quinta-feira, setembro 28, 2006

A Teia da Liberdade

Outro dia me passou pelas mãos um texto a respeito da conquista da liberdade. Era a história de uma mulher que desde criança fora criada com uma espécie de "redoma" projetada pelos pais, que a protegia dos perigos do mundo. E mesmo depois de casada, aquela redoma permanecia. Bom, acontece que um dia a mulher resolveu partir aquela película protetora, mas para sua surpresa, as suas paredes eram muito finas.

Era um exercício de faculdade, em que os alunos deviam terminar a história. Havia algumas coisas interessantes pra se observar naquele conto. Uma delas é termos a tendência, desde criança, a acharmos que não temos liberdade. Que nossos pais podem ser superprotetores, e mesmo chatos.

Analisemos a seguinte situação: o que queremos ao nos afastarmos dos nossos pais durante a adolescência, senão nos distingüirmos de tudo o que vimos até então? A liberdade vem sob a forma de "vontade de experimentar outro mundo". Fato curioso: muitas vezes, essa vontade de experimentar o "novo mundo" nos faz achar que nossos pais e tudo o que temos à nossa volta é antiquado demais. Nos deligamos de todos os "antiquados", e o que conseguimos? Uma outra trama de pessoas (amigos e amores) que também se importam conosco, e que cuidam de nós. Mas para formar e estabilizar essa segunda rede, temos que passar por várias situações um pouco estressantes - desconfiança, traição e por aí vai.

Meu ponto: essa segunda rede é exatamente igual à primeira quanto aos efeitos sobre nós. O que idiotamente chamamos de "liberdade" é uma outra teia de relacionamentos exercendo poder limitante sob alguns aspectos e potencializador sob outros. Não precisamos realmente nos desligar daqueles que nos amam desde criança. Precisamos entender que tipo de efeito potencializador podemos ter nessa rede. Que tipo de apoio pode vir daqueles que nos amam desde recém-nascidos? O melhor possível, quase que indubitavelmente.

A criação da segunda rede afetiva não pode ser desligada da primeira rede. Nossos amigos devem ser conhecidos por nossos pais o máximo possível, bem como nós conhecidos pelos pais de nossos amigos. E devemos, sobretudo, ouvir com muito carinho o que a primeira rede tem a nos falar sobre nossas ações para a formação da segunda. Isto tornará a nossa vida adulta mais confortável, e a rede se formará mais solidamente, sob a supervisão de pessoas bem mais experientes do que nós, em nossa infância e adolescência.

Há um equívoco em nossa definição de liberdade. Vou tentar enunciar alguma coisa que preste, a partir da minha própria análise:
Liberdade é explorar as possibilidades dentro da sua trama existencial, desenvolvendo-a - e não descartando esta trama.

A perspectiva de tempo explorada neste post foi a da minha infância. A linguagem, obviamente, não. É bom ter sempre essa visão de que há uma infinidade de possibilidades para nossas vidas, e pretendo continuar com ela até os cento e vinte anos. Mas não pretendo me afastar dos meus amigos e familiares. Já fiz isso, e o resultado foi uma solidão que não havia experimentado antes. Eu fui um pouco drástico: saí de casa pra morar longe dos meus pais e amigos de infância, conviver com um monte de pessoas novas no trabalho e na faculdade. Hoje, vejo que não precisava ter feito isso. Pudera eu ter ouvido falar dessas coisas quando tinha dez anos de idade. Agora, observo o quanto eu me envolvi comigo mesmo, somente, durante todo esse tempo. Vejo o quanto eu não sei me relacionar com as pessoas à minha volta. Isso tudo podia ter sido muito diferente.

O que me motivou a fazer isso, afinal? Pra mim, as pessoas "antigas" não me entendiam, ou não queriam muito ouvir minhas "viagens". Resolvi procurar outras pessoas, pra descobrir que elas também não me entendiam muito bem... Resolvi, então, viajar sozinho. Custei pra entender que eu precisava mesmo era refazer minha linguagem, para que pudesse transmitir meus pensamentos mais claramente. Agora, vou penar até recuperar um pouco do tempo perdido. Perdido, sob uns aspectos. Ganho, sob outros. No geral, podia ter sido bem melhor.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Manu - Tudo Bem

Vídeo amador de Felipe Benevides. Tudo Bem, de Lulu Santos, interpretada por Manu :-)

Na próxima Quarta, última apresentação, na Letras de Ipanema, às 21:30.

Em Outubro, com João Roberto Kelly, no Gláucio Gil, em Copacabana.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Estrelas de Sexta

Surge luz do mar azul às cinco da manhã
Com céu claro para te encontrar
Bate a brisa no meu rosto, os passarinhos
Me contam segredos sobre o dia
Que está pra chegar

Desço a alameda lá da Gávea
Os ponteiros giram com a saudade a me apertar
Não demora muito e eu te vejo
Nas areias de ipanema com um sorriso
Só pra me encantar

Eu gosto tanto de você que preparei essa canção

O meu amor tem no sorriso um brilho
E o beijo que me faz
Sonhar o dia inteiro
Ele me leva pelo ar
Com aquele abraço firme
e com aquele olhar
Que me faz ver estrelas


Essa
foi feita em um dos nossos primeiros encontros
Ela tava lá, com aquele brilho no olhar,
E os abraços eram tão apertados
Que um moleque passou com os amigos e disse
"Se eu estivesse aqui com a minha mina
Seria como, na areia? só assim, ó"

Morremos de rir, e ao subir na pedra do arpoador
Ela ficou com um medo enorme de cair
Eu, o super-herói, segurei sua mão
Mas quase que não adiantou
Então, resolvemos descer

Beijamos, beijamos e beijamos
Debaixo daquele sol quente de Ipanema
eu me lembro dos detalhes e do telefonema
Que ela recebeu de seu pai
Querendo saber onde estava

Ela estava ali, comigo, numa sexta-feira pela manhã
Com os beijos que me fizeram sonhar o restante da tarde
Estávamos tão radiantes e tão felizes
Quanto o sol que veio nos saudar
Luminosos, como duas estrelas
E com todo o calor que as estrelas têm pra dar




Música que compus para o nosso segundo encotro :)
Colocarei o áudio aqui, em breve.

Relembrando: Quarta que vem é a última apresentação. Depois disso, quem não foi no Letras, "perdeu". Mas aí já vai rolar a de Outubro, né? Mais detalhes nos próximos dias :)

quarta-feira, setembro 20, 2006

Números Interessantes

Olha só que legal... Estava eu a reparar a quantidade de visitas totais do blog. 11 mil visitas, quase. Daí, pelas minhas contas, percebi que:

1 - Em 2 anos de blog, temos 24 meses.
2 - Dividindo o número de visitas pelo número de dias, tenho pouco mais de 15 visitas por dia.
3 - Tenho um pouco menos de 2 anos de blog, portanto são quase 20 visitas por dia a esse lugarzinho.
4 - 20 visitas por dia... Sendo um blog, concluo que a maior parte dos visitantes seja recorrente. São pessoas que já conhecem e gostam - provavelmente você. Como não é um tipo de material encontrado em qualquer lugar, acho que o público que vem aqui é bem fiel mesmo.

Dessas 15 a 20 visitas diárias, pode ser que haja vários sites com robôs na internet que vasculham as páginas por aí - inclusive as minhas. então, vamos reduzir essa quantidade de visitas pra entre 5 e 10 pessoas REAIS por dia. Essas 5 a 10 pessoas reais entram no Progresso TODO DIA. Vamos supor a média de 7 pessoas. Eu, particularmente, o visito muito pouco, porque recebo os posts e comentários via e-mail.

Curiosidade: tenho uma amiga que conheceu o blog através de um amigo dela de Minas Gerais. Essa amiga indicou o meu blog pra um amigão meu, e depois ele nos apresentou. Quer dizer, se o mundo é pequeno, o mundo virtual consegue ser menor. E eu até hoje não tenho idéia de quem seja esse cara de Minas. Se você estiver lendo, muito obrigado pela propaganda positiva! ;D

Outro indício interessante: outro dia, postaram um comentário absurdo e abusivo, totalmente agressivo em um de meus textos. Sempre pensei que meus leitores fossem pessoas próximas. Essas pessoas próximas geralmente são polidas o suficiente para não fazerem comentários tão feiosos. Para haver pelo menos um mal educado que diretamente me ofendesse, o número de leitores não deve ser tão baixo assim. Era um tal de Pedro. Não sei se usou pseudônimo, mas também não me interessa saber, já apaguei o comentário. Esse cara me ajudou a saber que existem pessoas bem distantes de mim que se dão ao trabalho de ler os textos. Obrigado, Pedro. Ah, se você não gosta dos textos, faça uma crítica, e não uma ofensa. Ou, por favor, entre em contato direto comigo, de preferência de maneira que possamos falar um com o outro. Aí na página tem tudo: email, orkut e msn. É só adicionar. :)

Mais uma pista: às vezes eu esbarro com gente que diz que lê sempre o blog, mas que não comenta porque não se sente à vontade. São pessoas que me conhecem de vista, e até amigos que eu não esperava que lessem. Essas pessoas conhecem os posts, e às vezes lembram de histórias que eu mesmo esqueci que coloquei online.

Queridíssimo leitor, você, com certeza, não entra todo santo dia aqui, certo? Então, supondo que me visite uma vez a cada duas semanas (alguns mais, outros menos), são 7 pessoas diferentes a cada 14 dias. Em 14 dias, 7 pessoas diferentes por dia dão quase 100 pessoas.

100 leitores... Em se tratando de alguém que não cuida muito bem de seus textos, eu até que estou me saindo bem. Não esperava tanto interesse assim de vocês! :-)

Conclusão: eu acho que tenho que cuidar um pouco melhor das minhas historinhas e poesias. Porque vocês certamente não entram aqui pra ler posts repetidos, correto? Então, mil desculpas pela decepção que lhes causo toda vez que entram aqui e não vêem posts novos.

Vou me esforçar pra melhorar. Mais poesias, músicas, vídeos e histórias em menos tempo, beleza? Eu devo ter uma centena de poesias em cadernos espalhados por aí, pelo menos. Prometo resgatá-las.

Um grande abraço a todos. E por favor, deixem seu parecer aqui, sempre que quiserem, porque eu quero saber quem são vocês, e não adivinhar. ;)

De quanto em quanto tempo você costuma visitar o Progresso?

segunda-feira, setembro 18, 2006

Retoques Inúteis

Pode dizer até que eu não saiba trabalhar em equipe
Mas é isso: eu não nasci mesmo pra ser pau mandado
Não vim aqui pra agradar, nem pra desagradar
Muito menos pra ser rascunho da vontade dos outros

"Ajeita isso porque não ficou bom"
"Agora volta, porque também não ficou legal"

Se for por gosto, vai pro fosso, que eu tenho o meu
Se não tirarmos um ponto médio, eu tou fora
Se for propriedade minha, somente, não meta o bico
E se for só pra dizer que participou,
É melhor sorrir apenas, que eu dou até crédito de co-autor

Por orgulho, nem me chame, que eu vou rir
Não tenho vocação pra capacho




E Quarta Feira, dia 20, Manu no Letras de Ipanema, às 21:30. Espero vocês por lá!

domingo, setembro 10, 2006

Manu - De Tanto Amorrrrrrrr

Olha aqui o que acontece no show. Lembre-se: ainda há outras três quartas-feiras. Aproveite enquanto dura. Letras & Expressões de Ipanema, esquina da Visconde com a Vinícius, às 21hrs. :)

sábado, setembro 09, 2006

L'Au-Delà

Neste tesouro, descobri um mundo, muito bem encontrado
Que não tinha nem sabido da existência

Tudo isso numa flor que nasceu na Terra
Alguém que não é daqui,
Que não devia ter encarnado

Quiçá eu não a tenha achado, mas sim,
Talvez pelo princípio desconhecido da existência
Tenhamos nos tornado um do outro?
Quem sabe se, por ignorância sobre o que há em l'au-delà,
Pensamos que fosse o acaso?

Tanta ternura e sensibilidade não podem ser comportados
Por uma mulher tão simples em um corpo de carne e osso formado

Tanta alma, tanta luz e tanto ardor
Deixam esta mulher, no extremo da sensibilidade,
Em um estado de permanente calor

Seu beijo evoca o mais perfeito paraíso
Sua voz a mais divina adoração entoada

O que a trouxe aqui? Com qual fim?
Ainda não sei explicar, e penso que possa ter vindo por engano
Trazida no lugar de outrem que, de imperfeita, fosse d'antes destinada a mim



Sempre em tempo: Quarta-feira tem Manu, na Letras & Expressões, às 21:30 :)

Saudade, torrente de paixão...

quarta-feira, agosto 30, 2006

Show da Manu, na Letras & Expressões de Ipanema

É imperdível! :)
Dois violonistas vão acompanhá-la. O set list varia de samba ao pop, todos com excelentes arranjos.
Como eu sou meio suspeito pra falar, ó a voz da Manuzinha aqui:

Tudo Bem - Lulu Santos
Gracias A La Vida

Data: Quarta-feira, 6 de Setembro de 2006
Hora: 21:00
Local: Letras & Expressões - IPANEMA - RJ - Rua Visconde de Pirajá 276
Tel: (0xx 21)2521-6110
Cidade: Maravilhosa (Rio, é claro)
Preço: ainda não sabemos :-P

terça-feira, agosto 29, 2006

Vegetarianice Não É Para Todos

Oi, Ana e Cassino :)

Eu não vim Sexta nem Segunda, e não avisei que não viria... Bom, segue a explicação (ia conversar com os dois pessoalmente, mas acabei falando apenas com o Cassino).

Ultimamente eu estive com crises alérgicas e surgimento de herpes bem freqüentes. Finalmente, tenho um diagnóstico preciso: eu estava com baixa imunológica, causada pela minha vegetarianice. ;-(

Ou seja: voltei a comer todos os tipos de carne novamente. Inclusive a carne vermelha, que "reza a lenda", é essencial pra mim. :-P

Me recomendaram que lesse o livro A Dieta do Tipo Sangüineo, e qual não foi a surpresa ao começar a ler: uma das primeiras dicas para meu tipo sangüíneo (tipo O) é que a carne vermelha é o primeiro item da lista relacionado à minha imunidade. Mas não é só isso: eu também tenho certa intolerância a lactose e grãos (!!!)

Resumindo: durante oito meses, eu estava fazendo tudo ao contrário - e morri de rir quando cheguei a essa conclusão. O exame de sangue estava ok para alguns fatores, mas o de imunidade estava severamente comprometido! Bom, o único de vários médicos que me pediu o exame de imunidade foi o alergista... Bem que a Ana me disse que eu devia "continuar minha procura" :-)

Ainda hoje, tenho que ir mais uma vez ao médico (felizmente os problemas estão desaparecendo), e resolvi que devo tirar também minhas tão "desnecessárias" férias, pra me dar um tempo de repouso. Não se preocupem, conversaremos melhor sobre esse assunto depois.

Abraços,
Rodrigo.


Aqui segue uma breve referência sobre o autor:
Peter D'Adamo

PS: Dona Autamira, Mamãe e Lilian tinham mesmo razão...

quinta-feira, agosto 24, 2006

Beijo Doce

Essa boca tão quente, só tua
Esses lábios macios só teus
Que são meus

Esse beijo apegado
Devagar bem colado
Repleto de atrito, carinho e amor

Vem, que a minha língua
É chocolate que a tua procura

Vem, que se beijar com vontade
Vai sentir o sabor
E no ventre o calor
Que vai marcar a lembrança

Vem, que eu sou o amoroso
Que quer te levar pelos ares

Vem, que o doce não tem fim
É leve, suave, intenso, gostoso
Você não vai enjoar


Tou começando a fazer uns experimentos com métricas. Esse aí foi um dos primeiros, mas ainda tá um pouco tosco. Tenho outros muito melhores. Aí, vou poder fazer música com tudo o que eu quiser escrever :)

segunda-feira, agosto 21, 2006

Explica a Diversão

O homem ainda é muito jovenzinho
Pra saber que, na vida,
As maiores armadilhas não existem

O dia em que se entregar
E parar de pensar no porquê
Vai sossegar e usufruir do que é bom

O dia em que o homem aprender
O que é realmente gostar de viver
Vai crescer como uma árvore
Vai dar frutos de felicidade

O dia em que o homem
Entender que não há escapatória
Vai compreender também
Que não deve temer
O ciclo natural das coisas

Porque tudo é assim mesmo
Do jeito que você já sabe
Sem explicação, sem motivo

Porque esse papo de explicar
Foi algo que nós, homens jovenzinhos,
Inventamos pra nos divertir


sexta-feira, agosto 18, 2006

Naquela Mesa




Interpretada por mim mesmo :)
Gravação rapidinha lá em casa, só pra deixar registrada. Estou aprendendo a mixar melhor, uma pena que o instrumental não ficou tão bom - e o microfone que comprei é uma bosta ;P

quarta-feira, agosto 16, 2006

Tá Faltando Ele

Quando estivemos em Araruama, para o casamento do meu amigo Noronha, todos, sem exceção, lembraram do nosso querido amigo Márcio.
Ao conversar com a Manuzinha e sua família, quantas vezes já não ouvi as histórias de Fernando, meu sogro.

É com muita saudade que ponho aqui uma música que me faz lembrar desses putos, que não mandam muitas notícias. Gostaria muito de saber se eles não estão dividindo a mesma mesa, em algum lugar.

Naquela Mesa - Sérgio Bittencourt

Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor

Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor

Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã

Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim

Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim

Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim

sexta-feira, agosto 11, 2006

Ode Ao Malandro

Malandro é aquele
Que compra tudo o que não pode
Escorrega no crédito, tropeça nos juros
E vive com uma corrente pesada
Pendurada no pescoço

Quando vai embora,
O malvado deixa de sobra
Conta e prestação
Casas Bahia, Copa e TV de plasma

O malandro acha que tá por cima
Tem carrinho de luxo com som que ensurdece
Sempre um copo de cerva na mão
Sempre uma carninha na brasa

Tudo pra forrar seu espaço com a mulherada frenética
Malandro que é malandro tem um monte de amô
Porque não sabe escrever
Se estrepa nas ligações, e esconde o celular

Malandro que é malandro
Deixa faltar o prato na mesa
Já diz o nome: mal homem
Ele, mamulengo, vai no sapato
Esconder suas injúrias na putaria
Não dorme direito, porque vive estressado

Malandro que é malandro
Esquece a família pra ficar com os amigos
Malandro que é malandro é isso
Carioca de praia, samba e cerva
Pele queimada, alma preta
Toma banho de sal grosso
Chega em casa e cai na cama com cheiro de cana

Malandro que é malandro não estuda, faz bico
Bico pra vida, bico pro trabalho, bico pros filhos

Malandro que é malandro
Arruma sempre uma briguinha,
Tem sempre um amigo mais sarado, malhador
Usa o papo pra esquivar
Se garante nos outro pra bater
Ou no três oitão, porque medo tem que meter

Malandro que é malandro conhece puliça
Bate no peito pra dizer que é fichado
Fuma um, já dormiu no cárcere uma noitinha,
Serviu no Exército e conhece fuzil

O malandro bate mesmo só na mulher
Que, pra ficar com o puto, só gostando de apanhar
Tem mulher que gosta mesmo de sofrer

É, malandro, de bom tu num tem nada
Tu parece, mas não é,
És burro pra cacete, não sabes ser feliz


segunda-feira, agosto 07, 2006

O Final de Semana Foi O Primeiro Capítulo

Tudo muito lindo. Casamento perfeito. Em breve, as fotos no flog.

>> É isso mesmo... Essa é a mulher ao lado de quem ficarei por toda minha vida.

Existe Uma Saudade
Que não cala, uma vez que ganha voz
Quem sofre de solidão
Tanto o faz que se acostuma
Acaba achando bom

Mas você me cura
E por isso eu não te esqueço
Lembrar é saber que estou vivo
Te sentir é saber que estou aqui

Viver essa roda gigante
Descobrir-se maior a cada manhã
Essa é a saúde
Dos curados da solidão

Quem ainda sofre, se encolhe
No cantinho, quieto,
Pode até dizer que é feliz
Pode até se sentir bem e se iludir
Dentro do seu pequenino cercado
De ignorância e arame farpado

Mas não me engana,
Porque já estive nesse vil nevoeiro
Onde só podemos enxergar o que é nosso
O que é próximo, o que é próprio

O próximo é pra quem vivemos
Pois afinal, quando morrermos
O que vamos deixar, senão lições
E tudo mais que algum dia
Achamos que tivemos?

O que deseja ouvir no dia da sua partida?
Prefere a alegria dos escarnecedores?
A pena dos covardes apunhaladores?
Ou as juras daqueles que te amam?

Preferirá que digam
Que foi sempre um homem
Bem sucedido e só?
Ou quem sabe alguém que ama
A vida, as pessoas, o mundo
E tudo o que há ao redor?

Prefere sentir de uma vez o sabor que há?
Ou prefere se privar,
Em busca da utópica e impraticável doçura?

Por que não separar o que é bom
E melhorar a cada manhã?
Por que não fazer de hoje uma experiência
Melhor que a de ontem?

Aproveite o dia, eles dizem
Mas eu retoco:
Aproveite o dia de hoje
Melhor do que aproveitou o dia anterior


segunda-feira, julho 31, 2006

Início da Nova Temporada

Eu entrei em um novo nível de existência. Agora sou duas pessoas. Ganhei novos tios, amigos, parentes, pai, mãe, irmãos, avó e tudo. Minhas responsabilidades aumentaram, minha felicidade tá lá em cima, e atingiu um recorde estatístico. Foi como eu disse: antes eu era felizinho. Agora, sinto que "felizão" não comporta mais esse sentimento tão superlativo. ;)

E no final de semana que vem, um grande amigo vai casar. Bom, três amigos vão se casar, mas eu só vou poder ir a um dos casamentos - o do amigo de infância. Nesse, eu vou ser padrinho. E ela vai estar comigo, linda como sempre :-)

Felicidade e Tal
Quem vê a vida como uma guerra
Lutará pra sempre
Mas quem vê a vida como um parque
Terá sempre novos brinquedos e diversões

Felicidade é assim:
Se você acha que não tem,
Tente olhar de novo.

E lembre-se:
Um bom começo
É o começo de uma boa coisa




Ainda, pra finalizar, um trecho de uma poesia do Vinícius, que já postei aqui anteriormente (sempre bom relembrar):

Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor

quinta-feira, julho 20, 2006

Circense

Tenho 7 vídeos das apresentações do Cirque du Soleil. Você acha muito? Ainda falta um monte. Então, ouve essa: estou tendo aulas de acrobacia aérea (!) no Jardim Botânico. Comecei na Terça à noite. Porque, afinal, se eu gostei tanto, por que não tentar aprender um pouco também?? :)

Fica uma poesia minha pra Manu:

Diálogo
Nada foi removido
Durante o processamento da sua pessoa, meu amor
Nem o coração
Nem a alma, nem o bom humor

Nem o rostinho, nem a elegância
Nem esse jeito performático
Cheio de gestos de ser
Jeito de quem fala com as mãos
De quem tem carinhos incansáveis

Nem o sorriso foi tirado
Nem essa gostosura toda
(Olha, vc é gostosa mesmo)

Nem esse jeito de olhar
Nem o cabelão cheiroso
Nada foi removido
Durante o processamento da sua pessoa, Emmanuele
Nem a boa educação,
Nem os bons valores morais

Toda muito amável
Mulher integral, com todas as letras, vitaminas,
Sais minerais, bom gosto e bom beijo
Linda!


segunda-feira, julho 17, 2006

Infinitude

E se toda a vida
For apenas o sonho
Daqueles que vivem eternamente?

Pois então não importa o futuro
Não me importa quantos dias a mais
Estará aqui comigo
Importa-me agora o agora

Vale-me tuas palavras
E teu abraço, que tenho
Vale-me teu sorriso amplo
E essa saudade franca
Que morre nos teus braços
Ao passo que eu morro de paixão

Pois então, não me importa o futuro
Mas importa que agora
Posso te imaginar ao meu lado pra sempre
Alimenta a alma a infinitude instantânea

Vai ver, fora deste mundo
Jazemos eu e você,
Deitados lado a lado,
Vivendo eternamente juntos,
Sonhando o mesmo sonho.




Eu estou viciado em Cirque Du Soleil.

quinta-feira, julho 13, 2006

Você sabe o que é RSS?

Negocinho extremamente útil. Recomendo para todos.
Com o RSS, você pode:
  • Receber, separadamente, todos os posts de blogs dos seus amigos ASSIM que eles colocarem coisas novas nas páginas
  • Se for torcedor do Figueirense, receber as notícias do clube que entrarem no canal de Esportes;
  • Por meio de filtros, ter acesso as notícias sobre a "Nasa" que entrarem no canal de Ciência.
Tutorial completo Aqui!

terça-feira, julho 11, 2006

Quando Estamos Perdidos

A gente sempre se transfere um pouco
Para o corpo da pessoa querida
E com isso, transferimos também a ela
Um pedaço da nossa responsabilidade
De nos fazer feliz

Quando, e se, somos abandonados,
Esse pedaço de alegria se perde
Não nos sentimos culpados, mas traídos
Por nosso próprio erro

Essa ansiedade infantil
De estar perto de quem amamos
É natural, mas não podemos perder de vista
Que todo momento deve ser usufruído
Com tudo o que pudermos viver

Para que não nos sintamos desalmados
Para que não fiquemos angustiados
Para que estejamos saciados
E pra que a lembrança seja

Quando nos transferimos um pouco
Àqueles que tanto queremos
Julgamos muito mal um inocente
E nos traímos nós mesmos



Safe Creative #0803040463138



Eu tou amarradão demais no CD do Raphael Rabello com a Amélia Rabello, chamado Todas as Canções. É demais mesmo, tou ouvindo no repeat sem me cançar... Há quase duas semanas.

É claro, há uma outra música que não sai da coleção: Gracias a la Vida, interpretada pela Manu. Sim, sim, foi aquela mesma que eu coloquei online, agora com o link pra baixar.

quarta-feira, julho 05, 2006

Corcovado - by Myself ;-)

Primeira gravação mais ou menos decente feita em casa.
Críticas:
1 - Muito reverb na voz (você vai entender quando ouvir)
2 - O assobio está muito alto comparado aos outros instrumentos

Pontos Legais:
1 - Tou aprendendo a usar a captação dos mics sem ter muito ruído
2 - A respiração que foi usada como percursão de fundo às vezes parece ter barulho de mar
3 - Tem um chocalho muito de leve, que também foi feito com a boca

terça-feira, julho 04, 2006

Elasmossauro

Ele abriu um terminal e lá estavam as três lacunas que deveriam ser preenchidas: usuário, senha e nome do banco de dados.

"Não me lembro do que tenho que preencher".

Com um pouco de esforço, trouxe à lembrança o nome do usuário: "zeus". A senha era fácil. Projetos internos sempre recebiam como senha o mesmo usuário, seguido de dois zeros: "zeus00". Mas sabia que estes dados estavam inválidos. Com um pouco mais de esforço, lembrou-se de que os dados haviam mudado. A segunda combinação de usuário e senha só haviam sido utilizados uma única vez.

"Ih, caramba... Vou ter que me lembrar do que eram. Não anotei em lugar nenhum."

Fechou os olhos. Com uma busca em seu consciente, encontrou o caminho. Entre paus, pedras, castelos, canetas e tudo o mais que seu cérebro pudesse associar de informações inúteis. Escavou do fundo de seu baú mental os usuários e senhas mais recentes: "zeusproj". Era a mesma palavra para usuário e senha.

"Ok. Mas agora falta o principal. O nome do banco de dados."

Esta informação não havia mudado. Ele resolveu testar seus novos poderes. Fechou os olhos, a fim de enxergar melhor dentro de si. "Elasmossauro", "endívias gratinadas", "tecnologia". Eram termos totalmente fora de cogitação. Mas a palavra estava lá. Começou a lembrar de sua colega de projeto. Ela sabia muito bem sobre este banco de dados, já que era sua mantenedora. Das duas ou três vezes que o acessara, perguntou-lhe rapidamente o nome, sem lhe dar muita atenção.

"Isso vai ser bastante difícil".

Ele focou sua consciência. Debruçou a cabeça sobre suas mãos. Os cotovelos estavam apoiados em cima da mesa. Reajustou o ritmo respiratório, a fim de bombear mais sangue para seu cérebro.

"Eu sei que a palavra está por aqui".

"Acidente", "gestação", "ponto de impacto", "terremoto"... Nada que encontrava tinha qualquer relação óbvia com objeto procurado em seu bagunçado quarto de lembranças. Aos poucos, sentiu que as veias de sua testa estavam inchando. Mas não devia prestar atenção nestes pequenos pontos de dispersão. Devia perceber seu interior. Aumentou o ritmo respiratório, a fim de melhorar a oxigenação. Lembrou-se que outras pessoas pronunciavam esta mesma palavra com freqüência, para designar um dos conceitos do projeto.

"Quase lá, quase lá. Elasmossauro, elasmossauro..."

Em um rompante, abriu os olhos e olhou o google, buscando por palavras similares. Sabia que, a essa altura, se encontrasse a palavra escrita em algum lugar, reconheceria. Mas ela não estava em texto algum. Minutos depois, voltou, e demorou algum tempo antes de chegar ao mesmo estágio no qual havia abandonado sua busca mental.

"Ora, ora... Se alguém me disser o nome do banco, é claro que eu vou dizer que já sabia. Ele vai ter que sair daqui."

Em mais alguns instantes, iniciou os exercícios de contrações, ou Bandhas. Em breve, a energia concentrada subiria para sua cabeça. Quando sentiu a maior clareza em seus pensamentos, teve a nítida sensação: era questão de tempo até que lembrasse a palavra.

"Pronto. Daqui a pouco eu vou lembrar a bendita palavra."

Voltou a olhar as coisas à sua volta. A sensação de executar essas façanhas era sempre a de visitar um mundo paralelo, que só existia dentro de si. Enquanto clicava e escrevia coisas em sua área de trabalho, sorriu sozinho e percebeu claramente, como uma garrafa tampada que chega à superfície do mar de águas turvas, a mensagem que buscou como afinco.

"Sismografia".

Ao preencher os dados das lacunas em branco, viu-se apreensivo. Clicou no botão "OK", e após alguns instantes o terminal emitia a mensagem:

> Connected.

Feliz da vida, chamou um dos seus colegas de trabalho para comentar o fato. Antes de mencionar toda a história, disse que havia esquecido o nome do banco de dados. Seu colega prontamente respondeu:

"Todos os projetos usam o banco de dados sismografia."

Agradeceu polidamente, voltou completamente sem graça à sua mesa e resolveu não contar coisa alguma a ninguém.

segunda-feira, julho 03, 2006

Primeiro Mês

Que todos os próximos meses sejam sempre brilhantes, e que cada ano vindouro seja melhor que o anterior.

Parabéns, Manu!
Como já te disse, essa felicidade só você e Deus sabem o que é. Eu nunca poderia senti-la sozinho! :)

sexta-feira, junho 30, 2006

Emmanuele Santos - Gracias a la Vida

Experimentando um novo recurso aqui. Clica no play da parada :)




Saca também essa poesia:

Toque
Tuas mãos foram tão minhas
E minhas mãos foram tão tuas
Que quando orei a Deus
Em agradecimento pelas tuas
Já não sabia de quem era
As mãos que as minhas tocavam

Porque, ao me tocar,
Deste-me tantas chaves
Que as respostas encontradas
Tornaram-se enigmas

E percebi serem as portas que conheço
Tão poucas, que me fizeram
Sentir-me um total ingênuo

Quando se tocam nossos lábios
Falam-se com muitos significados,
Texturas, gostos, sons,
E um ritmo, só seu e meu

Ao mesmo tempo sentimos
Tudo o que há para saber
E mesmo assim, aturdidos,
Esperamos um dia compreender
Toda a mágica que há entre mim e você


segunda-feira, junho 26, 2006

Para Severino

Ele se foi
Como a última folha de Outono
Em um lindo dia
Dos mais infelizes

Caiu de repente,
Em meio à sua alegria
A última, e mais importante folha
Marcou o ínicio
Do Inverno da gente

Sua árvore deixou os frutos
Mais belos daquela estação
Sua vida não foi em vão

A queda da folha mais importante
Que ditou o fim
De um aconchegante Outono
Preparou a terra
Com ensinamentos e lembranças

De marido, pai, amigo e bardo
De arquiteto da boa vida

Quando passado
Um dos mais vigorosos Invernos
E despontada a luz primaveril

Qual floresta não crescerá
Em torno do lugar
Onde a folha mais importante está?

Depois de passado o susto e tocado o chão
Subiu seu espírito ao lar celestial
Porque folha que vira estação
Sobe é com muita moral

Pois um anjo, que vivia
Empoleirado naquela árvore
Prendeu, na pontinha de sua asa,
A alma da folha, que é uma pluma

E alçou pleno vôo, direto, a jato,
Para fazer sumirem os derradeiros segundos
Que precediam seu encontro com o Pai

Severino partiu
E para que eu não o esquecesse
Me deixou sua última flor
Para que no Inverno eu a acolhesse,
E tentasse, talvez,
Diminuir sua dor


sexta-feira, junho 23, 2006

Tocando o Céu

Saudades de sentir falta de alguém
Talvez de uma língua espanhola
Misturada com o francês
Sempre com o sotaque carioca

Talvez estes ingredientes exóticos
Pudessem refazer a fórmula mágica
Daquele que busca seus sonhos
E que, por vezes,
Tem a chance de tocar o céu

Talvez um abraço, um cinema
Um encanto e um recado
Sentir de pertinho e pensar
"Merece tudo de bom"

Que, se finito ainda que intenso
Seja ao menos a memória inesquecível
Pois quem começa o que é idealmente eterno
Mesmo tendo conhecimento do passageiro
Não dá o passo pensando em seu fim

Já se foram as saudades
De sentir falta de alguém
E me aproximo, com alegria,
De mais uma chance
De acariciar o paraíso novamente




Namorada, te amo! :-)

quarta-feira, junho 21, 2006

Box.net

Aqueles que me conhecem sabem o quanto eu acredito que um dia todos terão acesso a seus sistemas muito mais virtualmente do que um Gmail da vida, ou do que o orkut.

Então, dêem uma olhada nisso aqui:
Box.net - 1GB de espaço gratuito pra armazenar o que você quiser. Ainda não é tão trivial de ser usado, mas já facilita o backup. Quem leu a historinha A Viagem de Layla e Amanda sabe mais ou menos como eu acredito que tudo isso vá ficar um dia. Vamos esperar que o Google meta as mãos nessa galera ;-)

Aqui você aprende a montar o seu espaço num sistema Windows, como se fosse um disco local. Não testei, mas acredito que ainda não deva ser tão rápido.

E aqui você aprende a fazer um programa que acessa o Box.net. Invente qualquer programa, e use-o em conjunto com esse sisteminha bacana.

Boom Boom Satellites

Integrating electronica, rock, and jazz elements, Boom Boom Satellites are one of Japan's most experimental and acclaimed bands. With exciting and challenging albums, and live shows that would put most dance artists to shame, Boom Boom Satellites are a band for those looking for something different.

Retirado daqui.

Vale à pena ouvir.

Café Com Leite

A graça de amar não está somente
Em saber os mistérios de quem é amado

Ela reside, abstratamente, em descobrir
O que a vida guarda para aqueles
Que seguem juntos o mesmo caminho

Você sabe: existem infinitas novidades
Pra quem as busca com obstinação




Em breve, estarei de férias :-)

Ontem comprei um dos melhores edredons de todos os tempos. Não se engane com a propagando dos 180 fios... Compre logo um edredon de malha. Esse é pretão, 220cm x 240cm, da Tok Stok. Saiu por menos da metade do preço dos edredonzões sinistros que vendem por aí. O meu eu batizei de "De Volta Ao Útero".

segunda-feira, junho 19, 2006

Produtividade e Fluxo de Trabalho – Sérgio Franco

Minha médica me pediu um exame periódico de sangue, a fim de fazer um checkup. Para me informar melhor, fui até o laboratório Sérgio Franco, no Leblon. Do lado de fora, uma vidraça enorme, espelhada, já na altura da calçada. Um segurança local me recepcionou, e imediatamente me encaminhou para um balcão muito óbvio, bem na entrada:
- Você pode conseguir as informações que quiser com aquela moça ali, senhor.

Olhei em volta. Um hall enorme, com um pé direito de talvez uns cinco metros, algumas colunas de sustentação, todas as paredes cobertas com um papel de parede imitando madeira de textura bem clara e suave. Ao meu lado direito, uma fileira de bancos de espera para o balcão de recepção. À esquerda, se estendia uma fileira de baias com atendentes e uma segunda fileira de cadeiras, com pacientes aguardando o momento do atendimento.

Fui até “aquela moça ali”:
- Boa tarde, senhor. Em que posso ajudar? – Fui recebido com um sorriso muito cortês.
- Boa tarde, gostaria de saber como devo proceder para fazer um exame de sangue.
- Convênio com plano de saúde?
- Sim.
- Empresarial ou particular?
- Particular.
- Qual é o plano, senhor?
- X.
- Obrigado. Que exames você deseja fazer?
- Não entendo nada disso, mas a minha médica me entregou esta carta – repassei a tal carta para a atendente.
- Perfeitamente. Para os exames de sangue, o senhor deve estar em jejum por no mínimo doze horas. A radiografia nós ainda não estamos executando neste laboratório. A fila é obedecida por ordem de chegada dos clientes, e estamos abertos a partir das 6:30 da manhã, que é o horário preferível para se fazer a coleta de sangue.
- Bom, então eu posso voltar aqui amanhã de manhã?
- Sim, senhor Rodrigo.
- Obrigado.

(No dia seguinte, fui atendido por uma outra recepcionista)
- Bom dia, senhor, em que posso ajudar?
- Oi, gostaria de fazer um exame de sangue. – De cara, fui entregando o cartão do plano de saúde e a carta da médica.
- Um momento, por favor, senhor Rodrigo. – Agora começou a mágica. Ela digitou alguma coisa em seu terminal – Pronto, o senhor pode aguardar naquela fila com a carteira do plano de saúde, a carta da médica e um documento de identidade. Uma das nossas operadoras vai chamá-lo.

Fui para a fileira de bancos à esquerda. Sentei-me e saquei um livro, pensando que o atendimento fosse demorar. Em menos de cinco minutos, uma mulher chama pelo meu nome, e lá fui eu. Entreguei os documentos, e ela digitou alguns dados cadastrais – afinal, era a primeira visita. Imprimiu alguns documentos, e me pediu para ler e assina-los. Eram somente os pedidos dos exames de sangue.

Não pude deixar de reparar em um leitor de impressões digitais, ao lado do monitor de tela plana da atendente:
- Me desculpe pela pergunta. Você usa isso aqui pra se identificar no seu terminal?
- Não, senhor Rodrigo. O seu plano de saúde usa esse leitor para autenticar os clientes, dependendo do tipo de exame feito. Para exames de sangue isso não é requerido, mas daqui a algumas semanas nossa radiologia estará funcionando novamente, e daí, se você voltasse e pedisse uma radiologia, teríamos que cadastrá-lo uma vez. A partir de então você poderia ser reconhecido em toda a rede onde temos este sistema.
- Calma aí... Você tá dizendo que o meu plano de saúde colocou esses leitores em toda a rede Sérgio Franco?
- Quase toda. Ainda faltam algumas unidades, mas já estão sendo implantados.

Que ingênuo eu fui. Achando mesmo que aquele leitor era pra ser usado uma vez por dia, só quando a mulher chegasse ao trabalho... Mas uma empresa colocando equipamentos dentro de outra... Estranho, não? Isso se chama integração.

Dali a algumas assinaturas, ela me ensinou o terceiro hall de espera, para seguir ao exame.
- Você mesmo vem buscar, ou prefere que enviemos o resultado?
- Eu mesmo posso vir.
- Ok. Tenha um bom dia, senhor Rodrigo.
- Bom dia, Lidiane – O nome dela estava em seu crachá de identificação.

Lá fui eu. Dessa vez, pra uma sala semicircular, com uma tevê que exibia algum vídeo de acrobatas e trapezistas. Provavelmente algum espetáculo do Cirque du Soleil. Não ousei sacar o livro. Em menos de 5 minutos, novamente:
- Senhor Rodrigo?
- Sou eu.
- Bom dia, senhor Rodrigo! Por aqui, por favor.

O técnico comparou minha carteira de identidade com os documentos que recebera via rede, me explicou minuciosamente cada passo da coleta de sangue, e em menos de 10 minutos havia feito o exame. Recebi um cartão, como um cartão de visita, mas com os dados do meu exame e a data do resultado, que seria dali a dois dias. Fui encaminhado para a última saleta, de saída, onde poderia tomar um café e relaxar um pouco. Lá também passava o tal vídeo. Saí pelo outro lado do laboratório.

(Dois dias depois)
- Bom dia, gostaria de recuperar os resultados de um exame de sangue.
- Por ali, senhor – O recepcionista me apontou um segundo balcão de recepção. Dessa vez, notei que tanto a recepção principal quanto a sala de “check in” tinham suas tevês, com a mesma programação do circo.
- Bom dia, senhor, em que posso ajudar?
- Vim pegar os resultados deste exame – Entreguei o cartão.
- Um instante, por favor, senhor Rodrigo.

Em questão de segundos, a mulher digitou minha identificação, e os exatos documentos dos meus exames foram impressos. Ela grampeou as mais de dez páginas, dobrou em duas marcas, inseriu em um envelope de correspondência, lacrou com uma etiqueta do laboratório e me entregou em mãos.
- Obrigado.
- De nada. Tenha um bom dia, senhor Rodrigo.

Em menos de cinco minutos, lá estava eu do lado de fora. Parei para olhar o envelope. As dobras do documento guardado faziam com que os meus dados, juntamente dos dados da minha médica, do meu convênio e do meu endereço residencial aparecessem através de uma parte transparente em uma das faces do envelope, certinho...

Não sei por que, mas eu me sinto tão bem quando as pessoas me recebem sorridentes, são atenciosas e me chamam pelo nome...

Sabe quando eu gosto de um computador? Quando quem o usa mal precisa tocá-lo.

terça-feira, junho 13, 2006

Gostando de Alguém Feito Você

Escrevo coisas lindas quando gosto de alguém
Mas poucas vezes gostei de alguém desse jeito...
Quando não gosto, sou o maior dos descrentes no amor
Desdenho e faço que não existe
Só pra ter o prazer de me surpreender quando encontro alguém assim
Feito você



Peguei as chaves do meu novo larrrrrrrrrr
Voltei a morar em Botafogo, no prédio do lado do prédio onde morei. Até o final da semana estará tudo certo.

quinta-feira, junho 08, 2006

Ricos Trabalhando Para Pobres?

Este é, de longe, um dos meus melhores artigos. Leia-o. Diga-me que é um dos piores, e me contrarie com razão, por favor, senão eu vou acreditar que estou certo.

Antes de começar a ler, prepare-se: há algumas conclusões bem instigantes. Mas como se trata de um argumento, não o leve tão a sério: eu apenas esculpi as palavras, para que você pudesse até achar que essa seja a verdade. Outra coisa: não me preocupei em explicar alguns detalhes, então tem coisas implícitas. Denuncie qualquer variável que eu possa não ter mencionado - de repente eu nem vi mesmo. Se você puder pelo menos se divertir com esse texto, meu dia tá feito :-)

Vocês sabem por que a tecnologia evolui? Pra que possamos fazer mais coisas com menos esforço. Se podemos fazer mais coisas com menos esforço, que tal usar o nosso tempo pra produzir coisas que não precisamos consumir? Absurdo, não? É isso o que acontece com o mundo, agora mesmo.

O capitalismo hoje é articulado de maneira a fazer os ricos ficarem muito mais ricos, e os pobres, muito mais pobres. A classe média é empurrada cada vez mais pra baixo, a fim de que seja unida às classes mais básicas. Todas as profissões que requerem um mínimo de especialização tendem a ser aniquiladas pela presença da automação. Se você é dono de uma máquina, então essa máquina é o seu "escravo pessoal". Não há necessidade de trabalhar para que no fim do mês haja dindim na sua conta. Mas se você é assalariado, tem medo de perder seu emprego. Você é sua única força de trabalho.

Sendo um pouco marxista, os assalariados hoje são recompensados com muito, muito menos do que o valor que produzem. O sobressalente vai pra mão dos ricos. Assim, surgem ultra-ricos. Concorda?

Com o poder de consumo aniquilado, as classes mais baixas poderão somente suprir as suas necessidades básicas. Os ricos, ao contrário, terão dinheiro que não poderão gastar. Há um problema conceitual econômico: tudo de maravilhoso que produzimos, sendo supérfluo e paradoxalmente também necessário, estará restrito a um número cada vez menor de pessoas. A diminuição dos mercados fará com que as super-máquinas de produção disputem um número cada vez menor de consumidores. O mercado realmente grande será, de fato, a camada rasteira da população. Mas eles só poderão comprar o que podem comer, o que podem vestir, e o que podem habitar.

Segundo C. K. Prahalad (eu gosto muito desse cara), o mercado mais rico hoje é realmente o da base da pirâmide - os mais pobres. E esse mercado está crescendo. As super companhias de bens super caros já estão concentrando esforços para criar produtos acessíveis a essa camada populacional. Na minha opinião, é um dos reflexos do "enxugamento" das camadas econômicas média e superior. O que é um produto comprável pelas camadas baixas? Qualquer um que diminua seu custo de vida. Ôpa! Custo zero é super bom, não é?? Então, as coisas sairão de graça, no futuro. Duvida? Vide Google.

* Sem mais perguntas, meritíssimo *

Então, os super-ricos terão muito dinheiro, e suas principais inovações serão direcionadas aos mais pobres. Quem tem poder trabalha pra quem não tem. Interessante isso, não é mesmo? A tecnologia vai evoluir naturalmente para satisfazer primariamente àqueles que não tem uma boa situação econômica.

Bom, mas o pobre não pode comprar tudo o que quer, quando quer, é bem verdade. E o povo oprimido para baixo pode estourar em revolta. Mas eu não acredito que isso vá acontecer. Não acredito em nenhuma super-mega-rebelião contra os governos corruptos e os super-ricos.

Com a automação gradual dos governos, por exemplo, naturalmente a corrupção será eliminada. Com a eliminação de guichês humanos de atendimento, por exemplo, não haverá mais aquelas pequenas propinas. No trânsito, temos outro exemplo: você não pode "dar 30 Reais" para um pardal tomar sua cerveja, como fazemos com guardas de trânsito.

Meu argumento é o de que a maneira de enxergar o lucro vai mudar. Você não é dono do mundo mesmo que tenha todo o dinheiro. Se não puder desfrutá-lo durante uma vida inteira, do que adianta tê-lo? E se tiver medo de possuir esse dinheiro - temendo os outros que não o têm - do que adianta? E mais: do que adianta ter todo o dinheiro, se tudo o que pode fazer é continuar tomando conta dele?

Pobres e ricos são escravos de um erro conceitual. E essa característica será a principal causadora da extinção do capitalismo.

A super-máquina da produtividade nos permite deixar de trabalhar forçosamente. E é isso o que devia acontecer. Pouco a pouco, estamos sofrendo transformações incríveis na sociedade, na forma como adquirimos bens e como somos supridos. Essa mania que brasileiro tem de criar feriados é uma boa forma de ver como podemos deixar de ser escravos do trabalho, pouco a pouco.

Em poucas palavras: na Copa, em dia de jogo do Brasil, teremos feriado. Ninguém vai tomar conta das suas contas, ninguém vai deixar de produzir por isso, e todos vão se divertir.

segunda-feira, junho 05, 2006

Um Dia Como Poucos

Chego a mais uma Segunda-Feira
Mas hoje, tenho a ciência
De que nada mais me falta

Porque sentir que há alguém
Cuidando de mim
É inefavelmente maravilhoso

Espero ter a chance
De, ao menos de perto,
Corresponder a sublime sensação
À altura de seu merecimento



Manu, estou caminhando nas nuvens. =)

sexta-feira, junho 02, 2006

Sustentáculo

Ai de quem foge à poesia
Para maltratar seus inimigos
Para instilar o medo infantil

Ai de quem recorre às palavras
Para fazer valer a causa insensata
Ai de quem prepara a massa lógica
Para convencer a massa fraca a abraçar
Uma ideologia barata e irracional

Ai de mim, se não defendo
O prazer de encontrar a verdade
A maçã permitida e procurada

Ai de nós, se não procuramos
Deixar de lado o desnecessário
Ai de nós, se continuarmos
A alimentar a máquina violenta

Ai do mundo, se da terra não tirarmos
Somente o que precisamos
E da Terra, se apagarmos o Sol
Com a fumaça de nossos motores



Safe Creative #0803010456856

quinta-feira, maio 25, 2006

A Viagem de Layla e Amanda

Era o início da tarde. Layla se acomodou em seu quarto, e foi andar pela cidade que visitava. Enquanto dava sua volta de reconhecimento, percebeu que lá havia alguns salões que lembravam esses com caixas eletrônicos de banco. Uma placa os identificava com o nome "Teiaviva".

Ao cair a noite, ela estacionou em frente a um deles. Trancou o carro, e com alguns passos chegou até a porta da loja. Tirou seu chaveiro cilíndrico do bolso e destampou uma das extremidades. Uma espécie de conector foi revelada, e ela o encaixou numa fenda, em um painel lateral à porta. O display passou a mostrar a mensagem "Sua Digital Aqui".

Pressionou o dedo indicador no lugar apropriado, e a porta se abriu. Do lado de dentro, quinze terminais estavam dispostos, lado a lado. Alguns estavam ocupados. Layla escolheu um ao acaso. Cada terminal tinha um monitor de dezessete polegadas, um teclado, uma pequena esfera embutida ao lado do teclado e um conjunto de fones de ouvido e microfone pendurados ao lado do monitor.

Ela colocou o fone em sua cabeça, ajustou o microfone próximo à sua boca e pressionou algumas teclas aleatoriamente, a fim de ligar o monitor. A tela se acendeu, mostrando uma logomarca do sistema, presente em praticamente todas as grandes cidades do mundo. No canto inferior direito, uma seta verde com a legenda "Seu Disco Pessoal Aqui" pulsava lateralmente, apontando uma fenda, idêntica à encontrada no painel da porta.

A mulher, aparentando seus vinte e seis anos no melhor estilo "gostosona", cabelos e olhos castanhos, plugou seu chaveiro no conector. Era hora de dizer à sua prima que havia chegado, e que estava bem.

Ao perceber a conexão do disco, o sistema novamente solicitou que a mulher identificasse sua digital no espaço ao lado do conector.

Após a identificação de Layla, o monitor exibiu a mensagem "Digite Sua Senha". Ela digitou algumas letras, e em seguida, a mensagem "Sincronizando Dados..." apareceu. Após alguns segundos, o sistema mostrou a mensagem "Inicializando".

A logomarca desapareceu, dando espaço a uma área de trabalho ordinária, com alguns ícones e atalhos para programas. No canto inferior direito dessa área havia um display mostrando a hora, e um outro mostrando o tempo de crédito possuído: cinqüenta e três minutos. Automaticamente, sua lista de músicas começou a tocar. Uma canção de uma banda alternativa, Boom Boom Sattellites, soou em seu fone, mas não a ponto de atrapalhar a ligação telefônica que faria a seguir.

"Tenho que comprar mais créditos amanhã, pela manhã", pensou. Deslizando a palma da mão pela esfera, Layla levou o cursor até o ícone de um dos programas que desejava usar. A figura de um telefone surgiu, e um painel com os endereços de seus contatos foi mostrado ao lado esquerdo. Clicou no nome Amanda, e uma ligação para o estado vizinho foi iniciada.

Após alguns toques, sua amiga Amanda, dona de uma voz bem forte e grave, atendeu:
- Alou?
- Amanda?
- Layla? Já chegou?
- Já, amiga! Olha, tou morrendo de saudade! Cheguei pela manhã, e já arrumei tudo. A cidade é muito fria, mas é linda! Já preparou suas coisas?
- Ah, que bom! Já sim! Acabei de arrumar minhas malas, e daqui a pouco vou pro aeroporto!
- Ok, vou te buscar. Qual é mesmo o horário de chegada?
- Dez e meia.
- Perfeito, dez e meia no aeroporto. Um beijo, prima!
- Outro! Deixa eu dar um jeito nessa casa, pra depois eu partir.
- E Fernando?
- Me ligou mais cedo dizendo que ia passar uns dias na casa dos pais.
- Ah, isso vai ser bom pra ele.
- Vai sim. Agora, deixa eu me aprontar.
- Tchau!
- Bye bye!

Amanda desligou o telefone. Layla tentou ligar para seus pais, sem sucesso. Deixou um recado na secretária eletrônica, e mandou também um e-mail. Depois, telefonou para Pedro, mas seu celular não estava ligado.

- Que canalhinha... - Layla riu, sabendo que seu caso devia estar aproveitando sua ausência. Mandou-lhe um torpedo: "aproveite tudo o que puder, meu bem. Quando eu voltar, vou te seqüestrar por três dias."

Não tinha nenhum e-mail novo, mas no orkut seus amigos disparavam os scraps de sempre: "boa viagem!", "boas férias!", "me traz um presente!"

Entrou em seguida em um site, ThisPlace. Lá, fez uma busca pela cidade em que estava, e pegou todo o programa de bares, restaurantes, teatros e lugares recomendados. Salvou o arquivo, e resolveu partir.

Após desconectar e desligar tudo, voltou ao carro. Lá dentro, sacou um palmtop e plugou seu chaveiro nele. Iniciou o ThisPlace, abriu através do programa o arquivo que havia baixado na cabine. Na tela, apareceu o mapa em fotos aéreas da rua, e também um ponto vermelho, indicando onde ela estava naquele momento.

- Isso vai ser fácil. - Ela suspirou aliviada.

Digitou a palavra "lugares indicados". Automaticamente, a imagem foi afastada, e sobre o mapa apareceram alguns pontos azuis. Selecionou e gravou o roteiro daquela noite: parque público, buscar Amanda no aeroporto, jantar e por último ir a uma boate. Se divertiria com gente diferente, sem seu "cobertor de orelha" por perto.

- Primeiro passo... - Com um clique em "Piloto Automático", o programa soou a frase: "Siga em frente, e vire a próxima direita".

Layla deu a partida, seguiu em frente, virou à direita, e sorriu.

Safe Creative #0803010456849

terça-feira, maio 23, 2006

Bost



Essa é uma paródia do Lost, feita por uma galera maneiríssima :-)
Vai ter mais depois, eles estão fazendo seleção de atores pros próximos capítulos!

quarta-feira, maio 17, 2006

Poesia em Grupo

Este texto foi feito durante uma longa conversa com a Manu. Ela é fantástica ;)

Poesia a Quatro Mãos

Quanto mais as pessoas se escondem...
Parece que têm medo das palavras
Não falam o que sentem,
Não ouvem o que devem ouvir

Como se o dito fosse como armas
Como se a verdade doesse mais
Que um ventre rasgado

É como a criança que se recusa a aprender a ler
Assim são as lições do amor
Terrivelmente necessárias

O coração partido pela verdade
Logo se recupera para aprender a não errar
Mas a ferida aberta pela mentira é pior
Será a mesma armadilha dia após dia

O coração que usa de omissão se sufoca
Como um glutão, enche-se de palavras
E atos que não condizem com a devida atitude
Escurece o que estava claro e acaba com a própria paz

Quanto mais as pessoas se escondem
Mais ciladas armam contra si mesmas
Mais continuam a se esconder
Mais vestem sorrisos e inspiram a dor


Safe Creative #0803010456825

IV Jornada de Estudos de Casos SEBRAE

Recebi uma excelente notícia!
Nosso grupo, composto por dois alunos universitários: eu e a Maria Beatriz, orientados pela Helene Salim, ficou em sexto lugar nesse concurso aí do título:



Teremos nossa história publicada em um livro do Sebrae este ano. Trata-se do estudo de caso da empresa de design Estúdio Criatura, voltada especialmente para atender o terceiro setor. Foi uma boa surpresa, um tanto inesperada.

Na verdade, havia mais uma aluna no grupo, a Angélica, mas ela acabou não podendo se inscrever conosco, porque era da pós-graduação.

Meus agradecimentos ao pessoal do Estúdio - o Roberto, principalmente, que nos deu um excelente panorama da empresa, para que pudéssemos desenvolver nosso estudo, e aos meus colegas de grupo e curso. Um beijo também pra magnânima orientadora, sempre alegre, sorridente e muito paciente.

Consideramos o tempo que tivemos, o trabalho podia ter ficado melhor. Mas já teve um bom resultado, em vista das prioridades. É tanta coisa pra fazer no nosso dia-a-dia...

:) :)

segunda-feira, maio 08, 2006

Vejamos o caso da China

O que a China está fazendo com toda a tecnologia existente no mundo? Copiar/colar.

Podemos também dizer "aprendendo por exemplo". Todos temem a chegada dos chineses no mercado de trabalho. Eles podem cobrar muito menos, e viver (muito bem, às vezes) com isso. Na verdade, o primeiro mundo teme a emergência do terceiro. E todos temem a China. Lá, antigamente, era uma terra com pessoas miseráveis. Muito digno de George Orwell, um país fechado, onde o cidadão comum não sabia o que acontecia do lado de fora. Até hoje não são muitos os que sabem. Mas este número está mudando, rapidamente e numa taxa constante.

Como assim é possível que os engenheiros chineses vivam muito bem com muito menos do que os engenheiros americanos? O terceiro mundo, e principalmente a Índia e a China, nivelarão o mercado de trabalho. Infelizmente, para baixo, no início. Não há demanda que não possa ser provida por um chinês baratinho. Pensem bem: metade do mundo (quase 3 bilhões de pessoas) têm finalmente a chance de entrar e competir no cenário global. Onde não havia força produtiva, estão sendo despertados verdadeiros gigantes. Digamos que 1 bilhão de pessoas seja a massa das pessoas do primeiro mundo. O que acontece quando outros 3 bilhões passam a fazer a exatamente a mesma coisa, por um preço mínimo? Teremos uma explosão de produtividade. Dessa vez, ou o planetinha acaba, ou a gente aprende a consumir.

Existe alguma maneira de impedir que os países emergentes copiem os métodos de produção e energia de países desenvolvidos? Royalties e patentes. Pasmem, pra impedir que o topo da pirâmide fique largo, existe até gente querendo limitar o número de países a usar energia nuclear em apenas 8. E as crianças que estão crescendo, que se danem.

Mas... Por que a Índia afinal vende serviços para os EUA com muito menos custo que os próprios americanos? A resposta está na maneira como "flui" a informação. Os espaços virtuais são tão etéreos que o tempo de tráfego dos dados é praticamente zero. Comparando as economias, é óbvio que a Índia tem um custo de vida menor. Mas a entrega do produto não seria possível, se não fossem as redes. Tanto a Índia quanto a China se tornam praticamente territórios dentro do próprio quintal dos americanos.

Isso me lembra Duna, de Frank Herbert: "the spice must flow". E há quem queira impedir que a informação flua. A correnteza das nossas abstrações mentais é uma forma de se criar riquezas infinitamente. O custo em matéria prima é quase zero. Gente, não tentem vender um software achando que você tá vendendo um carro. Pra ter novos carros, eu preciso de uma linha de montagem. Pra ter novos softwares, eu preciso de um copiar/colar.

Quanto aos serviços "criminosos" de compartilhamento de músicas e arquivos, eis a minha indagação: quando você tem uma tecnologia que fere legalmente os interesses de algumas dezenas mas facilita a vida de bilhões, quem está errado? A tecnologia ou a lei?

Post meio difuso, mas tem lá seus pontos de discussão.

sexta-feira, abril 28, 2006

Sketchup - 3D For Everyone

Fiquem ligados: o todo-poderoso Google acaba de lançar uma ferramenta pra desbaratar a teste de que "desenvolver design em 3D é difícil". Sketchup - 3D for Everyone.

Há uma tentativa de integrar essa ferramente com o Google Earth. Isto significa que, se você quiser, poderá fazer seus objetos em 3D, e disponibilizá-los para qualquer um que esteja "viajando pelo mundo" através do sistema. Já pensou ter uma réplica tridimensional do Cristo Redentor na web? E mais: ter várias réplicas do Cristo Redentor, e você escolhe qual delas vai deixar na tela? :-)

Isso tem tudo a ver com o post anterior. Vamos começar com o tema Realidade Virtual.

Pra começar, esse nome é muito paradoxal. Ou mudamos nossos dicionários, ou continuaremos a viver com a idéia de que o que é real não pode ser virtual, e vice-versa.

Cada vez que eu vejo uma notícia dessas, dá um frio na barriga...

quarta-feira, abril 12, 2006

A Natureza da Informação É Ser Livre - Parte I

Qual é a única coisa que podemos multiplicar infinitamente em nosso cotidiano, como se fôssemos Deus? Informação. Ó, guerra e pobreza não valem! ;-)

O que é abstração? É um conceito inexistente no mundo físico, que tem por objetivo explicar, generalizar, e por fim, tornar compreensível o universo em que vivemos. Nossos conhecimentos são todos abstrações que nos permitem entender o mundo. Não, nós não enxergamos as verdades absolutas, mas chegamos a um limite de compreensão prática que nos conforta. O que sabemos é verdade - verdade que pode ser mudada posteriormente.

Verdade não-absoluta (essa eu tomei emprestado da aula de Filosofia). Se uma pessoa discorda, ela busca uma resposta melhor. Às vezes, essa pessoa acaba inventando coisa nova. Às vezes, morre tentando. Às vezes, se convence de que a resposta anterior era a melhor. Às vezes, desiste, e vive no meio da frustração, sabendo, intuitivamente, que existe uma maneira melhor de se explicar essa verdade que não convence, que não considerava algumas variáveis, mas que mesmo assim, é verdade.

De agora em diante, quando eu disse a palavra "criar", considere "estruturar", "materializar" ou "comunicar" uma abstração.

A abstração materializada é um objeto. Uma vez que você tente materializar um objeto, encontra certa dificuldade ao lidar com as limitações do mundo físico. Este é o plano da vontade de Deus, enquanto a sua cabeça é o plano da sua vontade, do livre-arbítrio: o que acontece aí dentro é problema seu. Uma pequena cortesia do nosso Senhor, que respeita nossa individualidade. ;-)

Me parece que o plano material oferece resistência à criação. Por que isso acontece? A criatura (nosso espaço), ao ser atingida por uma força transformadora (nossa tentativa de criar), tenta a todo custo manter seu estado original (lei natural da conservação de energia). A energia necessária para criar um objeto (transformar nosso meio) deve ser suficiente para sobrepujar o estado de equilíbrio em que ele se encontra. E assim, fabricamos de tudo: lápis, papel, borracha, computadores e aviões, idiomas, pinturas, músicas - transformando nosso meio. Isso significa que "vencemos a vontade de Deus?" não, mas sim que "era da vontade dEle que você criasse o que conseguiu criar; você estava em sintonia com seus planos".

Podemos dizer que idéias criadoras se influenciam mutuamente. Todo ato de criação necessariamente carrega traços de erro, advindo da interferência das outras atividades criadoras. Estes erros podem ou não ser suficientes para invalidar toda a obra. Nesse contexto, tanto "materializar" quanto "comunicar" uma abstração pode sofrer da influência de incontáveis atividades criadoras - tanto de Deus quanto de nossos colegas. O único espaço onde estamos livres pra criar o que quisermos é nossa mente, nos aproximando do tal "mundo das idéias" de Platão. Nossa matéria prima, nesse caso, são duas coisas: nossa experiência, que são as criações das quais nos alimentamos previamente, e que geraram abstrações em nossas mentes, e o instinto que nos leva à evolução.

Criar nos aproxima cada vez mais do mundo perfeito, do Bem. Essa é a minha idéia de "à imagem e semelhança de Deus". Ele é O Criador, e nós somos criaturas e criadores em menor escala. Você talvez tenha lido algo desse tipo, que eu tenha escrito anteriormente. Esse espaço mental, onde podemos imaginar todas as coisas com perfeição e acurácia, é nosso playground de massinha infinita. Ao materializar idéias, estamos entrando em choque com o mundo que não foi criado por nós. Há várias forças em conflito: a dos indivíduos e a de Deus. Se você inventar algo em sintonia com o que Deus quis, isso sai direitinho. Do contrário, cumpádi, pode tirar o cavalinho da chuva, porque vai dar tudo errado. Da mesma forma, não adianta nada ter um bom projeto de lei se ele é embargado nas instâncias superiores do poder legislativo.

Se exercemos nossa atividade criadora com muita intensidade, é bem mais provável que exerçamos influência sobre a criação de nossos colegas. Do contrário, seremos produto do meio em que vivemos, escolhendo o que devemos ou não absorver. Mesmo nisso, há um pouco de criação: ao concordar, absorver e praticar uma determinada idéia, você deposita um pouco da sua energia naquela criação. Se torna co-criador. Ao censurar, você impõe resistência a uma tentativa de criação.

A maneira através da qual conseguimos comunicar nossas abstrações é a linguagem. Tem muita gente boa dizendo que, sem linguagem, não conseguimos desenvolver o raciocínio. Me parece razoável. Li em algum lugar que isso foi provado cientificamente. Legal. Completando: é através da linguagem que desenvolvemos e comunicamos nossas abstrações. Isso traz uma questão legal: como então surgiu a linguagem, como a conhecemos hoje? Português, Inglês, Francês, Alemão, Mandarim... Como tudo teve início, se a própria linguagem é criada sobre estruturas racionais? Tentando explicar muito brevemente, admito que no início havia uma linguagem primitiva inerente a nós (presente do Papai do Céu), que nos permitiu desenvolver abstrações que aprimoraram essa linguagem, que permitiu desenvolver abstrações mais complexas que tornaram nossa linguagem mais complexa ainda, e assim por diante. Essa linguagem original - primitiva e intuitiva - era a semente da criação em nossos corações. E hoje nossa capacidade de comunicação cresceu como uma árvore. Lindo isso né? :-)

Chegando ao ponto: ao comunicar, estamos alimentando com energia criativa nossos colegas. Comunicar uma abstração não consome recursos: teoricamente você poderia ensinar matemática básica pra todos os seres humanos, sem ter que poluir o ar, ou acabar com a água potável, partindo do princípio que você possa levar sua mensagem até seus interlocutores - 6 bilhões de cabeças, só nesse planeta, hoje. Na verdade, consome sim: você tem que respirar, comer, etc etc. Mas esse é o pequeno preço que se paga, ao transmitir suas idéias. Penso que ensinar e multiplicar conhecimento é tão fácil porque a lucidez humana é uma meta bem próxima do âmago da vontade de Deus.

Bom, agora pensem novamente sobre o que o Guilherme falou: "a Microsoft está dando licenças de uso de seus programas de graça". Vamos discutir com mais calma essa questão, no próximo post.

sexta-feira, abril 07, 2006

Ágata II

Há muito tempo descrevi os talentos de uma mulher fenomenal, que não era de nada. Segue aqui a continuação de um fiasco de gente:

Ágata chegara desta vez no Planetário da Gávea, precisamente às 22:00 de uma Quinta-Feira. Estupenda, com seu vestidinho preto bem curto, de alcinhas, botas pretas e gigantes, sua pele muito branca e seu sorriso clássico. Desta vez, ela encarnava uma gótica, que vinha serelepe, acompanhada de sua outra amiga gótica. É óbvio que me chamou atenção o fato de que a única peça de roupa que tinha alguma cor era a meia três-quartos, que alternava listras horizontais amarelas e pretas. Estava praticamente travestida de abelha.

De repente, pensei: "onde será que ela esconde o mel?". Exercitem, pensem bem e respondam.

Pra completar a produção, havia uma tatuagenzinha aqui, outra ali, e mais uma enorme acolá, na metade das costas, que eu não sabia o que era, apesar do tamanho.

Quando disse "serelepe", eu estava falando sério: as duas vinham andando como duas Alices, dando pulinhos e levantando os braços, como se fossem muito, muito leves. Achei estranho, até porque me parecia que Ágata estava ligeiramente acima do peso. Mas continuava linda. Bom, esse pessoal de preto é assim mesmo.

Ela se sentou na mesa oposta à minha, exatamente de frente pra mim. Não preciso dizer que logo olhei pro óbvio: suas pernas desprotegidas, por baixo da mesa. Com um monte de amigos na minha mesa, e um visual desses, estava me sentindo muito bem. E ainda tinha um show por assistir.

Cigarros, cigarros, cigarros... É impressionante como um monte de gente que fuma costuma espantar a fumaça depois de soprar o que tragou. Ora, não é bom fumar? Pra que espantar a névoa??

Caipirinha, caipirinha, caipirinha... Isso seria o de menos, se não exagerasse.

Nos primeiros estágios da bebedeira, falava alto, e brincava lucidamente. Gargalhava de forma natural e parecia bem disposta. Chegou o primeiro atacante: um neguinho de tranças curtinhas. Cumprimentou e foi logo roubando-lhe um beijo. Ela desviou, fez que não gostou, ergueu um sinal da cruz com os dedos na direção do rapaz, que seguia pra comprimentar outra pessoa da mesa. Ficou vários minutos com cara de desgosto, e eu já sabia que o óbvio mais tarde chegaria.

Quem desdenha quer comprar...

Cruzada de perna pra lá, cruzada de perna pra cá, e começaram os sinais da falta de decoro e elegância: olhos pesados e aquela piscadinha lenta. Tudo bem, isso ainda é tranqüilo. Conversando com um rapaz baixote de cabelos meio sarará, começou a sorrir demais e deu um abraço no maluco, que tascou-lhe um beijo. Não foi um beijão não, foi só um beijo, mas retribuído. Seria o primeiro da noite. De língua, que não me pareceu muito bem dado, mas que foi bonito. Valeu o primeiro round. O cara beijou e foi embora. Assim, como se fosse comum se despedir com um colante.

"Pô, depois vou lá me despedir também." - Pensei, no ato.

Passados vários minutos, Ágata já mostrava pra que tinha vindo. Em curtas palavras: arreganhada na mesa, na mão do palhaço. E quem volta? O neguinho. Sentou na mesa, fez umas brincadeiras, puxou a branquela e slurp! Segundo da noite! Ela era linda, e podia ter qualquer um que desejasse mesmo... Por que não dois? Bom, desse ela tinha se desfeito anteriormente. Mas o nego mandou bem. Num bom brasilês: bagunçou a mulher de verde e amarelo! Bom, na verdade, o nego bagunçou a mulher de preto-e-amarelo. Começou devagar, com aquele jeito de quem sabe o que tá fazendo. Mas depois de dez minutos... Sinceramente, acho que as pessoas pagam pra ver shows assim. E ali, pra mim, foi de graça.

Agora, o que eu fazia, enquanto aquele espetáculo rolava bem na minha frente? Conversávamos na mesa sobre Nietzsche, O Guia do Mochileiro das Galáxias, Platão, Matéria Escura, Sistemas Auto-Organizados e sobre a brilhante conclusão de um amigo: o analista de sistemas alimenta dentro de si uma grande esquizofrenia. Eu dei razão - a pouca que havia me restado.

É bem verdade que o show estava bom. Mas tava tão óbvio ali, a dois metros de distância, que eu, de repente, me desliguei deles. E era bom que me desligasse, porque nem só de olhar vive o homem. Voltei toda a atenção pra minha mesa, e não vi mais o que aconteceu com os dois.

Ao partir, fui cumprimentar algumas pessoas da mesa onde ela estava - eram conhecidos meus. Quando me voltei pra ela, vi um pudim de gente, que não conseguia falar direito com os outros: um misto de entorpecente com sono e tesão, agarrada ao negão.

Não há muita conclusão ou especulação na história. Há só o fato. Ignoro o porquê, e também não me interessa. Eu desdenho, mas como ela também não vale muito, não vou nem pechinchar.

Safe Creative #0803010456818

segunda-feira, abril 03, 2006

Curiosidade

A curiosidade mais nobre não é a ansiedade em saber os porquês, mas sim o sentimento que nos faz encontrar as perguntas corretas. Existem inúmeras respostas para cada questão. Quanto às perguntas, penso que talvez possam não sofrer com a relatividade.

Conhecer a verdade é abrir o leque do desconhecido, sabendo-se desde o início que haverá um cardápio de inúmeras explicações para cada fenômeno. Alimente-se com as respostas que julgar mais adequadas, mas prepare-se para mudar sua dieta assim que sentir que a antiga resposta não é mais a melhor.

Viver em um universo do qual ocupamos uma parte infinitesimal e acharmos que nossos problemas acabam com o mundo - isso é um exagero.

Vocês gostam de açúcar? Então leia essa página curtinha da Universidade de Caxias do Sul, e se estiver com mais tempo e disposição, leia Sugar Blues - O Gosto Amargo do Açúcar.

sexta-feira, março 24, 2006

A Nova da Marisa Monte

Vocês sabem o que acontece quando se coloca um dos novos CDs da Marisa pra tocar no computador? :-)

Aparentemente, ele dá início a uma dor de cabeça bizarra:

http://feeds.feedburner.com/boingboing/iBag?m=279

É verdade mesmo que isso acontece? Bom, mesmo que tentem proibir a cópia de CDs, eles falharam novamente. Conheço uma pá de gente que já tá com todas as MP3 dos dois álbuns nos seus computadores, formulando críticas e tudo. Não adianta remar contra a maré: a natureza da informação é ser livre e "copiável" :-)

quarta-feira, março 22, 2006

Omissão

Não tenho escrito nada nesses últimos dias. Aqui está uma lista dos motivos, ordenada pelo quanto eles me impedem:

1 - Tou tentando fazer um documento com todos os posts que valem à pena registrar. Se eu ficar inventando mais coisas, nunca vou escrever esse documento.
2 - Começaram as aulas na faculdade.
3 - Comecei a estudar Francês.
4 - Meu computador tá um negócio sério. Toda hora dá problema.
5 - Música
6 - Yôga

Os outros motivos nem valem comentar ;-)

quinta-feira, março 16, 2006

Ímã de Malucos

Duas observações sobre os últimos dias:

1 - Tenho feito alguma coisa que potencializou minha estupidez.
2 - Tenho atraído malucos - e dado muita trela pra eles. Imagine que esses dias levei um banho de coca-cola de uma Mato-Grossense do Sul que se chama Morgana.

:-S

quarta-feira, março 15, 2006

Atualizações Progressivas

Coloquei uma lista de músicas preferidas na coluna à direita do blog. Ela vai mudando praticamente dia após dia.

A lista é do site www.pandora.com, onde você pode montar várias rádios para ouvir músicas de artistas similares aos seus preferidos. Por exemplo, você faz uma rádio do Chet Baker e, além de ouvir músicas do Chet, acaba ouvindo Wes, Sony Rollings etc etc... Muito show!

Além disso, a lista de links "outros lugares" também muda periodicamente. Coloquei os links do del.icio.us no blog :-)

terça-feira, março 07, 2006

Surre@rte

Dá uma olhada aqui: Surre@rte

É de um amigo meu, o JB. Ele é designer gráfico. Tem uns trabalhos de transformação e tunning virtual de carros. Acho que ele manda bem, né? :)~

Parabéns, garoto!

sexta-feira, março 03, 2006

O Que Há de Errado Com Essa Frase?

Eu nunca tive problemas com a minha ex-namorada.

?!?!

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Vagas de Emprego

É impressionante a quantidade de gente que anda falando que não há emprego no nosso país. A minha experiência é exatamente contrária. O IBGE disse que a taxa de desemprego em Dezembro foi de "apenas" 8,3%, a menor desde 2002. Mesmo sendo a menor, ainda é um absurdo.

Vamos a alguns fatos. Existe gente (e põe gente nisso) que procura desesperadamente por pessoas qualificadas para ocuparem vagas com excelentes salários. Empregos de tecnologia, principalmente, no meu caso. As pessoas às vezes dizem: "pô, ae... Fulano ganha 4 mil e Beltrano 10 mil... Os caras são sinistros".

Acontece que nessa área não há competição quando falamos de vagas de emprego. Diariamente eu recebo entre 20 e 30 vagas anunciadas para desenvolvimento de software. Isso porque eu assino um único site, pra ter idéia de como anda o mercado de contratantes. Recebo também várias outras vagas do grupo da faculdade, e freqüentemente meus amigos reclamam que precisam urgentemente de algum programador pra algum projeto que tá saindo do papel. Você acha que eles preenchem todas as vagas? É claro que não! E isso é uma das causas da quantidade de trabalho excessivo nos setores de TI.

Algumas vezes me perguntam se tenho como ajudar um certo fulano a conseguir um emprego. Aí eu peço o currículo da pessoa, e certamente esse cara não é lá muito instruído. O cara que tem qualificação não vai passa sequer 2 semanas sem conseguir marcar uma entrevista. Diria 3 dias, em alguns casos.

Na minha opinião, não devemos dizer que temos "desemprego". Devemos dizer que temos "desempregados". As vagas estão muito bem por aí, com urgência para serem preenchidas. Falta educação, né? E algumas vezes, até um pouco de vontade dos desempregados para se qualificarem também... Porque é mais fácil ir pro bar e beber todas.

Cabe uma máxima
Com tanta gente querendo trabalho,
Por que não empregar alguém,
Ao invés de querer um trabalho você também?


E o principal desespero do jovem desempregado, qual é? Sustentar seu carro com rodinhas de magnésio e som surreal de dez milhões de watts, que só serve pra ele dar uma de DJ de posto de gasolina...

terça-feira, fevereiro 21, 2006

O Sonho Acabou

Quando o sonho acaba
É porque a padaria fechou
Pode chorar, mas saiba
Que se aguardar a próxima manhã na porta
Poderá pegar, na primeira fornada,
Um sonho saindo do forno
Quentinho, e cheio de sabor



Safe Creative #0803010456801



Dãããã...
Eu vi Doom ontem, e não recomendo.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Swásthya!

Shakti

Pra você, que é minha mulher
Eu, seu homem, dedico estes versos
Pra você, que me faz existir mais do que antes
Que me faz existir melhor a cada dia
Que me traz felicidades
Que não me espera, mas tem a mim quando queres

Pra você, dedico-me
A você, que quero toda a vida
Que me faz querer viver pra sempre
A você, mulher que me faz respirar
Que me faz sorrir pra sempre

Faz minha inspiração mais profunda
Traz o prazer até a mais ínfima parte
Do meu corpo, da minha mente e da minha alma

De pensar, me inundo de alegria
De peito aberto, ao seu lado,
Mostro ao mundo o que é ser feliz

Penso que não fui, até aparecer
Porque para ter o direito de existir
Primeiro teria que passar pela maior prova
Que foi te abraçar
E saber que era quem eu procurava

Shakti, se eu não te encontro
Não sei o que seria de minha existência
Nunca passaria da efêmera humanidade
A espírito sublimado



Safe Creative #0803010456795



Praqueles que não tem tido notícias minhas, aí vai:
Estou praticando Swásthya Yôga, e tem sido uma experiência transformadora. Passei por um preparatório físico e cultural durante um mês, e ontem participei da minha primeira aula de verdade. É outra parada, bem diferente do que se vê por aí. Não se trata de um exercício físico, mas de uma verdadeira filosofia de vida, muito impactante.

Qualidade de vida, saúde e, principalmente, minha mente sossegada. :-)

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

A Outra Ela

Ela me caçava
E me encontrava
Em todos os lugares
Onde eu pudesse estar

Me visitou em meu sono
Entrou no meu círculo de amigos
E interferiu na minha vida

Ela me beijava
Mas não havia língua
Pois seu interior era vazio

Apenas uma aparência
Um "parecer"
Prefiro perder a razão
A me deixar
Nos seus braços enlouquecedores

Prefiro não ser mordido
Me resguardar, me defender
Prefiro não mudar de vida
Prefiro meu canto só meu

Prefiro continuar a observar com firmeza
Prefiro continuar buscando
A energia que me fará pulsar
Com fervor, paixão e naturalidade



Safe Creative #0803010456788

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

24 Anos Completos

Hoje é meu aniversáriooooooooooow!

Sem mais, né?? Acho que tá bom! :-)
A quem interessar, será comemorado na pizzaria Piola, em Ipanema, a partir das 20:30. Fica na Rua Paul Redfern, 40. Pertinho do Lord Jim, na altura do Jardim de Alá.

Espero que todos possam ir ;D

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Fotos Janeiro 2006

Várias novas fotos no meu Flickr.

Cheers!

terça-feira, janeiro 24, 2006

Poema Incompleto

A vanguardista arte que resiste
No coração daqueles que seguram o mundo
Os faz chorar ao pensar que o amor

O mundo é etéreo como o vapor
Da expiração, inspiração, suspira
E a vida é fumaça que se vai
Na cachaça

Mas talvez pra estes ainda haja,
Ao lado de alguém, é melhor que corram

Porque a cada último suspiro, se vai um conservador
A cada luz, em um novo sopro, os olhos,
Que vêem o mundo instável mergulhado na rede,
Aprendem e crescem

As pessoas, cada vez mais feridas
Caem na folia
Iludidas, fendidas, suadas, fedidas, imundas

Beijam todos aqueles que detestam
E tornam-se como eles
Dançando todo o inferno que repudiam

Tento esquecer que o humano excrementa
E o que é o excremento
Senão um monte de energia não aproveitada?
(Irrenovada, jogada, deixada, mal tratada)

Tenho pesar ao pensar,
Falar, comer, andar, calar,
Que os pobres podem ser o excremento social
Como tanto se costuma dizer

Temos mais excremento do que cidadãos
E afinal, é ou não é por falta de vontade?



Safe Creative #0803010456771

domingo, janeiro 08, 2006

Que Seja Infinito Enquanto Dure

Não é que hoje não haja amor eterno. É que ele nunca houve.

O jeito de amar está intimamente ligado ao meio de produção. Amar é em parte uma conveniência que acompanha a economia na nossa sociedade, assim como todas as formas de relacionamento entre pessoas.

Quantos "melhores amigos" você já teve nos vários ambientes onde viveu?

"Amor eterno" foi algo que as gerações passadas nos ensinaram, e que definitivamente funcionava pra época. Afinal, falar em eternidade é fácil pra quem vive estavelmente durante 60 anos, morre, e depois não diz pra ninguém se continua casado lá do outro lado. É bem tranqüilo pra gente perceber "eternidade" quando o casamento começou em algum ponto da vida dos nossos avós e existiu até suas mortes. É, é bem fácil confundir 40 anos de relacionamento com eternidade. E se eles se divorciassem 1 ano antes de morrerem? Vai dizer que o casamento não deu certo? Ou que não houve amor de verdade?

Por que as pessoas choraram tanto quando Elvis morreu, razoavelmente jovem? Ou Charlie Parker? Ou John Lennon? Ou John Kennedy? Naquela época, era esperado que se fizesse algo grandioso durante 30 anos ou mais. Havia uma sensação enorme da perda de tudo o que essa pessoa poderia ter feito. Amor é sempre algo muito grandioso que é relativamente fácil de ser vivido por qualquer um. É o sonho de "mudar o mundo" mais fácil de se realizar, com certeza. Retificando: "mais fácil" não, "menos difícil".

Hoje, algo grandioso deve ser feito em 1 ou 2 anos.

Quantos novos famosos ganham as telas todos os dias?

E por que o amor continua tendo que ser até a morte?

De maneira similar, um amor grandioso pode ser vivido em pouco tempo. Se temos tantas incertezas todos os dias, temos que arrumar um jeito de amar direito. Somos muito passivos com relação ao amor, e acho que essa não é a postura correta. É como uma gripe: você é alvo dela. Bom, se você se desproteger, vai estar muito mais suscetível à doença. Pensa só: você pode estar um pouco mais aberto ao amor, e deixá-lo acontecer. Não é garantido, mas aumenta suas chances. Com tão pouco tempo pra aproveitar, por que outorgar a uma única pessoa em sua vida inteira o direito de ser seu amor? E se essa pessoa te trai? E se ela se vai? E se ela morre? E se ela não te aceita? Como é que você fica? Não estou dizendo que você "escolhe o amor". Mas que você pode esquecer algum que não tá mais na área... Ah, com certeza sim!

Pra mim, é burrice atribuir um título para todo o sempre a uma única pessoa que é decadente como tudo mais nesse mundo.

O jeito de amar é sempre diferente, dependendo do casal. É como misturar diferentes tipos de leite com diferentes tipos de café, colocando açúcar a gosto e bebendo na temperatura que mais agrada. Sim, você também tem o seu tipo preferido de café, e eu não te culpo por isso. Mas dizer que 1 em 3 bilhões de tipos de café é com certeza o que mais te agrada? Será que dá pra comparar cada sabor com todos os outros? Alguns tipos de bebidas são inesquecíveis, e te proporcionam um prazer completamente diferente do outro. Igualzinho ao amor: podemos ter diferentes amores de verdade ao longo de nossas vidas. Cada um com sua marquinha especial, que é única.

Você pode até pensar que sou promíscuo. Mas ninguém pode dizer de mim que me embriago com vários "amores". Isso seria um vício muito feio; certamente uma subversão do significado disso tudo que estou dizendo, e estaria promovendo a banalização do termo. Promiscuidade é algo que tá por aí: todo mundo beija 30 bocas em qualquer micareta. É óbvio, não é disso que estou falando. Falo de ter aquele abraço onde você parece estar flutuando. Daquele carinho que parece conhecer cada detalhe do que você prefere. Acha mesmo que apenas uma pessoa no mundo te proporcionaria isso? Leva tempo, mas você encontraria seu amor em qualquer parte do mundo.

A não-eternidade do amor pode não ser a "verdade verdadeira", sabe? Pode apenas ser uma resposta que inventei pra me satisfazer. Mas pra mim, funciona. Bom... Na verdade, funciona mais ou menos.

Como todo mundo tem sua dose de hipocrisia, eu também acredito que um dia vá aparecer 'aquele' amor, e que dure mais de trinta anos. Ou seja: eternamente. Mas não digo que um amor que durou pouco tempo não tenha sido amor verdadeiro. Nem insisto em forçar a barra, dizendo que um amor que foi verdadeiro ainda o é, sabendo que pensar nele só me faz mal, e achar que esse mal é temporário. O desencanto pode fazer tudo vir abaixo, mas em algum momento da minha vida, foi o sentimento mais puro que tive. Não nego, e não pestanejo em dizer: foi amor de verdade.

Safe Creative #0803010456764

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Cadê Meu Coração?

Se ocê pergunt'onde tá meu coração,
Eu vou lhe responder, sinhora:
Tá por aí, avoaaaando...

Ora de óis aberto,
Ora de zói fechado, sonhando.
Ora águia, ora coruja
Or'urubu, agourando

Ora de presa, feito rato no mato
Que as cobra cega vê pelo chêro
Ora de peixe no mar dos tubarão
Com toda palpitação, sangrando tanto
Que se parece chorá!

Mas agora, nada, só anoitando
Pra aninhá na cama, de sono
Coração caduco, mei'doido

Ora paixão, ora prazê
Ora, e o amor,
Daqueles que é pra sempre,
Como se lhe é de direito,
Ele tá procurando.



Safe Creative #0803010456757

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Vamos Deixar a Saudade Apertar

Aqueles dias já se foram
Mas 'inda tenho teu gosto na boca
As tardes de abraços
O vento no rosto
Sorrisos gostosos
A mão no pescoço
O cheiro
Que lembro ao passar por aí
Encontrando alguém que me lembra de ti
Fazendo da vida um retrato passado
No estanque das brigas
As mágoas passadas
Mas te desejo
Como sempre foi, aqui dentro do peito

Deixa a saudade apertar
Porque na superfície o mar é bravio
Mas lá no fundo as águas são calmas
Vamos deixar o tempo passar
Pra que te encontre mais tarde
E quando apertar a saudade
Não vai haver bobagem pra nos separar

Deixa a saudade apertar
Que lá na frente o sorriso virá
E no telefone a tua voz, chamando meu nome, dirá:

Venha cá, meu amor
Porque não suporto mais o calor
Do desejo de mim por você
Venha já que meu corpo é só pressa
Venha logo que a angústia não espera
Que meu suor quer lavar tuas mãos
Que hoje eu quero ser tudo
Ser teto, ser chão
Hoje eu quero acabar com a minha tristeza
Essa dor só tu podes curar

Vamos deixar a saudade apertar



Safe Creative #0801100371294

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Planos e Revisões

Parabéns, mãe! (hoje é aniversário dela)

Ahan... Começando...
No início desse ano eu decidi voltar a estudar música, dessa vez muito seriamente. Queria até o final do ano ter o meu home studio completo, pra produzir algumas canções e me divertir um pouco. Esse foi o objetivo principal de 2006. Ao final do ano, aí vai o setup que montei:

- Aproximadamente 20 livros sobre música, entre songbooks, história e teoria musical
- Contrabaixo Fender Jazz Bass 73 Japonês
- Amplificador Hartke 140W para Contrabaixo
- Pandeiro Contemporânea de couro Série Ouro
- Bongô duplo Bauer
- Violão Yamaha C70
- Teclado Midi PCR M80 Edirol
- Placa de som MAudio Audiophile Firewire
- Caixas digitais monitoras de studio Roland DM-20
- Fone digital AKG K240S

Na prática, eu ainda não sei mexer muito bem no teclado nem na placa de som. Mas as férias estão aí pra isso. O programa escolhido foi o Cubase, com o qual já tenho um contato - tímido ainda, mas tenho.

Meu set de músicas por enquanto incluem apenas violão e contrabaixo. Têm aproximadamente 15 clássicos da música brasileira, entre Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Chico Buarque. Escutei muita música eletrônica - fusion, acid jazz, chillout, lounge... Tudo pra tentar entender como o computador se encaixa no som.

Fora isso, também queria melhorar minha qualidade de vida. Com a oportunidade de trabalhar num dos laboratórios da minha faculdade, tive a chance de estar em um projeto comercial com um ambiente de produção semi-acadêmico. Temos tempo para desenvolver software de qualidade e estudar novas tecnologias. Até agora, foi 1 ano trabalhando em uma área totalmente nova pra mim, como consultor.

Em Dezembro, me mudei pra Gávea. Morando em uma república novamente eu não preciso cuidar dos pormenores de um apartamento, e ainda há mais gente por lá. Estarei aqui 24hrs por dia, o que otimiza totalmente meu tempo. Uma bicicleta foi tudo o que precisei pra cuidar do meu tempo e do meu corpo. E por falar em corpo, entrei em um grupo de Capoeira, onde posso exercitar meu senso de ritmo, condicionar minha voz, ter contato com diversas pessoas e cuidar muito mais da minha forma. Em 2006, quero ficar "saradããão" e fazer muitas cambalhotas!

Abri minha própria empresa no início do ano. Isto significa que eu posso contratar pessoas e criar empreendimentos na área de Informática. Desenvolvi algumas idéias e projetos que serão implantados em 2006. Apresentei alguns dos trabalhos em eventos da faculdade. Encontrei alguns possíveis parceiros, e até firmei três sociedades promissoras para o próximo ano. A primeira começa de fato em Janeiro.

O coração, no entanto, tirou um tempo pra descansar, depois de algumas tempestades no ano anterior. Agora, eu tou pronto pra outra. ;D

No ano passado eu fui recusado para uma bolsa de intercâmbio na Espanha, por ter um currículo pouco acadêmico e mais mercadológico. Quando soube, eu disse que o plano B (ficar no Brasil) teria que ser melhor do que o plano A. Não tenho dúvidas de que isso aconteceu realmente. Por ironia do destino, estou com uma proposta de emprego mais do que certa pra trabalhar na Espanha. Mas dessa vez, isso vai ter que esperar. Tenho mais ou menos até Março ou Abril pra decidir. Se 2006 começar bem com meus planos atuais, será perfeito, e irei pra Espanha só pra passear. Do contrário, eu vou ter que fazer meu 2006 lá na Europa mesmo.

A propósito, 2006 é o ano da minha formatura! Aleluia!

Concluo que seja bem possível planejar e executar. As coisas não andam muito bem nos trilhos, mas se você tiver rédeas firmes, vai conseguir chegar em momentos áureos. Tem gente que se orgulha de dizer que as coisas estão difíceis, e que vai vencendo as dificuldades como pode. Mas eu sou um sem-vergonha mesmo: minha vida tá muito boa, e daqui eu só quero que melhore. Se puder continuar, beleza. Do contrário, vamos ter que executar o plano B, não é?? rs...

Graças a Deus, e boas festas a todos!