredor para exercitar, e sempre pergunta pela minha mãe como se me conhecesse desde que nasci, apesar de eu nunca tê-la visto até uns seis meses atrás, quando me mudei para o prédio. Em menos de trinta segundos, fui até a lixeira, enfiei o saco de lixo pelo buraco, fechei e num piscar de olhos estava em meu apartamento novamente: o Solo Sagrado.
Frustrante. Eu havia me preparado tanto para atravessar aqueles dez metrinhos, e nem uma viva alma foi me ver? Impossível. Logicamente, fui procurar o que mais havia de lixo para ser jogado fora. Havia o da sala e o do banheiro. Levei os dois, um a um, só para prolongar minha estadia no corredor. Não adiantou, o corredor era um deserto. "O mundo deve ter sido abduzido, não é possível!" - Eu exclamei, enquanto voltava da última viagem.
Num surto de loucura, fiz uma cambalhota no chão do corredor. E outra. Depois, dei uns passos, e fiz uma estrelinha. Ninguém apareceu, nem para aplaudir, nem para vaiar. Tomei mais distância, corri e dei um salto-triplo-escarpado, igualzinho à Daiane dos Santos, mas Botafogo inteiro já devia estar dentro de uma nave mãe à la Independence Day. Tirei a blusa e joguei no chão. Depois, dancei sensualmente e fiz um strip do restante. Estava nu, no corredor, e ninguém aparecia. Ora, será o Big Brother? Nem um camundongo. Nem uma formiga, sequer. Notei que estava indo longe demais quando lembrei que as portas tinham olhos. Olhos mágicos, por sinal.
Recolhi meus trajes de gogo boy do chão e voltei para o apartamento - não deu sequer para fazer um trocado - mas não fechei a porta. O Camel continuou comendo solto, e pus o som no último volume. Nem o Claro Hall tem um som tão alto quanto o meu! Estava pau da vida. Coloquei a maldita caixinha de suco de goiaba na lixeira com um porcaria de um saco de supermercado vazio, lugar mais que merecido para aquele resto de coisas - veio no saco, vai no saco. E finalmente, escrevi este conto inteiro com a porta escancarada, mas nem um vizinho veio reclamar.
Vai ver eles gostam de Camel.
Tudo começou quando acabou o suco de goiaba de caixinha. Eram dez horas da manhã, em pleno feriado no Rio de Janeiro. Vida de solteiro morando sozinho é assim: você acorda, faz algumas coisas e só vai tomar banho lá pelo meio dia, quando sente fome e quer almoçar mas está com preguiça de fazer comida. No meu caso, não é preguiça. É uma imperícia da peste: eu não sei cozinhar, e também não me interessa aprender.
Há quem me pergunte como eu consigo me virar na vida social, quando rola um rateio para o almoço na casa de um amigo. O que eu faço? Como participo? Ora, lavo louça. Não ligo para isso, e até gosto. Mas em casa, sozinho, fazer almoço e lavar louça? Definitivamente, não é para mim.
Voltando. Lá estava eu, na frente do computador editando uns textos - porque nestes dias me surgiram algumas idéias, e tenho colocado tudo no papel - quando fui até a cozinha pegar algo para beber. Pus um copo de suco de goiaba, que acabou com o que havia dentro da caixinha. Depois de matar o suco, a caixinha ficou ali, sozinha em cima da pia, com um vazio por dentro que dava até pena. Decidi que ela precisava ir pro lixo, e se juntar às outras como ela, indo pro "céu das caixinhas vazias de suco". Ela havia cumprido bem seu papel de matadora de fome das horas vagas, e merecia um funeral. Quem sabe se numa encarnação posterior não voltasse reciclada, e misturada às almas de outros produtos que também serviram dignamente aos seus consumidores?
Peguei a caixa, e olhei para o caixão - o cesto de lixo. Estava cheio. Impossível colocar qualquer coisa a mais. Lembrei que havia ficado de jogar aquilo tudo no fora da próxima vez que saísse. Mas, como todo cara relapso que se preze, eu havia esquecido. Por uns quatro dias, eu havia esquecido, e sempre insistia em entulhar mais coisas no cesto, pobrezinho. Já não conseguia nem mais fechar a tampa. Era a hora de um ato heróico: levaria o lixo para a lixeira do prédio, e depois colocaria um saco de lixo novinho em folha, no qual a caixa de suco de goiaba seria a primeira a descansar em paz.
Para o leitor de boa memória, é desnecessário dizer que eu estava como quem havia acabado de acordar, não é mesmo? "Pois é... Aí tem um problema", como diria Cassino - meu chefe - sempre com uma boa inspiração e visão de inúmeros lances à frente da minha. Era muito claro: como iria atravessar o corredor no estado em que me encontrava? Uma blusa azul-desbotada que parecia ter sido mastigada, cabelos para o ar e um short velho que doía? Resolvi dar um "jeitinho rápido", pois, como todo mundo sabe, quando você está em situação desprivilegiada no corredor do seu prédio, todos os vizinhos saem para te ver.
Fui até o banheiro, me olhei no espelho e pensei: nem a Medusa teria coragem de me olhar nos olhos. Passei uma água bem de leve no cabelo, peguei uma escova e lá fui eu lutar contra milhares de fios. Bom, pelo menos são menos do que quando eu era mais novo - acho que eles estão me abandonando de insatisfação. Quando enfim terminei, percebi que não parecia nem que tinha tentado pentear. Mas já estava bem melhor. Precisava de mais recursos. Um boné, quem sabe? Essa idéia, que está sempre entre as primeiras da fila de idéias salvadoras, é sempre ridícula, ainda mais quando você só quer atravessar o corredor. Para mim, seria pior se me vissem de boné, porque não haveria maneira de esconder o quanto estava preocupado, e detesto quando isso acontece, ainda mais no que tange minha beleza natural, da qual tenho tanto orgulho.
A idéia do boné foi pelo ralo - Há uns 6 anos, data do meu último boné, eu acho. Comecei a enganchar uma cabelo no outro, para pelo menos mantê-los baixos o suficiente. Assim, quem me visse de longe não ia notar nada, a não ser que fossem aves de rapina. Depois de uns minutos tentando ajeitar meu visual, me peguei pensando em como me preocupara com aquela trajetória ridícula de menos de dez metros, entre a porta do meu apartamento e a lixeira, no corredor.
"Mas era ida e volta", pensei. Agora é a hora de você me perguntar se sou algum lunático. Eu estava prevendo que todo o tráfego pedestre de Botafogo passaria por aquele corredorzinho, e que a distância até a lixeira era a de uma maratona. "Ida e volta", pensei novamente. "Mas e se me virem de costas? Eu não sei como está meu cabelo desse ângulo." Meu ego agonizava, tremendo encolhido ali, no canto do banheiro, com olhos vidrados e grandes. E percebi o quanto somos vuneráveis às condições tão normais de temperatura e pressão que nos assolam todos os dias.
Subitamente, um instinto heróico me tomou o espírito. "Eu vou do jeito que estou, e dane-se (dano-me) se alguém me vir assim". Afinal, a caixinha de suco de goiaba já estava se sentindo abandonada com o meu descaso. Corri para a cozinha, dei um nó no saco de lixo, tirei-o de dentro da lata e abri a porta, tudo de uma vez. A caixinha pulou de alegria, como um plebeu que vê o He-Man chegando para salvar a vila das maldades do poderoso Esqueleto. Um infortúnio, porque pareço mais com o vilão.
No meu som, tocava muito alto o álbum Breathless do Camel o tempo todo. Quando entrou a música Summer Lightning, me enchi de inspiração. Olhei o corredor, mas não parecia haver qualquer sinal de inimigos ou transeuntes. Nem mesmo as águias ou falcões. Pensei: "os inimigos sempre armam as emboscadas nas curvas dos corredores". Sorrateiramente, dei os primeiros passos para dentro daquele labirinto. Me sentia um herói de O Senhor dos Anéis. Mais especificamente o Frodo, que é mais fraco e tolo. Torcia mesmo que houvesse somente orcs no corredor, pois pelo menos são mais feios do que eu, e não poderiam zombar de minhas madeixas despenteadas. Com um passo após o outro, me aproximava da garganta do gigante (a lixeira) que engoliria todo o lixo com seu apetite voraz.
Suava frio. Durante todo o caminho, me perguntava quando os inimigos saltariam do nada para caçoar de mim, ou quando aquela vizinha gatinha sairia de seu apartamento e me veria novamente numa situação embaraçosa. Da primeira vez em que a vi, eu estava saindo para trabalhar e não notei que ela estava no corredor. Imitava um solo de bateria, com os barulhos, gestos e tudo mais. Foi patético.
Mas ali, com os pés descalços e o chão frio, não havia nada. Nem sequer a miúda torcida do Fluminense. Nem sequer a velhinha que costuma caminhar de vez em quando pelo corredor para exercitar, e sempre pergunta pela minha mãe como se me conhecesse desde que nasci, apesar de eu nunca tê-la visto até uns seis meses atrás, quando me mudei para o prédio. Em menos de trinta segundos, fui até a lixeira, enfiei o saco de lixo pelo buraco, fechei e num piscar de olhos estava em meu apartamento novamente: o Solo Sagrado.
Frustrante. Eu havia me preparado tanto para atravessar aqueles dez metrinhos, e nem uma viva alma foi me ver? Impossível. Logicamente, fui procurar o que mais havia de lixo para ser jogado fora. Havia o da sala e o do banheiro. Levei os dois, um a um, só para prolongar minha estadia no corredor. Não adiantou, o corredor era um deserto. "O mundo deve ter sido abduzido, não é possível!" - Eu exclamei, enquanto voltava da última viagem.
Num surto de loucura, fiz uma cambalhota no chão do corredor. E outra. Depois, dei uns passos, e fiz uma estrelinha. Ninguém apareceu, nem para aplaudir, nem para vaiar. Tomei mais distância, corri e dei um salto-triplo-escarpado, igualzinho à Daiane dos Santos, mas Botafogo inteiro já devia estar dentro de uma nave mãe à la Independence Day. Tirei a blusa e joguei no chão. Depois, dancei sensualmente e fiz um strip do restante. Estava nu, no corredor, e ninguém aparecia. Ora, será o Big Brother? Nem um camundongo. Nem uma formiga, sequer. Notei que estava indo longe demais quando lembrei que as portas tinham olhos. Olhos mágicos, por sinal.
Recolhi meus trajes de gogo boy do chão e voltei para o apartamento - não deu sequer para fazer um trocado - mas não fechei a porta. O Camel continuou comendo solto, e pus o som no último volume. Nem o Claro Hall tem um som tão alto quanto o meu! Estava pau da vida. Coloquei a maldita caixinha de suco de goiaba na lixeira com um porcaria de um saco de supermercado vazio, lugar mais que merecido para aquele resto de coisas - veio no saco, vai no saco. E finalmente, escrevi este conto inteiro com a porta escancarada, mas nem um vizinho veio reclamar.
Vai ver eles gostam de Camel.
terça-feira, outubro 03, 2006
Votar Em Quem?
O Lula e O Alckmin foram pro segundo turno. Se Lula não fede, Alckmin não cheira. Cristovam, na retaguarda, tem a melhor formação, as melhores ações e as melhores propostas. Lula é o Nordeste e toda pobretada, Alckmin é São Paulo. Cristóvam é Brasília. Brasília é pequenina, São Paulo é gigante e toda a pobretada quase acabou com o segundo turno.
Lula disse que nunca foi esquerdista. Mentira pouca é bobagem.
Alckmin fez carreira política desde pequenino.
Cristóvam é inteligente pra cacete.
Alckmin é esperto. Já disse que vai procurar Cristóvam pro governo dele.
Lula é o careta que tentou manter na média o governo FHC, e em somente 4 anos levou o Brasil às mais altas taxas de juros e estagnação econômica.
Cristóvam? Leia.
Lula disse que nunca foi esquerdista. Mentira pouca é bobagem.
Alckmin fez carreira política desde pequenino.
Cristóvam é inteligente pra cacete.
Alckmin é esperto. Já disse que vai procurar Cristóvam pro governo dele.
Lula é o careta que tentou manter na média o governo FHC, e em somente 4 anos levou o Brasil às mais altas taxas de juros e estagnação econômica.
Cristóvam? Leia.
segunda-feira, outubro 02, 2006
quinta-feira, setembro 28, 2006
A Teia da Liberdade
Outro dia me passou pelas mãos um texto a respeito da conquista da liberdade. Era a história de uma mulher que desde criança fora criada com uma espécie de "redoma" projetada pelos pais, que a protegia dos perigos do mundo. E mesmo depois de casada, aquela redoma permanecia. Bom, acontece que um dia a mulher resolveu partir aquela película protetora, mas para sua surpresa, as suas paredes eram muito finas.
Era um exercício de faculdade, em que os alunos deviam terminar a história. Havia algumas coisas interessantes pra se observar naquele conto. Uma delas é termos a tendência, desde criança, a acharmos que não temos liberdade. Que nossos pais podem ser superprotetores, e mesmo chatos.
Analisemos a seguinte situação: o que queremos ao nos afastarmos dos nossos pais durante a adolescência, senão nos distingüirmos de tudo o que vimos até então? A liberdade vem sob a forma de "vontade de experimentar outro mundo". Fato curioso: muitas vezes, essa vontade de experimentar o "novo mundo" nos faz achar que nossos pais e tudo o que temos à nossa volta é antiquado demais. Nos deligamos de todos os "antiquados", e o que conseguimos? Uma outra trama de pessoas (amigos e amores) que também se importam conosco, e que cuidam de nós. Mas para formar e estabilizar essa segunda rede, temos que passar por várias situações um pouco estressantes - desconfiança, traição e por aí vai.
Meu ponto: essa segunda rede é exatamente igual à primeira quanto aos efeitos sobre nós. O que idiotamente chamamos de "liberdade" é uma outra teia de relacionamentos exercendo poder limitante sob alguns aspectos e potencializador sob outros. Não precisamos realmente nos desligar daqueles que nos amam desde criança. Precisamos entender que tipo de efeito potencializador podemos ter nessa rede. Que tipo de apoio pode vir daqueles que nos amam desde recém-nascidos? O melhor possível, quase que indubitavelmente.
A criação da segunda rede afetiva não pode ser desligada da primeira rede. Nossos amigos devem ser conhecidos por nossos pais o máximo possível, bem como nós conhecidos pelos pais de nossos amigos. E devemos, sobretudo, ouvir com muito carinho o que a primeira rede tem a nos falar sobre nossas ações para a formação da segunda. Isto tornará a nossa vida adulta mais confortável, e a rede se formará mais solidamente, sob a supervisão de pessoas bem mais experientes do que nós, em nossa infância e adolescência.
Há um equívoco em nossa definição de liberdade. Vou tentar enunciar alguma coisa que preste, a partir da minha própria análise:
Liberdade é explorar as possibilidades dentro da sua trama existencial, desenvolvendo-a - e não descartando esta trama.
A perspectiva de tempo explorada neste post foi a da minha infância. A linguagem, obviamente, não. É bom ter sempre essa visão de que há uma infinidade de possibilidades para nossas vidas, e pretendo continuar com ela até os cento e vinte anos. Mas não pretendo me afastar dos meus amigos e familiares. Já fiz isso, e o resultado foi uma solidão que não havia experimentado antes. Eu fui um pouco drástico: saí de casa pra morar longe dos meus pais e amigos de infância, conviver com um monte de pessoas novas no trabalho e na faculdade. Hoje, vejo que não precisava ter feito isso. Pudera eu ter ouvido falar dessas coisas quando tinha dez anos de idade. Agora, observo o quanto eu me envolvi comigo mesmo, somente, durante todo esse tempo. Vejo o quanto eu não sei me relacionar com as pessoas à minha volta. Isso tudo podia ter sido muito diferente.
O que me motivou a fazer isso, afinal? Pra mim, as pessoas "antigas" não me entendiam, ou não queriam muito ouvir minhas "viagens". Resolvi procurar outras pessoas, pra descobrir que elas também não me entendiam muito bem... Resolvi, então, viajar sozinho. Custei pra entender que eu precisava mesmo era refazer minha linguagem, para que pudesse transmitir meus pensamentos mais claramente. Agora, vou penar até recuperar um pouco do tempo perdido. Perdido, sob uns aspectos. Ganho, sob outros. No geral, podia ter sido bem melhor.
Era um exercício de faculdade, em que os alunos deviam terminar a história. Havia algumas coisas interessantes pra se observar naquele conto. Uma delas é termos a tendência, desde criança, a acharmos que não temos liberdade. Que nossos pais podem ser superprotetores, e mesmo chatos.
Analisemos a seguinte situação: o que queremos ao nos afastarmos dos nossos pais durante a adolescência, senão nos distingüirmos de tudo o que vimos até então? A liberdade vem sob a forma de "vontade de experimentar outro mundo". Fato curioso: muitas vezes, essa vontade de experimentar o "novo mundo" nos faz achar que nossos pais e tudo o que temos à nossa volta é antiquado demais. Nos deligamos de todos os "antiquados", e o que conseguimos? Uma outra trama de pessoas (amigos e amores) que também se importam conosco, e que cuidam de nós. Mas para formar e estabilizar essa segunda rede, temos que passar por várias situações um pouco estressantes - desconfiança, traição e por aí vai.
Meu ponto: essa segunda rede é exatamente igual à primeira quanto aos efeitos sobre nós. O que idiotamente chamamos de "liberdade" é uma outra teia de relacionamentos exercendo poder limitante sob alguns aspectos e potencializador sob outros. Não precisamos realmente nos desligar daqueles que nos amam desde criança. Precisamos entender que tipo de efeito potencializador podemos ter nessa rede. Que tipo de apoio pode vir daqueles que nos amam desde recém-nascidos? O melhor possível, quase que indubitavelmente.
A criação da segunda rede afetiva não pode ser desligada da primeira rede. Nossos amigos devem ser conhecidos por nossos pais o máximo possível, bem como nós conhecidos pelos pais de nossos amigos. E devemos, sobretudo, ouvir com muito carinho o que a primeira rede tem a nos falar sobre nossas ações para a formação da segunda. Isto tornará a nossa vida adulta mais confortável, e a rede se formará mais solidamente, sob a supervisão de pessoas bem mais experientes do que nós, em nossa infância e adolescência.
Há um equívoco em nossa definição de liberdade. Vou tentar enunciar alguma coisa que preste, a partir da minha própria análise:
Liberdade é explorar as possibilidades dentro da sua trama existencial, desenvolvendo-a - e não descartando esta trama.
A perspectiva de tempo explorada neste post foi a da minha infância. A linguagem, obviamente, não. É bom ter sempre essa visão de que há uma infinidade de possibilidades para nossas vidas, e pretendo continuar com ela até os cento e vinte anos. Mas não pretendo me afastar dos meus amigos e familiares. Já fiz isso, e o resultado foi uma solidão que não havia experimentado antes. Eu fui um pouco drástico: saí de casa pra morar longe dos meus pais e amigos de infância, conviver com um monte de pessoas novas no trabalho e na faculdade. Hoje, vejo que não precisava ter feito isso. Pudera eu ter ouvido falar dessas coisas quando tinha dez anos de idade. Agora, observo o quanto eu me envolvi comigo mesmo, somente, durante todo esse tempo. Vejo o quanto eu não sei me relacionar com as pessoas à minha volta. Isso tudo podia ter sido muito diferente.
O que me motivou a fazer isso, afinal? Pra mim, as pessoas "antigas" não me entendiam, ou não queriam muito ouvir minhas "viagens". Resolvi procurar outras pessoas, pra descobrir que elas também não me entendiam muito bem... Resolvi, então, viajar sozinho. Custei pra entender que eu precisava mesmo era refazer minha linguagem, para que pudesse transmitir meus pensamentos mais claramente. Agora, vou penar até recuperar um pouco do tempo perdido. Perdido, sob uns aspectos. Ganho, sob outros. No geral, podia ter sido bem melhor.
segunda-feira, setembro 25, 2006
Manu - Tudo Bem
Vídeo amador de Felipe Benevides. Tudo Bem, de Lulu Santos, interpretada por Manu :-)
Na próxima Quarta, última apresentação, na Letras de Ipanema, às 21:30.
Em Outubro, com João Roberto Kelly, no Gláucio Gil, em Copacabana.
Na próxima Quarta, última apresentação, na Letras de Ipanema, às 21:30.
Em Outubro, com João Roberto Kelly, no Gláucio Gil, em Copacabana.
sexta-feira, setembro 22, 2006
Estrelas de Sexta
Surge luz do mar azul às cinco da manhã
Com céu claro para te encontrar
Bate a brisa no meu rosto, os passarinhos
Me contam segredos sobre o dia
Que está pra chegar
Desço a alameda lá da Gávea
Os ponteiros giram com a saudade a me apertar
Não demora muito e eu te vejo
Nas areias de ipanema com um sorriso
Só pra me encantar
Eu gosto tanto de você que preparei essa canção
O meu amor tem no sorriso um brilho
E o beijo que me faz
Sonhar o dia inteiro
Ele me leva pelo ar
Com aquele abraço firme
e com aquele olhar
Que me faz ver estrelas
Essa
foi feita em um dos nossos primeiros encontros
Ela tava lá, com aquele brilho no olhar,
E os abraços eram tão apertados
Que um moleque passou com os amigos e disse
"Se eu estivesse aqui com a minha mina
Seria como, na areia? só assim, ó"
Morremos de rir, e ao subir na pedra do arpoador
Ela ficou com um medo enorme de cair
Eu, o super-herói, segurei sua mão
Mas quase que não adiantou
Então, resolvemos descer
Beijamos, beijamos e beijamos
Debaixo daquele sol quente de Ipanema
eu me lembro dos detalhes e do telefonema
Que ela recebeu de seu pai
Querendo saber onde estava
Ela estava ali, comigo, numa sexta-feira pela manhã
Com os beijos que me fizeram sonhar o restante da tarde
Estávamos tão radiantes e tão felizes
Quanto o sol que veio nos saudar
Luminosos, como duas estrelas
E com todo o calor que as estrelas têm pra dar

Música que compus para o nosso segundo encotro :)
Colocarei o áudio aqui, em breve.
Relembrando: Quarta que vem é a última apresentação. Depois disso, quem não foi no Letras, "perdeu". Mas aí já vai rolar a de Outubro, né? Mais detalhes nos próximos dias :)
Com céu claro para te encontrar
Bate a brisa no meu rosto, os passarinhos
Me contam segredos sobre o dia
Que está pra chegar
Desço a alameda lá da Gávea
Os ponteiros giram com a saudade a me apertar
Não demora muito e eu te vejo
Nas areias de ipanema com um sorriso
Só pra me encantar
Eu gosto tanto de você que preparei essa canção
O meu amor tem no sorriso um brilho
E o beijo que me faz
Sonhar o dia inteiro
Ele me leva pelo ar
Com aquele abraço firme
e com aquele olhar
Que me faz ver estrelas
Essa
foi feita em um dos nossos primeiros encontros
Ela tava lá, com aquele brilho no olhar,
E os abraços eram tão apertados
Que um moleque passou com os amigos e disse
"Se eu estivesse aqui com a minha mina
Seria como, na areia? só assim, ó"
Morremos de rir, e ao subir na pedra do arpoador
Ela ficou com um medo enorme de cair
Eu, o super-herói, segurei sua mão
Mas quase que não adiantou
Então, resolvemos descer
Beijamos, beijamos e beijamos
Debaixo daquele sol quente de Ipanema
eu me lembro dos detalhes e do telefonema
Que ela recebeu de seu pai
Querendo saber onde estava
Ela estava ali, comigo, numa sexta-feira pela manhã
Com os beijos que me fizeram sonhar o restante da tarde
Estávamos tão radiantes e tão felizes
Quanto o sol que veio nos saudar
Luminosos, como duas estrelas
E com todo o calor que as estrelas têm pra dar
Música que compus para o nosso segundo encotro :)
Colocarei o áudio aqui, em breve.
Relembrando: Quarta que vem é a última apresentação. Depois disso, quem não foi no Letras, "perdeu". Mas aí já vai rolar a de Outubro, né? Mais detalhes nos próximos dias :)
quarta-feira, setembro 20, 2006
Números Interessantes
Olha só que legal... Estava eu a reparar a quantidade de visitas totais do blog. 11 mil visitas, quase. Daí, pelas minhas contas, percebi que:
1 - Em 2 anos de blog, temos 24 meses.
2 - Dividindo o número de visitas pelo número de dias, tenho pouco mais de 15 visitas por dia.
3 - Tenho um pouco menos de 2 anos de blog, portanto são quase 20 visitas por dia a esse lugarzinho.
4 - 20 visitas por dia... Sendo um blog, concluo que a maior parte dos visitantes seja recorrente. São pessoas que já conhecem e gostam - provavelmente você. Como não é um tipo de material encontrado em qualquer lugar, acho que o público que vem aqui é bem fiel mesmo.
Dessas 15 a 20 visitas diárias, pode ser que haja vários sites com robôs na internet que vasculham as páginas por aí - inclusive as minhas. então, vamos reduzir essa quantidade de visitas pra entre 5 e 10 pessoas REAIS por dia. Essas 5 a 10 pessoas reais entram no Progresso TODO DIA. Vamos supor a média de 7 pessoas. Eu, particularmente, o visito muito pouco, porque recebo os posts e comentários via e-mail.
Curiosidade: tenho uma amiga que conheceu o blog através de um amigo dela de Minas Gerais. Essa amiga indicou o meu blog pra um amigão meu, e depois ele nos apresentou. Quer dizer, se o mundo é pequeno, o mundo virtual consegue ser menor. E eu até hoje não tenho idéia de quem seja esse cara de Minas. Se você estiver lendo, muito obrigado pela propaganda positiva! ;D
Outro indício interessante: outro dia, postaram um comentário absurdo e abusivo, totalmente agressivo em um de meus textos. Sempre pensei que meus leitores fossem pessoas próximas. Essas pessoas próximas geralmente são polidas o suficiente para não fazerem comentários tão feiosos. Para haver pelo menos um mal educado que diretamente me ofendesse, o número de leitores não deve ser tão baixo assim. Era um tal de Pedro. Não sei se usou pseudônimo, mas também não me interessa saber, já apaguei o comentário. Esse cara me ajudou a saber que existem pessoas bem distantes de mim que se dão ao trabalho de ler os textos. Obrigado, Pedro. Ah, se você não gosta dos textos, faça uma crítica, e não uma ofensa. Ou, por favor, entre em contato direto comigo, de preferência de maneira que possamos falar um com o outro. Aí na página tem tudo: email, orkut e msn. É só adicionar. :)
Mais uma pista: às vezes eu esbarro com gente que diz que lê sempre o blog, mas que não comenta porque não se sente à vontade. São pessoas que me conhecem de vista, e até amigos que eu não esperava que lessem. Essas pessoas conhecem os posts, e às vezes lembram de histórias que eu mesmo esqueci que coloquei online.
Queridíssimo leitor, você, com certeza, não entra todo santo dia aqui, certo? Então, supondo que me visite uma vez a cada duas semanas (alguns mais, outros menos), são 7 pessoas diferentes a cada 14 dias. Em 14 dias, 7 pessoas diferentes por dia dão quase 100 pessoas.
100 leitores... Em se tratando de alguém que não cuida muito bem de seus textos, eu até que estou me saindo bem. Não esperava tanto interesse assim de vocês! :-)
Conclusão: eu acho que tenho que cuidar um pouco melhor das minhas historinhas e poesias. Porque vocês certamente não entram aqui pra ler posts repetidos, correto? Então, mil desculpas pela decepção que lhes causo toda vez que entram aqui e não vêem posts novos.
Vou me esforçar pra melhorar. Mais poesias, músicas, vídeos e histórias em menos tempo, beleza? Eu devo ter uma centena de poesias em cadernos espalhados por aí, pelo menos. Prometo resgatá-las.
Um grande abraço a todos. E por favor, deixem seu parecer aqui, sempre que quiserem, porque eu quero saber quem são vocês, e não adivinhar. ;)
De quanto em quanto tempo você costuma visitar o Progresso?
1 - Em 2 anos de blog, temos 24 meses.
2 - Dividindo o número de visitas pelo número de dias, tenho pouco mais de 15 visitas por dia.
3 - Tenho um pouco menos de 2 anos de blog, portanto são quase 20 visitas por dia a esse lugarzinho.
4 - 20 visitas por dia... Sendo um blog, concluo que a maior parte dos visitantes seja recorrente. São pessoas que já conhecem e gostam - provavelmente você. Como não é um tipo de material encontrado em qualquer lugar, acho que o público que vem aqui é bem fiel mesmo.
Dessas 15 a 20 visitas diárias, pode ser que haja vários sites com robôs na internet que vasculham as páginas por aí - inclusive as minhas. então, vamos reduzir essa quantidade de visitas pra entre 5 e 10 pessoas REAIS por dia. Essas 5 a 10 pessoas reais entram no Progresso TODO DIA. Vamos supor a média de 7 pessoas. Eu, particularmente, o visito muito pouco, porque recebo os posts e comentários via e-mail.
Curiosidade: tenho uma amiga que conheceu o blog através de um amigo dela de Minas Gerais. Essa amiga indicou o meu blog pra um amigão meu, e depois ele nos apresentou. Quer dizer, se o mundo é pequeno, o mundo virtual consegue ser menor. E eu até hoje não tenho idéia de quem seja esse cara de Minas. Se você estiver lendo, muito obrigado pela propaganda positiva! ;D
Outro indício interessante: outro dia, postaram um comentário absurdo e abusivo, totalmente agressivo em um de meus textos. Sempre pensei que meus leitores fossem pessoas próximas. Essas pessoas próximas geralmente são polidas o suficiente para não fazerem comentários tão feiosos. Para haver pelo menos um mal educado que diretamente me ofendesse, o número de leitores não deve ser tão baixo assim. Era um tal de Pedro. Não sei se usou pseudônimo, mas também não me interessa saber, já apaguei o comentário. Esse cara me ajudou a saber que existem pessoas bem distantes de mim que se dão ao trabalho de ler os textos. Obrigado, Pedro. Ah, se você não gosta dos textos, faça uma crítica, e não uma ofensa. Ou, por favor, entre em contato direto comigo, de preferência de maneira que possamos falar um com o outro. Aí na página tem tudo: email, orkut e msn. É só adicionar. :)
Mais uma pista: às vezes eu esbarro com gente que diz que lê sempre o blog, mas que não comenta porque não se sente à vontade. São pessoas que me conhecem de vista, e até amigos que eu não esperava que lessem. Essas pessoas conhecem os posts, e às vezes lembram de histórias que eu mesmo esqueci que coloquei online.
Queridíssimo leitor, você, com certeza, não entra todo santo dia aqui, certo? Então, supondo que me visite uma vez a cada duas semanas (alguns mais, outros menos), são 7 pessoas diferentes a cada 14 dias. Em 14 dias, 7 pessoas diferentes por dia dão quase 100 pessoas.
100 leitores... Em se tratando de alguém que não cuida muito bem de seus textos, eu até que estou me saindo bem. Não esperava tanto interesse assim de vocês! :-)
Conclusão: eu acho que tenho que cuidar um pouco melhor das minhas historinhas e poesias. Porque vocês certamente não entram aqui pra ler posts repetidos, correto? Então, mil desculpas pela decepção que lhes causo toda vez que entram aqui e não vêem posts novos.
Vou me esforçar pra melhorar. Mais poesias, músicas, vídeos e histórias em menos tempo, beleza? Eu devo ter uma centena de poesias em cadernos espalhados por aí, pelo menos. Prometo resgatá-las.
Um grande abraço a todos. E por favor, deixem seu parecer aqui, sempre que quiserem, porque eu quero saber quem são vocês, e não adivinhar. ;)
De quanto em quanto tempo você costuma visitar o Progresso?
segunda-feira, setembro 18, 2006
Retoques Inúteis
Pode dizer até que eu não saiba trabalhar em equipe
Mas é isso: eu não nasci mesmo pra ser pau mandado
Não vim aqui pra agradar, nem pra desagradar
Muito menos pra ser rascunho da vontade dos outros
"Ajeita isso porque não ficou bom"
"Agora volta, porque também não ficou legal"
Se for por gosto, vai pro fosso, que eu tenho o meu
Se não tirarmos um ponto médio, eu tou fora
Se for propriedade minha, somente, não meta o bico
E se for só pra dizer que participou,
É melhor sorrir apenas, que eu dou até crédito de co-autor
Por orgulho, nem me chame, que eu vou rir
Não tenho vocação pra capacho

E Quarta Feira, dia 20, Manu no Letras de Ipanema, às 21:30. Espero vocês por lá!
Mas é isso: eu não nasci mesmo pra ser pau mandado
Não vim aqui pra agradar, nem pra desagradar
Muito menos pra ser rascunho da vontade dos outros
"Ajeita isso porque não ficou bom"
"Agora volta, porque também não ficou legal"
Se for por gosto, vai pro fosso, que eu tenho o meu
Se não tirarmos um ponto médio, eu tou fora
Se for propriedade minha, somente, não meta o bico
E se for só pra dizer que participou,
É melhor sorrir apenas, que eu dou até crédito de co-autor
Por orgulho, nem me chame, que eu vou rir
Não tenho vocação pra capacho
E Quarta Feira, dia 20, Manu no Letras de Ipanema, às 21:30. Espero vocês por lá!
domingo, setembro 10, 2006
Manu - De Tanto Amorrrrrrrr
Olha aqui o que acontece no show. Lembre-se: ainda há outras três quartas-feiras. Aproveite enquanto dura. Letras & Expressões de Ipanema, esquina da Visconde com a Vinícius, às 21hrs. :)
sábado, setembro 09, 2006
L'Au-Delà
Neste tesouro, descobri um mundo, muito bem encontrado
Que não tinha nem sabido da existência
Tudo isso numa flor que nasceu na Terra
Alguém que não é daqui,
Que não devia ter encarnado
Quiçá eu não a tenha achado, mas sim,
Talvez pelo princípio desconhecido da existência
Tenhamos nos tornado um do outro?
Quem sabe se, por ignorância sobre o que há em l'au-delà,
Pensamos que fosse o acaso?
Tanta ternura e sensibilidade não podem ser comportados
Por uma mulher tão simples em um corpo de carne e osso formado
Tanta alma, tanta luz e tanto ardor
Deixam esta mulher, no extremo da sensibilidade,
Em um estado de permanente calor
Seu beijo evoca o mais perfeito paraíso
Sua voz a mais divina adoração entoada
O que a trouxe aqui? Com qual fim?
Ainda não sei explicar, e penso que possa ter vindo por engano
Trazida no lugar de outrem que, de imperfeita, fosse d'antes destinada a mim
Sempre em tempo: Quarta-feira tem Manu, na Letras & Expressões, às 21:30 :)
Saudade, torrente de paixão...
Que não tinha nem sabido da existência
Tudo isso numa flor que nasceu na Terra
Alguém que não é daqui,
Que não devia ter encarnado
Quiçá eu não a tenha achado, mas sim,
Talvez pelo princípio desconhecido da existência
Tenhamos nos tornado um do outro?
Quem sabe se, por ignorância sobre o que há em l'au-delà,
Pensamos que fosse o acaso?
Tanta ternura e sensibilidade não podem ser comportados
Por uma mulher tão simples em um corpo de carne e osso formado
Tanta alma, tanta luz e tanto ardor
Deixam esta mulher, no extremo da sensibilidade,
Em um estado de permanente calor
Seu beijo evoca o mais perfeito paraíso
Sua voz a mais divina adoração entoada
O que a trouxe aqui? Com qual fim?
Ainda não sei explicar, e penso que possa ter vindo por engano
Trazida no lugar de outrem que, de imperfeita, fosse d'antes destinada a mim
Sempre em tempo: Quarta-feira tem Manu, na Letras & Expressões, às 21:30 :)
Saudade, torrente de paixão...
quarta-feira, agosto 30, 2006
Show da Manu, na Letras & Expressões de Ipanema
É imperdível! :)
Dois violonistas vão acompanhá-la. O set list varia de samba ao pop, todos com excelentes arranjos.
Como eu sou meio suspeito pra falar, ó a voz da Manuzinha aqui:
Tudo Bem - Lulu Santos
Gracias A La Vida
Data: Quarta-feira, 6 de Setembro de 2006
Hora: 21:00
Local: Letras & Expressões - IPANEMA - RJ - Rua Visconde de Pirajá 276
Tel: (0xx 21)2521-6110
Cidade: Maravilhosa (Rio, é claro)
Preço: ainda não sabemos :-P
Dois violonistas vão acompanhá-la. O set list varia de samba ao pop, todos com excelentes arranjos.
Como eu sou meio suspeito pra falar, ó a voz da Manuzinha aqui:
Tudo Bem - Lulu Santos
Gracias A La Vida
Data: Quarta-feira, 6 de Setembro de 2006
Hora: 21:00
Local: Letras & Expressões - IPANEMA - RJ - Rua Visconde de Pirajá 276
Tel: (0xx 21)2521-6110
Cidade: Maravilhosa (Rio, é claro)
Preço: ainda não sabemos :-P
terça-feira, agosto 29, 2006
Vegetarianice Não É Para Todos
Oi, Ana e Cassino :)
Eu não vim Sexta nem Segunda, e não avisei que não viria... Bom, segue a explicação (ia conversar com os dois pessoalmente, mas acabei falando apenas com o Cassino).
Ultimamente eu estive com crises alérgicas e surgimento de herpes bem freqüentes. Finalmente, tenho um diagnóstico preciso: eu estava com baixa imunológica, causada pela minha vegetarianice. ;-(
Ou seja: voltei a comer todos os tipos de carne novamente. Inclusive a carne vermelha, que "reza a lenda", é essencial pra mim. :-P
Me recomendaram que lesse o livro A Dieta do Tipo Sangüineo, e qual não foi a surpresa ao começar a ler: uma das primeiras dicas para meu tipo sangüíneo (tipo O) é que a carne vermelha é o primeiro item da lista relacionado à minha imunidade. Mas não é só isso: eu também tenho certa intolerância a lactose e grãos (!!!)
Resumindo: durante oito meses, eu estava fazendo tudo ao contrário - e morri de rir quando cheguei a essa conclusão. O exame de sangue estava ok para alguns fatores, mas o de imunidade estava severamente comprometido! Bom, o único de vários médicos que me pediu o exame de imunidade foi o alergista... Bem que a Ana me disse que eu devia "continuar minha procura" :-)
Ainda hoje, tenho que ir mais uma vez ao médico (felizmente os problemas estão desaparecendo), e resolvi que devo tirar também minhas tão "desnecessárias" férias, pra me dar um tempo de repouso. Não se preocupem, conversaremos melhor sobre esse assunto depois.
Abraços,
Rodrigo.
Aqui segue uma breve referência sobre o autor:
Peter D'Adamo
PS: Dona Autamira, Mamãe e Lilian tinham mesmo razão...
Eu não vim Sexta nem Segunda, e não avisei que não viria... Bom, segue a explicação (ia conversar com os dois pessoalmente, mas acabei falando apenas com o Cassino).
Ultimamente eu estive com crises alérgicas e surgimento de herpes bem freqüentes. Finalmente, tenho um diagnóstico preciso: eu estava com baixa imunológica, causada pela minha vegetarianice. ;-(
Ou seja: voltei a comer todos os tipos de carne novamente. Inclusive a carne vermelha, que "reza a lenda", é essencial pra mim. :-P
Me recomendaram que lesse o livro A Dieta do Tipo Sangüineo, e qual não foi a surpresa ao começar a ler: uma das primeiras dicas para meu tipo sangüíneo (tipo O) é que a carne vermelha é o primeiro item da lista relacionado à minha imunidade. Mas não é só isso: eu também tenho certa intolerância a lactose e grãos (!!!)
Resumindo: durante oito meses, eu estava fazendo tudo ao contrário - e morri de rir quando cheguei a essa conclusão. O exame de sangue estava ok para alguns fatores, mas o de imunidade estava severamente comprometido! Bom, o único de vários médicos que me pediu o exame de imunidade foi o alergista... Bem que a Ana me disse que eu devia "continuar minha procura" :-)
Ainda hoje, tenho que ir mais uma vez ao médico (felizmente os problemas estão desaparecendo), e resolvi que devo tirar também minhas tão "desnecessárias" férias, pra me dar um tempo de repouso. Não se preocupem, conversaremos melhor sobre esse assunto depois.
Abraços,
Rodrigo.
Aqui segue uma breve referência sobre o autor:
Peter D'Adamo
PS: Dona Autamira, Mamãe e Lilian tinham mesmo razão...
quinta-feira, agosto 24, 2006
Beijo Doce
Essa boca tão quente, só tua
Esses lábios macios só teus
Que são meus
Esse beijo apegado
Devagar bem colado
Repleto de atrito, carinho e amor
Vem, que a minha língua
É chocolate que a tua procura
Vem, que se beijar com vontade
Vai sentir o sabor
E no ventre o calor
Que vai marcar a lembrança
Vem, que eu sou o amoroso
Que quer te levar pelos ares
Vem, que o doce não tem fim
É leve, suave, intenso, gostoso
Você não vai enjoar
Tou começando a fazer uns experimentos com métricas. Esse aí foi um dos primeiros, mas ainda tá um pouco tosco. Tenho outros muito melhores. Aí, vou poder fazer música com tudo o que eu quiser escrever :)
Esses lábios macios só teus
Que são meus
Esse beijo apegado
Devagar bem colado
Repleto de atrito, carinho e amor
Vem, que a minha língua
É chocolate que a tua procura
Vem, que se beijar com vontade
Vai sentir o sabor
E no ventre o calor
Que vai marcar a lembrança
Vem, que eu sou o amoroso
Que quer te levar pelos ares
Vem, que o doce não tem fim
É leve, suave, intenso, gostoso
Você não vai enjoar
Tou começando a fazer uns experimentos com métricas. Esse aí foi um dos primeiros, mas ainda tá um pouco tosco. Tenho outros muito melhores. Aí, vou poder fazer música com tudo o que eu quiser escrever :)
segunda-feira, agosto 21, 2006
Explica a Diversão
O homem ainda é muito jovenzinho
Pra saber que, na vida,
As maiores armadilhas não existem
O dia em que se entregar
E parar de pensar no porquê
Vai sossegar e usufruir do que é bom
O dia em que o homem aprender
O que é realmente gostar de viver
Vai crescer como uma árvore
Vai dar frutos de felicidade
O dia em que o homem
Entender que não há escapatória
Vai compreender também
Que não deve temer
O ciclo natural das coisas
Porque tudo é assim mesmo
Do jeito que você já sabe
Sem explicação, sem motivo
Porque esse papo de explicar
Foi algo que nós, homens jovenzinhos,
Inventamos pra nos divertir
Pra saber que, na vida,
As maiores armadilhas não existem
O dia em que se entregar
E parar de pensar no porquê
Vai sossegar e usufruir do que é bom
O dia em que o homem aprender
O que é realmente gostar de viver
Vai crescer como uma árvore
Vai dar frutos de felicidade
O dia em que o homem
Entender que não há escapatória
Vai compreender também
Que não deve temer
O ciclo natural das coisas
Porque tudo é assim mesmo
Do jeito que você já sabe
Sem explicação, sem motivo
Porque esse papo de explicar
Foi algo que nós, homens jovenzinhos,
Inventamos pra nos divertir
sexta-feira, agosto 18, 2006
Naquela Mesa
Interpretada por mim mesmo :)
Gravação rapidinha lá em casa, só pra deixar registrada. Estou aprendendo a mixar melhor, uma pena que o instrumental não ficou tão bom - e o microfone que comprei é uma bosta ;P
quarta-feira, agosto 16, 2006
Tá Faltando Ele
Quando estivemos em Araruama, para o casamento do meu amigo Noronha, todos, sem exceção, lembraram do nosso querido amigo Márcio.
Ao conversar com a Manuzinha e sua família, quantas vezes já não ouvi as histórias de Fernando, meu sogro.
É com muita saudade que ponho aqui uma música que me faz lembrar desses putos, que não mandam muitas notícias. Gostaria muito de saber se eles não estão dividindo a mesma mesa, em algum lugar.
Naquela Mesa - Sérgio Bittencourt
Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim
Ao conversar com a Manuzinha e sua família, quantas vezes já não ouvi as histórias de Fernando, meu sogro.
É com muita saudade que ponho aqui uma música que me faz lembrar desses putos, que não mandam muitas notícias. Gostaria muito de saber se eles não estão dividindo a mesma mesa, em algum lugar.
Naquela Mesa - Sérgio Bittencourt
Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim
sexta-feira, agosto 11, 2006
Ode Ao Malandro
Malandro é aquele
Que compra tudo o que não pode
Escorrega no crédito, tropeça nos juros
E vive com uma corrente pesada
Pendurada no pescoço
Quando vai embora,
O malvado deixa de sobra
Conta e prestação
Casas Bahia, Copa e TV de plasma
O malandro acha que tá por cima
Tem carrinho de luxo com som que ensurdece
Sempre um copo de cerva na mão
Sempre uma carninha na brasa
Tudo pra forrar seu espaço com a mulherada frenética
Malandro que é malandro tem um monte de amô
Porque não sabe escrever
Se estrepa nas ligações, e esconde o celular
Malandro que é malandro
Deixa faltar o prato na mesa
Já diz o nome: mal homem
Ele, mamulengo, vai no sapato
Esconder suas injúrias na putaria
Não dorme direito, porque vive estressado
Malandro que é malandro
Esquece a família pra ficar com os amigos
Malandro que é malandro é isso
Carioca de praia, samba e cerva
Pele queimada, alma preta
Toma banho de sal grosso
Chega em casa e cai na cama com cheiro de cana
Malandro que é malandro não estuda, faz bico
Bico pra vida, bico pro trabalho, bico pros filhos
Malandro que é malandro
Arruma sempre uma briguinha,
Tem sempre um amigo mais sarado, malhador
Usa o papo pra esquivar
Se garante nos outro pra bater
Ou no três oitão, porque medo tem que meter
Malandro que é malandro conhece puliça
Bate no peito pra dizer que é fichado
Fuma um, já dormiu no cárcere uma noitinha,
Serviu no Exército e conhece fuzil
O malandro bate mesmo só na mulher
Que, pra ficar com o puto, só gostando de apanhar
Tem mulher que gosta mesmo de sofrer
É, malandro, de bom tu num tem nada
Tu parece, mas não é,
És burro pra cacete, não sabes ser feliz
Que compra tudo o que não pode
Escorrega no crédito, tropeça nos juros
E vive com uma corrente pesada
Pendurada no pescoço
Quando vai embora,
O malvado deixa de sobra
Conta e prestação
Casas Bahia, Copa e TV de plasma
O malandro acha que tá por cima
Tem carrinho de luxo com som que ensurdece
Sempre um copo de cerva na mão
Sempre uma carninha na brasa
Tudo pra forrar seu espaço com a mulherada frenética
Malandro que é malandro tem um monte de amô
Porque não sabe escrever
Se estrepa nas ligações, e esconde o celular
Malandro que é malandro
Deixa faltar o prato na mesa
Já diz o nome: mal homem
Ele, mamulengo, vai no sapato
Esconder suas injúrias na putaria
Não dorme direito, porque vive estressado
Malandro que é malandro
Esquece a família pra ficar com os amigos
Malandro que é malandro é isso
Carioca de praia, samba e cerva
Pele queimada, alma preta
Toma banho de sal grosso
Chega em casa e cai na cama com cheiro de cana
Malandro que é malandro não estuda, faz bico
Bico pra vida, bico pro trabalho, bico pros filhos
Malandro que é malandro
Arruma sempre uma briguinha,
Tem sempre um amigo mais sarado, malhador
Usa o papo pra esquivar
Se garante nos outro pra bater
Ou no três oitão, porque medo tem que meter
Malandro que é malandro conhece puliça
Bate no peito pra dizer que é fichado
Fuma um, já dormiu no cárcere uma noitinha,
Serviu no Exército e conhece fuzil
O malandro bate mesmo só na mulher
Que, pra ficar com o puto, só gostando de apanhar
Tem mulher que gosta mesmo de sofrer
É, malandro, de bom tu num tem nada
Tu parece, mas não é,
És burro pra cacete, não sabes ser feliz
segunda-feira, agosto 07, 2006
O Final de Semana Foi O Primeiro Capítulo
Tudo muito lindo. Casamento perfeito. Em breve, as fotos no flog.
>> É isso mesmo... Essa é a mulher ao lado de quem ficarei por toda minha vida.
Existe Uma Saudade
Que não cala, uma vez que ganha voz
Quem sofre de solidão
Tanto o faz que se acostuma
Acaba achando bom
Mas você me cura
E por isso eu não te esqueço
Lembrar é saber que estou vivo
Te sentir é saber que estou aqui
Viver essa roda gigante
Descobrir-se maior a cada manhã
Essa é a saúde
Dos curados da solidão
Quem ainda sofre, se encolhe
No cantinho, quieto,
Pode até dizer que é feliz
Pode até se sentir bem e se iludir
Dentro do seu pequenino cercado
De ignorância e arame farpado
Mas não me engana,
Porque já estive nesse vil nevoeiro
Onde só podemos enxergar o que é nosso
O que é próximo, o que é próprio
O próximo é pra quem vivemos
Pois afinal, quando morrermos
O que vamos deixar, senão lições
E tudo mais que algum dia
Achamos que tivemos?
O que deseja ouvir no dia da sua partida?
Prefere a alegria dos escarnecedores?
A pena dos covardes apunhaladores?
Ou as juras daqueles que te amam?
Preferirá que digam
Que foi sempre um homem
Bem sucedido e só?
Ou quem sabe alguém que ama
A vida, as pessoas, o mundo
E tudo o que há ao redor?
Prefere sentir de uma vez o sabor que há?
Ou prefere se privar,
Em busca da utópica e impraticável doçura?
Por que não separar o que é bom
E melhorar a cada manhã?
Por que não fazer de hoje uma experiência
Melhor que a de ontem?
Aproveite o dia, eles dizem
Mas eu retoco:
Aproveite o dia de hoje
Melhor do que aproveitou o dia anterior
>> É isso mesmo... Essa é a mulher ao lado de quem ficarei por toda minha vida.
Existe Uma Saudade
Que não cala, uma vez que ganha voz
Quem sofre de solidão
Tanto o faz que se acostuma
Acaba achando bom
Mas você me cura
E por isso eu não te esqueço
Lembrar é saber que estou vivo
Te sentir é saber que estou aqui
Viver essa roda gigante
Descobrir-se maior a cada manhã
Essa é a saúde
Dos curados da solidão
Quem ainda sofre, se encolhe
No cantinho, quieto,
Pode até dizer que é feliz
Pode até se sentir bem e se iludir
Dentro do seu pequenino cercado
De ignorância e arame farpado
Mas não me engana,
Porque já estive nesse vil nevoeiro
Onde só podemos enxergar o que é nosso
O que é próximo, o que é próprio
O próximo é pra quem vivemos
Pois afinal, quando morrermos
O que vamos deixar, senão lições
E tudo mais que algum dia
Achamos que tivemos?
O que deseja ouvir no dia da sua partida?
Prefere a alegria dos escarnecedores?
A pena dos covardes apunhaladores?
Ou as juras daqueles que te amam?
Preferirá que digam
Que foi sempre um homem
Bem sucedido e só?
Ou quem sabe alguém que ama
A vida, as pessoas, o mundo
E tudo o que há ao redor?
Prefere sentir de uma vez o sabor que há?
Ou prefere se privar,
Em busca da utópica e impraticável doçura?
Por que não separar o que é bom
E melhorar a cada manhã?
Por que não fazer de hoje uma experiência
Melhor que a de ontem?
Aproveite o dia, eles dizem
Mas eu retoco:
Aproveite o dia de hoje
Melhor do que aproveitou o dia anterior
segunda-feira, julho 31, 2006
Início da Nova Temporada
Eu entrei em um novo nível de existência. Agora sou duas pessoas. Ganhei novos tios, amigos, parentes, pai, mãe, irmãos, avó e tudo. Minhas responsabilidades aumentaram, minha felicidade tá lá em cima, e atingiu um recorde estatístico. Foi como eu disse: antes eu era felizinho. Agora, sinto que "felizão" não comporta mais esse sentimento tão superlativo. ;)
E no final de semana que vem, um grande amigo vai casar. Bom, três amigos vão se casar, mas eu só vou poder ir a um dos casamentos - o do amigo de infância. Nesse, eu vou ser padrinho. E ela vai estar comigo, linda como sempre :-)
Felicidade e Tal
Quem vê a vida como uma guerra
Lutará pra sempre
Mas quem vê a vida como um parque
Terá sempre novos brinquedos e diversões
Felicidade é assim:
Se você acha que não tem,
Tente olhar de novo.
E lembre-se:
Um bom começo
É o começo de uma boa coisa

Ainda, pra finalizar, um trecho de uma poesia do Vinícius, que já postei aqui anteriormente (sempre bom relembrar):
Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor
E no final de semana que vem, um grande amigo vai casar. Bom, três amigos vão se casar, mas eu só vou poder ir a um dos casamentos - o do amigo de infância. Nesse, eu vou ser padrinho. E ela vai estar comigo, linda como sempre :-)
Felicidade e Tal
Quem vê a vida como uma guerra
Lutará pra sempre
Mas quem vê a vida como um parque
Terá sempre novos brinquedos e diversões
Felicidade é assim:
Se você acha que não tem,
Tente olhar de novo.
E lembre-se:
Um bom começo
É o começo de uma boa coisa
Ainda, pra finalizar, um trecho de uma poesia do Vinícius, que já postei aqui anteriormente (sempre bom relembrar):
Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor
quinta-feira, julho 20, 2006
Circense
Tenho 7 vídeos das apresentações do Cirque du Soleil. Você acha muito? Ainda falta um monte. Então, ouve essa: estou tendo aulas de acrobacia aérea (!) no Jardim Botânico. Comecei na Terça à noite. Porque, afinal, se eu gostei tanto, por que não tentar aprender um pouco também?? :)
Fica uma poesia minha pra Manu:
Diálogo
Nada foi removido
Durante o processamento da sua pessoa, meu amor
Nem o coração
Nem a alma, nem o bom humor
Nem o rostinho, nem a elegância
Nem esse jeito performático
Cheio de gestos de ser
Jeito de quem fala com as mãos
De quem tem carinhos incansáveis
Nem o sorriso foi tirado
Nem essa gostosura toda
(Olha, vc é gostosa mesmo)
Nem esse jeito de olhar
Nem o cabelão cheiroso
Nada foi removido
Durante o processamento da sua pessoa, Emmanuele
Nem a boa educação,
Nem os bons valores morais
Toda muito amável
Mulher integral, com todas as letras, vitaminas,
Sais minerais, bom gosto e bom beijo
Linda!
Fica uma poesia minha pra Manu:
Diálogo
Nada foi removido
Durante o processamento da sua pessoa, meu amor
Nem o coração
Nem a alma, nem o bom humor
Nem o rostinho, nem a elegância
Nem esse jeito performático
Cheio de gestos de ser
Jeito de quem fala com as mãos
De quem tem carinhos incansáveis
Nem o sorriso foi tirado
Nem essa gostosura toda
(Olha, vc é gostosa mesmo)
Nem esse jeito de olhar
Nem o cabelão cheiroso
Nada foi removido
Durante o processamento da sua pessoa, Emmanuele
Nem a boa educação,
Nem os bons valores morais
Toda muito amável
Mulher integral, com todas as letras, vitaminas,
Sais minerais, bom gosto e bom beijo
Linda!
segunda-feira, julho 17, 2006
Infinitude
E se toda a vida
For apenas o sonho
Daqueles que vivem eternamente?
Pois então não importa o futuro
Não me importa quantos dias a mais
Estará aqui comigo
Importa-me agora o agora
Vale-me tuas palavras
E teu abraço, que tenho
Vale-me teu sorriso amplo
E essa saudade franca
Que morre nos teus braços
Ao passo que eu morro de paixão
Pois então, não me importa o futuro
Mas importa que agora
Posso te imaginar ao meu lado pra sempre
Alimenta a alma a infinitude instantânea
Vai ver, fora deste mundo
Jazemos eu e você,
Deitados lado a lado,
Vivendo eternamente juntos,
Sonhando o mesmo sonho.

Eu estou viciado em Cirque Du Soleil.
For apenas o sonho
Daqueles que vivem eternamente?
Pois então não importa o futuro
Não me importa quantos dias a mais
Estará aqui comigo
Importa-me agora o agora
Vale-me tuas palavras
E teu abraço, que tenho
Vale-me teu sorriso amplo
E essa saudade franca
Que morre nos teus braços
Ao passo que eu morro de paixão
Pois então, não me importa o futuro
Mas importa que agora
Posso te imaginar ao meu lado pra sempre
Alimenta a alma a infinitude instantânea
Vai ver, fora deste mundo
Jazemos eu e você,
Deitados lado a lado,
Vivendo eternamente juntos,
Sonhando o mesmo sonho.
Eu estou viciado em Cirque Du Soleil.
quinta-feira, julho 13, 2006
Você sabe o que é RSS?
Negocinho extremamente útil. Recomendo para todos.
Com o RSS, você pode:Tutorial completo Aqui!
- Receber, separadamente, todos os posts de blogs dos seus amigos ASSIM que eles colocarem coisas novas nas páginas
- Se for torcedor do Figueirense, receber as notícias do clube que entrarem no canal de Esportes;
- Por meio de filtros, ter acesso as notícias sobre a "Nasa" que entrarem no canal de Ciência.
terça-feira, julho 11, 2006
Quando Estamos Perdidos
A gente sempre se transfere um pouco
Para o corpo da pessoa querida
E com isso, transferimos também a ela
Um pedaço da nossa responsabilidade
De nos fazer feliz
Quando, e se, somos abandonados,
Esse pedaço de alegria se perde
Não nos sentimos culpados, mas traídos
Por nosso próprio erro
Essa ansiedade infantil
De estar perto de quem amamos
É natural, mas não podemos perder de vista
Que todo momento deve ser usufruído
Com tudo o que pudermos viver
Para que não nos sintamos desalmados
Para que não fiquemos angustiados
Para que estejamos saciados
E pra que a lembrança seja
Quando nos transferimos um pouco
Àqueles que tanto queremos
Julgamos muito mal um inocente
E nos traímos nós mesmos

Eu tou amarradão demais no CD do Raphael Rabello com a Amélia Rabello, chamado Todas as Canções. É demais mesmo, tou ouvindo no repeat sem me cançar... Há quase duas semanas.
É claro, há uma outra música que não sai da coleção: Gracias a la Vida, interpretada pela Manu. Sim, sim, foi aquela mesma que eu coloquei online, agora com o link pra baixar.
Para o corpo da pessoa querida
E com isso, transferimos também a ela
Um pedaço da nossa responsabilidade
De nos fazer feliz
Quando, e se, somos abandonados,
Esse pedaço de alegria se perde
Não nos sentimos culpados, mas traídos
Por nosso próprio erro
Essa ansiedade infantil
De estar perto de quem amamos
É natural, mas não podemos perder de vista
Que todo momento deve ser usufruído
Com tudo o que pudermos viver
Para que não nos sintamos desalmados
Para que não fiquemos angustiados
Para que estejamos saciados
E pra que a lembrança seja
Quando nos transferimos um pouco
Àqueles que tanto queremos
Julgamos muito mal um inocente
E nos traímos nós mesmos
Eu tou amarradão demais no CD do Raphael Rabello com a Amélia Rabello, chamado Todas as Canções. É demais mesmo, tou ouvindo no repeat sem me cançar... Há quase duas semanas.
É claro, há uma outra música que não sai da coleção: Gracias a la Vida, interpretada pela Manu. Sim, sim, foi aquela mesma que eu coloquei online, agora com o link pra baixar.
quarta-feira, julho 05, 2006
Corcovado - by Myself ;-)
Primeira gravação mais ou menos decente feita em casa.
Críticas:
1 - Muito reverb na voz (você vai entender quando ouvir)
2 - O assobio está muito alto comparado aos outros instrumentos
Pontos Legais:
1 - Tou aprendendo a usar a captação dos mics sem ter muito ruído
2 - A respiração que foi usada como percursão de fundo às vezes parece ter barulho de mar
3 - Tem um chocalho muito de leve, que também foi feito com a boca
Críticas:
1 - Muito reverb na voz (você vai entender quando ouvir)
2 - O assobio está muito alto comparado aos outros instrumentos
Pontos Legais:
1 - Tou aprendendo a usar a captação dos mics sem ter muito ruído
2 - A respiração que foi usada como percursão de fundo às vezes parece ter barulho de mar
3 - Tem um chocalho muito de leve, que também foi feito com a boca
terça-feira, julho 04, 2006
Elasmossauro
Ele abriu um terminal e lá estavam as três lacunas que deveriam ser preenchidas: usuário, senha e nome do banco de dados.
"Não me lembro do que tenho que preencher".
Com um pouco de esforço, trouxe à lembrança o nome do usuário: "zeus". A senha era fácil. Projetos internos sempre recebiam como senha o mesmo usuário, seguido de dois zeros: "zeus00". Mas sabia que estes dados estavam inválidos. Com um pouco mais de esforço, lembrou-se de que os dados haviam mudado. A segunda combinação de usuário e senha só haviam sido utilizados uma única vez.
"Ih, caramba... Vou ter que me lembrar do que eram. Não anotei em lugar nenhum."
Fechou os olhos. Com uma busca em seu consciente, encontrou o caminho. Entre paus, pedras, castelos, canetas e tudo o mais que seu cérebro pudesse associar de informações inúteis. Escavou do fundo de seu baú mental os usuários e senhas mais recentes: "zeusproj". Era a mesma palavra para usuário e senha.
"Ok. Mas agora falta o principal. O nome do banco de dados."
Esta informação não havia mudado. Ele resolveu testar seus novos poderes. Fechou os olhos, a fim de enxergar melhor dentro de si. "Elasmossauro", "endívias gratinadas", "tecnologia". Eram termos totalmente fora de cogitação. Mas a palavra estava lá. Começou a lembrar de sua colega de projeto. Ela sabia muito bem sobre este banco de dados, já que era sua mantenedora. Das duas ou três vezes que o acessara, perguntou-lhe rapidamente o nome, sem lhe dar muita atenção.
"Isso vai ser bastante difícil".
Ele focou sua consciência. Debruçou a cabeça sobre suas mãos. Os cotovelos estavam apoiados em cima da mesa. Reajustou o ritmo respiratório, a fim de bombear mais sangue para seu cérebro.
"Eu sei que a palavra está por aqui".
"Acidente", "gestação", "ponto de impacto", "terremoto"... Nada que encontrava tinha qualquer relação óbvia com objeto procurado em seu bagunçado quarto de lembranças. Aos poucos, sentiu que as veias de sua testa estavam inchando. Mas não devia prestar atenção nestes pequenos pontos de dispersão. Devia perceber seu interior. Aumentou o ritmo respiratório, a fim de melhorar a oxigenação. Lembrou-se que outras pessoas pronunciavam esta mesma palavra com freqüência, para designar um dos conceitos do projeto.
"Quase lá, quase lá. Elasmossauro, elasmossauro..."
Em um rompante, abriu os olhos e olhou o google, buscando por palavras similares. Sabia que, a essa altura, se encontrasse a palavra escrita em algum lugar, reconheceria. Mas ela não estava em texto algum. Minutos depois, voltou, e demorou algum tempo antes de chegar ao mesmo estágio no qual havia abandonado sua busca mental.
"Ora, ora... Se alguém me disser o nome do banco, é claro que eu vou dizer que já sabia. Ele vai ter que sair daqui."
Em mais alguns instantes, iniciou os exercícios de contrações, ou Bandhas. Em breve, a energia concentrada subiria para sua cabeça. Quando sentiu a maior clareza em seus pensamentos, teve a nítida sensação: era questão de tempo até que lembrasse a palavra.
"Pronto. Daqui a pouco eu vou lembrar a bendita palavra."
Voltou a olhar as coisas à sua volta. A sensação de executar essas façanhas era sempre a de visitar um mundo paralelo, que só existia dentro de si. Enquanto clicava e escrevia coisas em sua área de trabalho, sorriu sozinho e percebeu claramente, como uma garrafa tampada que chega à superfície do mar de águas turvas, a mensagem que buscou como afinco.
"Sismografia".
Ao preencher os dados das lacunas em branco, viu-se apreensivo. Clicou no botão "OK", e após alguns instantes o terminal emitia a mensagem:
> Connected.
Feliz da vida, chamou um dos seus colegas de trabalho para comentar o fato. Antes de mencionar toda a história, disse que havia esquecido o nome do banco de dados. Seu colega prontamente respondeu:
"Todos os projetos usam o banco de dados sismografia."
Agradeceu polidamente, voltou completamente sem graça à sua mesa e resolveu não contar coisa alguma a ninguém.
"Não me lembro do que tenho que preencher".
Com um pouco de esforço, trouxe à lembrança o nome do usuário: "zeus". A senha era fácil. Projetos internos sempre recebiam como senha o mesmo usuário, seguido de dois zeros: "zeus00". Mas sabia que estes dados estavam inválidos. Com um pouco mais de esforço, lembrou-se de que os dados haviam mudado. A segunda combinação de usuário e senha só haviam sido utilizados uma única vez.
"Ih, caramba... Vou ter que me lembrar do que eram. Não anotei em lugar nenhum."
Fechou os olhos. Com uma busca em seu consciente, encontrou o caminho. Entre paus, pedras, castelos, canetas e tudo o mais que seu cérebro pudesse associar de informações inúteis. Escavou do fundo de seu baú mental os usuários e senhas mais recentes: "zeusproj". Era a mesma palavra para usuário e senha.
"Ok. Mas agora falta o principal. O nome do banco de dados."
Esta informação não havia mudado. Ele resolveu testar seus novos poderes. Fechou os olhos, a fim de enxergar melhor dentro de si. "Elasmossauro", "endívias gratinadas", "tecnologia". Eram termos totalmente fora de cogitação. Mas a palavra estava lá. Começou a lembrar de sua colega de projeto. Ela sabia muito bem sobre este banco de dados, já que era sua mantenedora. Das duas ou três vezes que o acessara, perguntou-lhe rapidamente o nome, sem lhe dar muita atenção.
"Isso vai ser bastante difícil".
Ele focou sua consciência. Debruçou a cabeça sobre suas mãos. Os cotovelos estavam apoiados em cima da mesa. Reajustou o ritmo respiratório, a fim de bombear mais sangue para seu cérebro.
"Eu sei que a palavra está por aqui".
"Acidente", "gestação", "ponto de impacto", "terremoto"... Nada que encontrava tinha qualquer relação óbvia com objeto procurado em seu bagunçado quarto de lembranças. Aos poucos, sentiu que as veias de sua testa estavam inchando. Mas não devia prestar atenção nestes pequenos pontos de dispersão. Devia perceber seu interior. Aumentou o ritmo respiratório, a fim de melhorar a oxigenação. Lembrou-se que outras pessoas pronunciavam esta mesma palavra com freqüência, para designar um dos conceitos do projeto.
"Quase lá, quase lá. Elasmossauro, elasmossauro..."
Em um rompante, abriu os olhos e olhou o google, buscando por palavras similares. Sabia que, a essa altura, se encontrasse a palavra escrita em algum lugar, reconheceria. Mas ela não estava em texto algum. Minutos depois, voltou, e demorou algum tempo antes de chegar ao mesmo estágio no qual havia abandonado sua busca mental.
"Ora, ora... Se alguém me disser o nome do banco, é claro que eu vou dizer que já sabia. Ele vai ter que sair daqui."
Em mais alguns instantes, iniciou os exercícios de contrações, ou Bandhas. Em breve, a energia concentrada subiria para sua cabeça. Quando sentiu a maior clareza em seus pensamentos, teve a nítida sensação: era questão de tempo até que lembrasse a palavra.
"Pronto. Daqui a pouco eu vou lembrar a bendita palavra."
Voltou a olhar as coisas à sua volta. A sensação de executar essas façanhas era sempre a de visitar um mundo paralelo, que só existia dentro de si. Enquanto clicava e escrevia coisas em sua área de trabalho, sorriu sozinho e percebeu claramente, como uma garrafa tampada que chega à superfície do mar de águas turvas, a mensagem que buscou como afinco.
"Sismografia".
Ao preencher os dados das lacunas em branco, viu-se apreensivo. Clicou no botão "OK", e após alguns instantes o terminal emitia a mensagem:
> Connected.
Feliz da vida, chamou um dos seus colegas de trabalho para comentar o fato. Antes de mencionar toda a história, disse que havia esquecido o nome do banco de dados. Seu colega prontamente respondeu:
"Todos os projetos usam o banco de dados sismografia."
Agradeceu polidamente, voltou completamente sem graça à sua mesa e resolveu não contar coisa alguma a ninguém.
segunda-feira, julho 03, 2006
Primeiro Mês
Que todos os próximos meses sejam sempre brilhantes, e que cada ano vindouro seja melhor que o anterior.
Parabéns, Manu!
Como já te disse, essa felicidade só você e Deus sabem o que é. Eu nunca poderia senti-la sozinho! :)
Parabéns, Manu!
Como já te disse, essa felicidade só você e Deus sabem o que é. Eu nunca poderia senti-la sozinho! :)
sexta-feira, junho 30, 2006
Emmanuele Santos - Gracias a la Vida
Experimentando um novo recurso aqui. Clica no play da parada :)
Saca também essa poesia:
Toque
Tuas mãos foram tão minhas
E minhas mãos foram tão tuas
Que quando orei a Deus
Em agradecimento pelas tuas
Já não sabia de quem era
As mãos que as minhas tocavam
Porque, ao me tocar,
Deste-me tantas chaves
Que as respostas encontradas
Tornaram-se enigmas
E percebi serem as portas que conheço
Tão poucas, que me fizeram
Sentir-me um total ingênuo
Quando se tocam nossos lábios
Falam-se com muitos significados,
Texturas, gostos, sons,
E um ritmo, só seu e meu
Ao mesmo tempo sentimos
Tudo o que há para saber
E mesmo assim, aturdidos,
Esperamos um dia compreender
Toda a mágica que há entre mim e você
Saca também essa poesia:
Toque
Tuas mãos foram tão minhas
E minhas mãos foram tão tuas
Que quando orei a Deus
Em agradecimento pelas tuas
Já não sabia de quem era
As mãos que as minhas tocavam
Porque, ao me tocar,
Deste-me tantas chaves
Que as respostas encontradas
Tornaram-se enigmas
E percebi serem as portas que conheço
Tão poucas, que me fizeram
Sentir-me um total ingênuo
Quando se tocam nossos lábios
Falam-se com muitos significados,
Texturas, gostos, sons,
E um ritmo, só seu e meu
Ao mesmo tempo sentimos
Tudo o que há para saber
E mesmo assim, aturdidos,
Esperamos um dia compreender
Toda a mágica que há entre mim e você
segunda-feira, junho 26, 2006
Para Severino
Ele se foi
Como a última folha de Outono
Em um lindo dia
Dos mais infelizes
Caiu de repente,
Em meio à sua alegria
A última, e mais importante folha
Marcou o ínicio
Do Inverno da gente
Sua árvore deixou os frutos
Mais belos daquela estação
Sua vida não foi em vão
A queda da folha mais importante
Que ditou o fim
De um aconchegante Outono
Preparou a terra
Com ensinamentos e lembranças
De marido, pai, amigo e bardo
De arquiteto da boa vida
Quando passado
Um dos mais vigorosos Invernos
E despontada a luz primaveril
Qual floresta não crescerá
Em torno do lugar
Onde a folha mais importante está?
Depois de passado o susto e tocado o chão
Subiu seu espírito ao lar celestial
Porque folha que vira estação
Sobe é com muita moral
Pois um anjo, que vivia
Empoleirado naquela árvore
Prendeu, na pontinha de sua asa,
A alma da folha, que é uma pluma
E alçou pleno vôo, direto, a jato,
Para fazer sumirem os derradeiros segundos
Que precediam seu encontro com o Pai
Severino partiu
E para que eu não o esquecesse
Me deixou sua última flor
Para que no Inverno eu a acolhesse,
E tentasse, talvez,
Diminuir sua dor
Como a última folha de Outono
Em um lindo dia
Dos mais infelizes
Caiu de repente,
Em meio à sua alegria
A última, e mais importante folha
Marcou o ínicio
Do Inverno da gente
Sua árvore deixou os frutos
Mais belos daquela estação
Sua vida não foi em vão
A queda da folha mais importante
Que ditou o fim
De um aconchegante Outono
Preparou a terra
Com ensinamentos e lembranças
De marido, pai, amigo e bardo
De arquiteto da boa vida
Quando passado
Um dos mais vigorosos Invernos
E despontada a luz primaveril
Qual floresta não crescerá
Em torno do lugar
Onde a folha mais importante está?
Depois de passado o susto e tocado o chão
Subiu seu espírito ao lar celestial
Porque folha que vira estação
Sobe é com muita moral
Pois um anjo, que vivia
Empoleirado naquela árvore
Prendeu, na pontinha de sua asa,
A alma da folha, que é uma pluma
E alçou pleno vôo, direto, a jato,
Para fazer sumirem os derradeiros segundos
Que precediam seu encontro com o Pai
Severino partiu
E para que eu não o esquecesse
Me deixou sua última flor
Para que no Inverno eu a acolhesse,
E tentasse, talvez,
Diminuir sua dor
sexta-feira, junho 23, 2006
Tocando o Céu
Saudades de sentir falta de alguém
Talvez de uma língua espanhola
Misturada com o francês
Sempre com o sotaque carioca
Talvez estes ingredientes exóticos
Pudessem refazer a fórmula mágica
Daquele que busca seus sonhos
E que, por vezes,
Tem a chance de tocar o céu
Talvez um abraço, um cinema
Um encanto e um recado
Sentir de pertinho e pensar
"Merece tudo de bom"
Que, se finito ainda que intenso
Seja ao menos a memória inesquecível
Pois quem começa o que é idealmente eterno
Mesmo tendo conhecimento do passageiro
Não dá o passo pensando em seu fim
Já se foram as saudades
De sentir falta de alguém
E me aproximo, com alegria,
De mais uma chance
De acariciar o paraíso novamente

Namorada, te amo! :-)
Talvez de uma língua espanhola
Misturada com o francês
Sempre com o sotaque carioca
Talvez estes ingredientes exóticos
Pudessem refazer a fórmula mágica
Daquele que busca seus sonhos
E que, por vezes,
Tem a chance de tocar o céu
Talvez um abraço, um cinema
Um encanto e um recado
Sentir de pertinho e pensar
"Merece tudo de bom"
Que, se finito ainda que intenso
Seja ao menos a memória inesquecível
Pois quem começa o que é idealmente eterno
Mesmo tendo conhecimento do passageiro
Não dá o passo pensando em seu fim
Já se foram as saudades
De sentir falta de alguém
E me aproximo, com alegria,
De mais uma chance
De acariciar o paraíso novamente
Namorada, te amo! :-)
quarta-feira, junho 21, 2006
Box.net
Aqueles que me conhecem sabem o quanto eu acredito que um dia todos terão acesso a seus sistemas muito mais virtualmente do que um Gmail da vida, ou do que o orkut.
Então, dêem uma olhada nisso aqui:
Box.net - 1GB de espaço gratuito pra armazenar o que você quiser. Ainda não é tão trivial de ser usado, mas já facilita o backup. Quem leu a historinha A Viagem de Layla e Amanda sabe mais ou menos como eu acredito que tudo isso vá ficar um dia. Vamos esperar que o Google meta as mãos nessa galera ;-)
Aqui você aprende a montar o seu espaço num sistema Windows, como se fosse um disco local. Não testei, mas acredito que ainda não deva ser tão rápido.
E aqui você aprende a fazer um programa que acessa o Box.net. Invente qualquer programa, e use-o em conjunto com esse sisteminha bacana.
Então, dêem uma olhada nisso aqui:
Box.net - 1GB de espaço gratuito pra armazenar o que você quiser. Ainda não é tão trivial de ser usado, mas já facilita o backup. Quem leu a historinha A Viagem de Layla e Amanda sabe mais ou menos como eu acredito que tudo isso vá ficar um dia. Vamos esperar que o Google meta as mãos nessa galera ;-)
Aqui você aprende a montar o seu espaço num sistema Windows, como se fosse um disco local. Não testei, mas acredito que ainda não deva ser tão rápido.
E aqui você aprende a fazer um programa que acessa o Box.net. Invente qualquer programa, e use-o em conjunto com esse sisteminha bacana.
Boom Boom Satellites
Integrating electronica, rock, and jazz elements, Boom Boom Satellites are one of Japan's most experimental and acclaimed bands. With exciting and challenging albums, and live shows that would put most dance artists to shame, Boom Boom Satellites are a band for those looking for something different.
Retirado daqui.
Vale à pena ouvir.
Retirado daqui.
Vale à pena ouvir.
Café Com Leite
A graça de amar não está somente
Em saber os mistérios de quem é amado
Ela reside, abstratamente, em descobrir
O que a vida guarda para aqueles
Que seguem juntos o mesmo caminho
Você sabe: existem infinitas novidades
Pra quem as busca com obstinação

Em breve, estarei de férias :-)
Ontem comprei um dos melhores edredons de todos os tempos. Não se engane com a propagando dos 180 fios... Compre logo um edredon de malha. Esse é pretão, 220cm x 240cm, da Tok Stok. Saiu por menos da metade do preço dos edredonzões sinistros que vendem por aí. O meu eu batizei de "De Volta Ao Útero".
Em saber os mistérios de quem é amado
Ela reside, abstratamente, em descobrir
O que a vida guarda para aqueles
Que seguem juntos o mesmo caminho
Você sabe: existem infinitas novidades
Pra quem as busca com obstinação
Em breve, estarei de férias :-)
Ontem comprei um dos melhores edredons de todos os tempos. Não se engane com a propagando dos 180 fios... Compre logo um edredon de malha. Esse é pretão, 220cm x 240cm, da Tok Stok. Saiu por menos da metade do preço dos edredonzões sinistros que vendem por aí. O meu eu batizei de "De Volta Ao Útero".
segunda-feira, junho 19, 2006
Produtividade e Fluxo de Trabalho – Sérgio Franco
Minha médica me pediu um exame periódico de sangue, a fim de fazer um checkup. Para me informar melhor, fui até o laboratório Sérgio Franco, no Leblon. Do lado de fora, uma vidraça enorme, espelhada, já na altura da calçada. Um segurança local me recepcionou, e imediatamente me encaminhou para um balcão muito óbvio, bem na entrada:
- Você pode conseguir as informações que quiser com aquela moça ali, senhor.
Olhei em volta. Um hall enorme, com um pé direito de talvez uns cinco metros, algumas colunas de sustentação, todas as paredes cobertas com um papel de parede imitando madeira de textura bem clara e suave. Ao meu lado direito, uma fileira de bancos de espera para o balcão de recepção. À esquerda, se estendia uma fileira de baias com atendentes e uma segunda fileira de cadeiras, com pacientes aguardando o momento do atendimento.
Fui até “aquela moça ali”:
- Boa tarde, senhor. Em que posso ajudar? – Fui recebido com um sorriso muito cortês.
- Boa tarde, gostaria de saber como devo proceder para fazer um exame de sangue.
- Convênio com plano de saúde?
- Sim.
- Empresarial ou particular?
- Particular.
- Qual é o plano, senhor?
- X.
- Obrigado. Que exames você deseja fazer?
- Não entendo nada disso, mas a minha médica me entregou esta carta – repassei a tal carta para a atendente.
- Perfeitamente. Para os exames de sangue, o senhor deve estar em jejum por no mínimo doze horas. A radiografia nós ainda não estamos executando neste laboratório. A fila é obedecida por ordem de chegada dos clientes, e estamos abertos a partir das 6:30 da manhã, que é o horário preferível para se fazer a coleta de sangue.
- Bom, então eu posso voltar aqui amanhã de manhã?
- Sim, senhor Rodrigo.
- Obrigado.
(No dia seguinte, fui atendido por uma outra recepcionista)
- Bom dia, senhor, em que posso ajudar?
- Oi, gostaria de fazer um exame de sangue. – De cara, fui entregando o cartão do plano de saúde e a carta da médica.
- Um momento, por favor, senhor Rodrigo. – Agora começou a mágica. Ela digitou alguma coisa em seu terminal – Pronto, o senhor pode aguardar naquela fila com a carteira do plano de saúde, a carta da médica e um documento de identidade. Uma das nossas operadoras vai chamá-lo.
Fui para a fileira de bancos à esquerda. Sentei-me e saquei um livro, pensando que o atendimento fosse demorar. Em menos de cinco minutos, uma mulher chama pelo meu nome, e lá fui eu. Entreguei os documentos, e ela digitou alguns dados cadastrais – afinal, era a primeira visita. Imprimiu alguns documentos, e me pediu para ler e assina-los. Eram somente os pedidos dos exames de sangue.
Não pude deixar de reparar em um leitor de impressões digitais, ao lado do monitor de tela plana da atendente:
- Me desculpe pela pergunta. Você usa isso aqui pra se identificar no seu terminal?
- Não, senhor Rodrigo. O seu plano de saúde usa esse leitor para autenticar os clientes, dependendo do tipo de exame feito. Para exames de sangue isso não é requerido, mas daqui a algumas semanas nossa radiologia estará funcionando novamente, e daí, se você voltasse e pedisse uma radiologia, teríamos que cadastrá-lo uma vez. A partir de então você poderia ser reconhecido em toda a rede onde temos este sistema.
- Calma aí... Você tá dizendo que o meu plano de saúde colocou esses leitores em toda a rede Sérgio Franco?
- Quase toda. Ainda faltam algumas unidades, mas já estão sendo implantados.
Que ingênuo eu fui. Achando mesmo que aquele leitor era pra ser usado uma vez por dia, só quando a mulher chegasse ao trabalho... Mas uma empresa colocando equipamentos dentro de outra... Estranho, não? Isso se chama integração.
Dali a algumas assinaturas, ela me ensinou o terceiro hall de espera, para seguir ao exame.
- Você mesmo vem buscar, ou prefere que enviemos o resultado?
- Eu mesmo posso vir.
- Ok. Tenha um bom dia, senhor Rodrigo.
- Bom dia, Lidiane – O nome dela estava em seu crachá de identificação.
Lá fui eu. Dessa vez, pra uma sala semicircular, com uma tevê que exibia algum vídeo de acrobatas e trapezistas. Provavelmente algum espetáculo do Cirque du Soleil. Não ousei sacar o livro. Em menos de 5 minutos, novamente:
- Senhor Rodrigo?
- Sou eu.
- Bom dia, senhor Rodrigo! Por aqui, por favor.
O técnico comparou minha carteira de identidade com os documentos que recebera via rede, me explicou minuciosamente cada passo da coleta de sangue, e em menos de 10 minutos havia feito o exame. Recebi um cartão, como um cartão de visita, mas com os dados do meu exame e a data do resultado, que seria dali a dois dias. Fui encaminhado para a última saleta, de saída, onde poderia tomar um café e relaxar um pouco. Lá também passava o tal vídeo. Saí pelo outro lado do laboratório.
(Dois dias depois)
- Bom dia, gostaria de recuperar os resultados de um exame de sangue.
- Por ali, senhor – O recepcionista me apontou um segundo balcão de recepção. Dessa vez, notei que tanto a recepção principal quanto a sala de “check in” tinham suas tevês, com a mesma programação do circo.
- Bom dia, senhor, em que posso ajudar?
- Vim pegar os resultados deste exame – Entreguei o cartão.
- Um instante, por favor, senhor Rodrigo.
Em questão de segundos, a mulher digitou minha identificação, e os exatos documentos dos meus exames foram impressos. Ela grampeou as mais de dez páginas, dobrou em duas marcas, inseriu em um envelope de correspondência, lacrou com uma etiqueta do laboratório e me entregou em mãos.
- Obrigado.
- De nada. Tenha um bom dia, senhor Rodrigo.
Em menos de cinco minutos, lá estava eu do lado de fora. Parei para olhar o envelope. As dobras do documento guardado faziam com que os meus dados, juntamente dos dados da minha médica, do meu convênio e do meu endereço residencial aparecessem através de uma parte transparente em uma das faces do envelope, certinho...
Não sei por que, mas eu me sinto tão bem quando as pessoas me recebem sorridentes, são atenciosas e me chamam pelo nome...
Sabe quando eu gosto de um computador? Quando quem o usa mal precisa tocá-lo.
- Você pode conseguir as informações que quiser com aquela moça ali, senhor.
Olhei em volta. Um hall enorme, com um pé direito de talvez uns cinco metros, algumas colunas de sustentação, todas as paredes cobertas com um papel de parede imitando madeira de textura bem clara e suave. Ao meu lado direito, uma fileira de bancos de espera para o balcão de recepção. À esquerda, se estendia uma fileira de baias com atendentes e uma segunda fileira de cadeiras, com pacientes aguardando o momento do atendimento.
Fui até “aquela moça ali”:
- Boa tarde, senhor. Em que posso ajudar? – Fui recebido com um sorriso muito cortês.
- Boa tarde, gostaria de saber como devo proceder para fazer um exame de sangue.
- Convênio com plano de saúde?
- Sim.
- Empresarial ou particular?
- Particular.
- Qual é o plano, senhor?
- X.
- Obrigado. Que exames você deseja fazer?
- Não entendo nada disso, mas a minha médica me entregou esta carta – repassei a tal carta para a atendente.
- Perfeitamente. Para os exames de sangue, o senhor deve estar em jejum por no mínimo doze horas. A radiografia nós ainda não estamos executando neste laboratório. A fila é obedecida por ordem de chegada dos clientes, e estamos abertos a partir das 6:30 da manhã, que é o horário preferível para se fazer a coleta de sangue.
- Bom, então eu posso voltar aqui amanhã de manhã?
- Sim, senhor Rodrigo.
- Obrigado.
(No dia seguinte, fui atendido por uma outra recepcionista)
- Bom dia, senhor, em que posso ajudar?
- Oi, gostaria de fazer um exame de sangue. – De cara, fui entregando o cartão do plano de saúde e a carta da médica.
- Um momento, por favor, senhor Rodrigo. – Agora começou a mágica. Ela digitou alguma coisa em seu terminal – Pronto, o senhor pode aguardar naquela fila com a carteira do plano de saúde, a carta da médica e um documento de identidade. Uma das nossas operadoras vai chamá-lo.
Fui para a fileira de bancos à esquerda. Sentei-me e saquei um livro, pensando que o atendimento fosse demorar. Em menos de cinco minutos, uma mulher chama pelo meu nome, e lá fui eu. Entreguei os documentos, e ela digitou alguns dados cadastrais – afinal, era a primeira visita. Imprimiu alguns documentos, e me pediu para ler e assina-los. Eram somente os pedidos dos exames de sangue.
Não pude deixar de reparar em um leitor de impressões digitais, ao lado do monitor de tela plana da atendente:
- Me desculpe pela pergunta. Você usa isso aqui pra se identificar no seu terminal?
- Não, senhor Rodrigo. O seu plano de saúde usa esse leitor para autenticar os clientes, dependendo do tipo de exame feito. Para exames de sangue isso não é requerido, mas daqui a algumas semanas nossa radiologia estará funcionando novamente, e daí, se você voltasse e pedisse uma radiologia, teríamos que cadastrá-lo uma vez. A partir de então você poderia ser reconhecido em toda a rede onde temos este sistema.
- Calma aí... Você tá dizendo que o meu plano de saúde colocou esses leitores em toda a rede Sérgio Franco?
- Quase toda. Ainda faltam algumas unidades, mas já estão sendo implantados.
Que ingênuo eu fui. Achando mesmo que aquele leitor era pra ser usado uma vez por dia, só quando a mulher chegasse ao trabalho... Mas uma empresa colocando equipamentos dentro de outra... Estranho, não? Isso se chama integração.
Dali a algumas assinaturas, ela me ensinou o terceiro hall de espera, para seguir ao exame.
- Você mesmo vem buscar, ou prefere que enviemos o resultado?
- Eu mesmo posso vir.
- Ok. Tenha um bom dia, senhor Rodrigo.
- Bom dia, Lidiane – O nome dela estava em seu crachá de identificação.
Lá fui eu. Dessa vez, pra uma sala semicircular, com uma tevê que exibia algum vídeo de acrobatas e trapezistas. Provavelmente algum espetáculo do Cirque du Soleil. Não ousei sacar o livro. Em menos de 5 minutos, novamente:
- Senhor Rodrigo?
- Sou eu.
- Bom dia, senhor Rodrigo! Por aqui, por favor.
O técnico comparou minha carteira de identidade com os documentos que recebera via rede, me explicou minuciosamente cada passo da coleta de sangue, e em menos de 10 minutos havia feito o exame. Recebi um cartão, como um cartão de visita, mas com os dados do meu exame e a data do resultado, que seria dali a dois dias. Fui encaminhado para a última saleta, de saída, onde poderia tomar um café e relaxar um pouco. Lá também passava o tal vídeo. Saí pelo outro lado do laboratório.
(Dois dias depois)
- Bom dia, gostaria de recuperar os resultados de um exame de sangue.
- Por ali, senhor – O recepcionista me apontou um segundo balcão de recepção. Dessa vez, notei que tanto a recepção principal quanto a sala de “check in” tinham suas tevês, com a mesma programação do circo.
- Bom dia, senhor, em que posso ajudar?
- Vim pegar os resultados deste exame – Entreguei o cartão.
- Um instante, por favor, senhor Rodrigo.
Em questão de segundos, a mulher digitou minha identificação, e os exatos documentos dos meus exames foram impressos. Ela grampeou as mais de dez páginas, dobrou em duas marcas, inseriu em um envelope de correspondência, lacrou com uma etiqueta do laboratório e me entregou em mãos.
- Obrigado.
- De nada. Tenha um bom dia, senhor Rodrigo.
Em menos de cinco minutos, lá estava eu do lado de fora. Parei para olhar o envelope. As dobras do documento guardado faziam com que os meus dados, juntamente dos dados da minha médica, do meu convênio e do meu endereço residencial aparecessem através de uma parte transparente em uma das faces do envelope, certinho...
Não sei por que, mas eu me sinto tão bem quando as pessoas me recebem sorridentes, são atenciosas e me chamam pelo nome...
Sabe quando eu gosto de um computador? Quando quem o usa mal precisa tocá-lo.
terça-feira, junho 13, 2006
Gostando de Alguém Feito Você
Escrevo coisas lindas quando gosto de alguém
Mas poucas vezes gostei de alguém desse jeito...
Quando não gosto, sou o maior dos descrentes no amor
Desdenho e faço que não existe
Só pra ter o prazer de me surpreender quando encontro alguém assim
Feito você

Peguei as chaves do meu novo larrrrrrrrrr
Voltei a morar em Botafogo, no prédio do lado do prédio onde morei. Até o final da semana estará tudo certo.
Mas poucas vezes gostei de alguém desse jeito...
Quando não gosto, sou o maior dos descrentes no amor
Desdenho e faço que não existe
Só pra ter o prazer de me surpreender quando encontro alguém assim
Feito você
Peguei as chaves do meu novo larrrrrrrrrr
Voltei a morar em Botafogo, no prédio do lado do prédio onde morei. Até o final da semana estará tudo certo.
quinta-feira, junho 08, 2006
Ricos Trabalhando Para Pobres?
Este é, de longe, um dos meus melhores artigos. Leia-o. Diga-me que é um dos piores, e me contrarie com razão, por favor, senão eu vou acreditar que estou certo.
Antes de começar a ler, prepare-se: há algumas conclusões bem instigantes. Mas como se trata de um argumento, não o leve tão a sério: eu apenas esculpi as palavras, para que você pudesse até achar que essa seja a verdade. Outra coisa: não me preocupei em explicar alguns detalhes, então tem coisas implícitas. Denuncie qualquer variável que eu possa não ter mencionado - de repente eu nem vi mesmo. Se você puder pelo menos se divertir com esse texto, meu dia tá feito :-)
Vocês sabem por que a tecnologia evolui? Pra que possamos fazer mais coisas com menos esforço. Se podemos fazer mais coisas com menos esforço, que tal usar o nosso tempo pra produzir coisas que não precisamos consumir? Absurdo, não? É isso o que acontece com o mundo, agora mesmo.
O capitalismo hoje é articulado de maneira a fazer os ricos ficarem muito mais ricos, e os pobres, muito mais pobres. A classe média é empurrada cada vez mais pra baixo, a fim de que seja unida às classes mais básicas. Todas as profissões que requerem um mínimo de especialização tendem a ser aniquiladas pela presença da automação. Se você é dono de uma máquina, então essa máquina é o seu "escravo pessoal". Não há necessidade de trabalhar para que no fim do mês haja dindim na sua conta. Mas se você é assalariado, tem medo de perder seu emprego. Você é sua única força de trabalho.
Sendo um pouco marxista, os assalariados hoje são recompensados com muito, muito menos do que o valor que produzem. O sobressalente vai pra mão dos ricos. Assim, surgem ultra-ricos. Concorda?
Com o poder de consumo aniquilado, as classes mais baixas poderão somente suprir as suas necessidades básicas. Os ricos, ao contrário, terão dinheiro que não poderão gastar. Há um problema conceitual econômico: tudo de maravilhoso que produzimos, sendo supérfluo e paradoxalmente também necessário, estará restrito a um número cada vez menor de pessoas. A diminuição dos mercados fará com que as super-máquinas de produção disputem um número cada vez menor de consumidores. O mercado realmente grande será, de fato, a camada rasteira da população. Mas eles só poderão comprar o que podem comer, o que podem vestir, e o que podem habitar.
Segundo C. K. Prahalad (eu gosto muito desse cara), o mercado mais rico hoje é realmente o da base da pirâmide - os mais pobres. E esse mercado está crescendo. As super companhias de bens super caros já estão concentrando esforços para criar produtos acessíveis a essa camada populacional. Na minha opinião, é um dos reflexos do "enxugamento" das camadas econômicas média e superior. O que é um produto comprável pelas camadas baixas? Qualquer um que diminua seu custo de vida. Ôpa! Custo zero é super bom, não é?? Então, as coisas sairão de graça, no futuro. Duvida? Vide Google.
* Sem mais perguntas, meritíssimo *
Então, os super-ricos terão muito dinheiro, e suas principais inovações serão direcionadas aos mais pobres. Quem tem poder trabalha pra quem não tem. Interessante isso, não é mesmo? A tecnologia vai evoluir naturalmente para satisfazer primariamente àqueles que não tem uma boa situação econômica.
Bom, mas o pobre não pode comprar tudo o que quer, quando quer, é bem verdade. E o povo oprimido para baixo pode estourar em revolta. Mas eu não acredito que isso vá acontecer. Não acredito em nenhuma super-mega-rebelião contra os governos corruptos e os super-ricos.
Com a automação gradual dos governos, por exemplo, naturalmente a corrupção será eliminada. Com a eliminação de guichês humanos de atendimento, por exemplo, não haverá mais aquelas pequenas propinas. No trânsito, temos outro exemplo: você não pode "dar 30 Reais" para um pardal tomar sua cerveja, como fazemos com guardas de trânsito.
Meu argumento é o de que a maneira de enxergar o lucro vai mudar. Você não é dono do mundo mesmo que tenha todo o dinheiro. Se não puder desfrutá-lo durante uma vida inteira, do que adianta tê-lo? E se tiver medo de possuir esse dinheiro - temendo os outros que não o têm - do que adianta? E mais: do que adianta ter todo o dinheiro, se tudo o que pode fazer é continuar tomando conta dele?
Pobres e ricos são escravos de um erro conceitual. E essa característica será a principal causadora da extinção do capitalismo.
A super-máquina da produtividade nos permite deixar de trabalhar forçosamente. E é isso o que devia acontecer. Pouco a pouco, estamos sofrendo transformações incríveis na sociedade, na forma como adquirimos bens e como somos supridos. Essa mania que brasileiro tem de criar feriados é uma boa forma de ver como podemos deixar de ser escravos do trabalho, pouco a pouco.
Em poucas palavras: na Copa, em dia de jogo do Brasil, teremos feriado. Ninguém vai tomar conta das suas contas, ninguém vai deixar de produzir por isso, e todos vão se divertir.
Antes de começar a ler, prepare-se: há algumas conclusões bem instigantes. Mas como se trata de um argumento, não o leve tão a sério: eu apenas esculpi as palavras, para que você pudesse até achar que essa seja a verdade. Outra coisa: não me preocupei em explicar alguns detalhes, então tem coisas implícitas. Denuncie qualquer variável que eu possa não ter mencionado - de repente eu nem vi mesmo. Se você puder pelo menos se divertir com esse texto, meu dia tá feito :-)
Vocês sabem por que a tecnologia evolui? Pra que possamos fazer mais coisas com menos esforço. Se podemos fazer mais coisas com menos esforço, que tal usar o nosso tempo pra produzir coisas que não precisamos consumir? Absurdo, não? É isso o que acontece com o mundo, agora mesmo.
O capitalismo hoje é articulado de maneira a fazer os ricos ficarem muito mais ricos, e os pobres, muito mais pobres. A classe média é empurrada cada vez mais pra baixo, a fim de que seja unida às classes mais básicas. Todas as profissões que requerem um mínimo de especialização tendem a ser aniquiladas pela presença da automação. Se você é dono de uma máquina, então essa máquina é o seu "escravo pessoal". Não há necessidade de trabalhar para que no fim do mês haja dindim na sua conta. Mas se você é assalariado, tem medo de perder seu emprego. Você é sua única força de trabalho.
Sendo um pouco marxista, os assalariados hoje são recompensados com muito, muito menos do que o valor que produzem. O sobressalente vai pra mão dos ricos. Assim, surgem ultra-ricos. Concorda?
Com o poder de consumo aniquilado, as classes mais baixas poderão somente suprir as suas necessidades básicas. Os ricos, ao contrário, terão dinheiro que não poderão gastar. Há um problema conceitual econômico: tudo de maravilhoso que produzimos, sendo supérfluo e paradoxalmente também necessário, estará restrito a um número cada vez menor de pessoas. A diminuição dos mercados fará com que as super-máquinas de produção disputem um número cada vez menor de consumidores. O mercado realmente grande será, de fato, a camada rasteira da população. Mas eles só poderão comprar o que podem comer, o que podem vestir, e o que podem habitar.
Segundo C. K. Prahalad (eu gosto muito desse cara), o mercado mais rico hoje é realmente o da base da pirâmide - os mais pobres. E esse mercado está crescendo. As super companhias de bens super caros já estão concentrando esforços para criar produtos acessíveis a essa camada populacional. Na minha opinião, é um dos reflexos do "enxugamento" das camadas econômicas média e superior. O que é um produto comprável pelas camadas baixas? Qualquer um que diminua seu custo de vida. Ôpa! Custo zero é super bom, não é?? Então, as coisas sairão de graça, no futuro. Duvida? Vide Google.
* Sem mais perguntas, meritíssimo *
Então, os super-ricos terão muito dinheiro, e suas principais inovações serão direcionadas aos mais pobres. Quem tem poder trabalha pra quem não tem. Interessante isso, não é mesmo? A tecnologia vai evoluir naturalmente para satisfazer primariamente àqueles que não tem uma boa situação econômica.
Bom, mas o pobre não pode comprar tudo o que quer, quando quer, é bem verdade. E o povo oprimido para baixo pode estourar em revolta. Mas eu não acredito que isso vá acontecer. Não acredito em nenhuma super-mega-rebelião contra os governos corruptos e os super-ricos.
Com a automação gradual dos governos, por exemplo, naturalmente a corrupção será eliminada. Com a eliminação de guichês humanos de atendimento, por exemplo, não haverá mais aquelas pequenas propinas. No trânsito, temos outro exemplo: você não pode "dar 30 Reais" para um pardal tomar sua cerveja, como fazemos com guardas de trânsito.
Meu argumento é o de que a maneira de enxergar o lucro vai mudar. Você não é dono do mundo mesmo que tenha todo o dinheiro. Se não puder desfrutá-lo durante uma vida inteira, do que adianta tê-lo? E se tiver medo de possuir esse dinheiro - temendo os outros que não o têm - do que adianta? E mais: do que adianta ter todo o dinheiro, se tudo o que pode fazer é continuar tomando conta dele?
Pobres e ricos são escravos de um erro conceitual. E essa característica será a principal causadora da extinção do capitalismo.
A super-máquina da produtividade nos permite deixar de trabalhar forçosamente. E é isso o que devia acontecer. Pouco a pouco, estamos sofrendo transformações incríveis na sociedade, na forma como adquirimos bens e como somos supridos. Essa mania que brasileiro tem de criar feriados é uma boa forma de ver como podemos deixar de ser escravos do trabalho, pouco a pouco.
Em poucas palavras: na Copa, em dia de jogo do Brasil, teremos feriado. Ninguém vai tomar conta das suas contas, ninguém vai deixar de produzir por isso, e todos vão se divertir.
segunda-feira, junho 05, 2006
Um Dia Como Poucos
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